Fanfiction - Spirit Bound – A mordida por Adrian Ivashkov

sábado, 19 de junho de 2010

Bom, como na internet pouca coisa se crie e muita coisa se copia...decidi aproveitar a idéia da Daniihh que algum tempo atrás postou uma versão da cena da Cabana em Shadow Kissed pelo ponto de vista do Dimitri no blog Beijos de Sangue...então eu resolvi fazer aqui a mesma coisa contando a cena de Spirit Bound da noite em que o Adrian e a Rose quase fazem amor...mas que no fim ficou apenas na mordida...pelo ponto de vista do Adrian (Bite-me to!!!)

Eu não consigo acreditar como posso ser tão patético, ela me deixou plantado esperando a noite toda para correr atrás dele, tudo que Rose faz é em função dele, é por ele que ela respira, é por ele que ela luta...não por mim...e mesmo assim eu não consigo me afastar dela, não consigo sair do seu caminho, somente um simples vislumbre de um sorriso dela já é o suficiente para que eu perca a razão. Como agora, ela simplesmente tem tudo de mim, simplesmente vivo por ela, respiro por ela, mesmo destroçando meu coração, ainda assim eu preciso esta junto dela, sua simples presença acalma minha alma e me faz continuar vivendo. Infelizmente não posso fazer nada quanto a isto, pois a AMO, mesmo este amor doendo a maior parte do tempo, eu ainda prefiro esta dor do que perdê-la definitivamente. E por isso tenho que ajudá-la.
Caminhei até seu quarto olhando para meus próprios, tentando ainda reunir alguma força em mim para olhá-la nos olhos me despedaçar. Bati em sua porta...e nada...bati mais algumas vezes e esperei...sabia que ela estava em seu quarto, podia sentir a sua aura.
“Pequena dhampir,” eu disse com um pequeno sorriso tentando parecer natural. “Parece que você viu um fantasma.”
Podia ver a surpresa em seu rosto quando ela me respondeu: “Eu só... eu só não esperava ver você depois do que houve essa manhã...”

Entrei e me dirigi à sua cama para me sentar. “Yeah, bem, eu não esperava aparecer também,” admiti. “Mas você... bem... você me fez pensar em algo.”

Ela sentou a meu lado um pouco afastada, como se quisesse manter uma distância segura, podia ver a tristeza profunda cintilando em sua aura. “Nós?” ela perguntou.

Sua aura cintilou um pouco de esperança antes de eu responder. “Não. Lissa.”

“Oh”. Ela respondeu parecendo um pouco desapontada, consegui ver a tristeza dominando-a novamente. Será que eu realmente estava vendo isto? Realmente ela ainda me queria? Resolvi observá-la atentamente mais um pouco, não posso correr o risco de me magoar ainda mais, mas também não consigo pensar que a estou magoando neste exato momento.

“Eu fiquei pensando sobre o que você disse, sobre o pai dela. E você tem razão – razão sobre o negócio do jogo. Ele tinha o dinheiro para pagar qualquer dívida. Ele não teria que esconder. Então eu fui perguntar para minha mãe.”

Ela se assustou e pude ver a raiva tomando conta dela. “O que? Ninguém deveria saber disso –“
Antes que a escuridão se apossasse dela, eu a interrompi. “Yeah, yeah, eu imaginei que sua informação seria secreta. Não se preocupe. Eu disse a ela que quando estávamos em Vegas, ouvimos umas pessoas falando sobre isso – sobre o pai de Lissa fazer depósitos secretos.”

Ela arregalou aqueles olhos castanhos que eu amo, Senhor como eu amo estes olhos.

“O que ela disse?” perguntou.

“A mesma coisa que eu. Bem, na verdade, ela ficou brava comigo primeiro. Ela disse que Eric Dragomir era um bom homem e que eu não deveria espalhar rumores sobre os mortos. Ela sugeriu que talvez ele tivesse um problema com jogo, mas se fosse isso, as pessoas não deveriam se focar nisso, quando ele fez tantas outras coisas boas. Depois da Vigília dos Mortos, eu acho que ela estava com medo que eu cause mais brigas públicas.”

“Ela tem razão. Sobre Eric,” ela disse.

“Então meu pai nos ouviu, e disse tipo, ‘Ele provavelmente estava financiando alguma amante. Você tem razão – ele era um cara legal. Mas ele gostava de flertar. E ele gostava de madames’.” Revirei os olhos perante aos comentários chauvinistas do meu pai. “Essa é uma citação direta: ‘Ele gostava de madames.’ Meu pai é um idiota. Ele soa como alguém com duas vezes a sua idade.” Alem de ser um porco nazista.

Ela agarrou meu braço. Seu toque queimava a minha pele, quando ela me tirou do transe. “O que ele disse depois disso?” ela perguntou.

Dei de ombros, mas ainda assim era totalmente consciente de seu toque em meu braço. “Nada. Minha mãe se irritou e disse a mesma coisa para ele que tinha dito para mim, que era cruel espalhar histórias que ninguém poderia provar.”

Meu Deus, como é bom sentir sua pele.

“Você acha que é verdade? Você acha que o pai de Lissa tinha uma amante? Era para isso que ele estava pagando?”

“Não sei, pequena dhampir. Honestamente? Meu pai é o tipo de gente que se atraca em qualquer rumor que pode. Ou inventa um. Eu quero dizer, ele sabia que o pai de Lissa gostava de festejar. É fácil tirar conclusões disso. Provavelmente ele tinha algum segredo sujo. Diabos, todos temos. Talvez quem quer que tenha roubado aqueles arquivos queira explorar isso.”

Ela me contou sua teoria sobre isso ser usado contra Lissa.

Acenei. “De qualquer forma, eu não acho que Lissa esteja em perigo mortal.”

Não conseguia tirar meus olhos dela, tudo nela me enfeitiçava...seus olhos astutos, seu cabelo e seu corpo...são como uma droga para mim, um vício que eu não consigo evitar. Mas no meu íntimo sabia que meu trabalho aqui havia acabado, me levantei para ir embora tentar curar um pouco minhas feridas, quando ela me puxou.

“Adrian, espere... eu...”

Meu coração começou a martelar em meu peito.

“Eu quero me desculpar. O jeito que tenho tratado você, o que eu estive fazendo... não foi justo com você. Sinto muito.”

Tentei não olhar em seus olhos. “Você não pode impedir seus sentimentos.”
Eu estava morrendo por dentro.

“O negócio é que... eu não sei como me sinto. E isso soa idiota, mas é verdade. Eu me importo com Dimitri. Foi idiota pensar que eu não fui afetada pela volta dele. Mas eu percebo agora...” “Eu percebo agora que com ele acabou. Não estou dizendo que é fácil superar. Vai levar um tempo, e eu menti para nós dois quando eu disse que não iria.”

Meu coração começou a martelar em meu peito ainda mais forte, enchendo-se de esperança...uma esperança que nunca pensei que pude-se sentir novamente. Olhei para Rose e pude ver a mesma esperança de meu peito cintilando nas cores de sua aura.

“Isso faz sentido,” Eu disse.

Incrédula ela perguntou. “Faz?”

Olhei em seus olhos, podia sentir a felicidade começando a correr pelo meu corpo. “Sim, pequena dhampir. Algumas vezes você faz sentido. Vá em frente.” A incentivei a continuar.

“Eu... bem, como eu disse... eu tenho que me curar dele. Mas eu me importo com você... eu acho que até te amo um pouco.”

Tentei parecer firme, mas não me contive, neste momento esbocei um pequeno sorrido.

“Eu quero tentar de novo. Eu realmente quero. Eu gosto de ter você na minha vida, mas eu pulei nas coisas muito cedo antes. Você não tem porque me querer depois do jeito que eu tenho te arrastado, mas se você quiser voltar, então eu quero também.”

Meu coração parecia ter ganhado asas. Estudei sua aura mais uma vez, eu podia ver a indecisão desaparecendo, podia ver a esperança e inclusive podia ver o quanto eu era importante para ela, o quanto ela me queria com ela neste momento. A puxei para mim e nos deitamos na cama.

“Rose, eu tenho todo tipo de motivo para querer você. Eu não sou capaz de ficar longe de você desde que te vi no hotel de esqui.”

Ela se aproximou ainda mais e recostou sua cabeça em meu peito, pude sentir o perfume de seu cabelo, este perfume maravilhoso e intoxicante, mais uma vez meu coração parecia querer pular de meu peito.

“Podemos fazer isso funcionar. Eu sei que podemos. Se eu fizer besteira de novo, você pode ir embora.”

“Se apenas fosse tão fácil,” eu ri. “Você esquece: Eu tenho uma personalidade viciante. Sou viciado em você. De alguma forma, eu acho que você poderia fazer todo tipo de coisas ruins comigo, e eu ainda voltaria para você. Só seja honesta, ok? Me diga o que você está sentindo. Se você está sentindo algo por Dimitri que te confunde, me diga. Vamos dar um jeito.” E isto é verdade, ela é como uma droga que eu nunca consigo ter o suficiente. A droga a qual eu necessito mais do que o ar para viver.

Ela suspirou. “Você não deveria ser tão sábio. Você deveria ser superficial e irracional e... e...”

Não me contive e beijei sua testa. Ela parecia tão indefesa, realmente agora eu estava vendo Rose desarmar-se perante a mim, podia ver ela realmente tentando que nós fiquemos juntos. “E?”

“Mmm... ridículo.”

“Ridículo eu posso ser. E os outros... mas apenas em ocasiões especiais.”

Estávamos muito perto um do outro, eu podia sentir a eletricidade aumentando entre nós, ela me olhava, parecia me estudar minuciosamente, isto aumentou esta sensação elétrica que já percorria praticamente todo o meu corpo. Quando ela me puxou e me beijou fortemente, uma força, uma fome que eu nunca havia presenciado com ela. Ela me devorava com seu beijo e eu me sentia maravilhoso...queria ser devorado por ela.

Suas mãos puxaram minha camiseta, eu não podia acreditar. Não exitei e em resposta comecei a tirar suas roupas também, esperei por este momento durante muito tempo, era como o meu sonho mais perfeito se realizando...só que melhor. Sua pele macia, o perfume de sua pele invadia todos os meus sentidos. Deslizei meus lábios por sua pele, eu queria beijar cada centímetro de seu corpo, sentir seu calor, seu gosto, sua suavidade. Embora meu corpo quisesse devorá-la imediatamente, eu queria usufruir de cada momento, com suavidade beixei seu pescoço tomando o cuidado de não arranhá-la com as minhas presas.

Não pude deixar de imaginar como seria tomá-la por completo. Tomar seu corpo e seu sangue, ela era a criatura mais perfeita do mundo e eu a queria mais do que a minha própria vida. Mas eu a amava demais para lhe fazer isso, não posso desrespeitá-la, ela é a rainha de meus sonhos e eu nunca a machucaria. Ela cravou suas unhas em minhas costas me enlouquecendo. Percorri seu corpo com delicadeza, me detendo apenas para tirar seu sutiã.

Continuei a despi-la e quando terminei não consegui parar de contemplar a sua beleza, sua perfeição. Segurei seu rosto em minhas mãos, eu me sentia pleno. “O que é você, Rose Hathaway? Você é real? Você é um sonho dentro de um sonho. Eu temo que tocar você vai me fazer acordar. Você vai desaparecer.” E meu coração não sobreviveria.

“Me toque e descubra,” ela disse.

Não exitei, livrei-mo do que sobrara de minhas roupas. Nossos corpos estavam colados um no outro, faíscas surgiam onde nossos corpos se tocavam. O calor da paixão me consumia e seus beijos me levaram a loucura, agora realmente esta acreditando que era real, que ela me queria na mesma intensidade que eu à ela. Seu corpo maravilhoso me inebriava e meu corpo parecia que iria entrar em combustão.

Em meio a um ardente beijo ela murmura entre meus lábios.“Oh, merda.” Quase congelei.

“O que... qual o problema? Você mudou de ideia?” Meu coração não queria acreditar, o pânico tomou conta de mim, era como se alguém estivesse prestes a arrancar a minha alma.

“Precisamos de proteção primeiro,” ela disse. “Você tem camisinhas?”

Demorei um segundo para processar o que ela estava me dizendo, meu coração não podia acreditar, meu corpo não podia acreditar. “Rose, só você escolheria esse instante para lembrar disso.”

“Então, você tem alguma?” Ela me perguntou de um modo impaciente que fez meu coração voltar a pulsar.

“Sim,” eu disse me sentando. “No meu quarto.”

Nos encaramos por um momento, meu quarto estava muito distante e nosso desejo era muito imediato. Eu não agüentaria mais nenhum segundo longe dela. Rose me enfeitiçava de uma maneira que nenhuma outra conseguiu alguma vez, mas neste momento ela me tinha sob o seu completo domínio e como eu amava isto.

Me aproximei mordiscando o lóbulo de sua orelha. “As chances de algo ruim acontecer são bem baixas.” Em meu íntimo eu a queria para mim. Não me importaria em passar o resto da vida juntos criando nossos pequenos Dhampirs. Neste momento eu a queria, queria reclamá-la como minha. Minha para sempre.

Ela apoiou sua cabeça contra mim, abracei seus quadris quando ela me perguntou. “O que você é, um médico?”

Eu ri beijando sua orelha novamente. “Não. Sou apenas alguém disposto a arriscar. Você não pode me dizer que não quer isso.” Ela se afastou me olhando.

“Não posso arriscar,” ela disse. Mais uma vez senti meu coração esmagar meu peito, mesmo assim ainda via a luxúria e a urgência cintilando em seus olhos e em sua aura.

Mesmo contra a minha vontade, me obriguei a refrear meu desejo...meus instintos. “Ok. Outra hora então. Hoje à noite seremos... responsáveis.”

“Isso é tudo que você vai dizer?” ela perguntou incrédula.

Eu franzi o cenho...só eu sabia o quanto me custava isso. “O que mais eu poderia dizer? Você disse não.”

“Mas você... você poderia ter me compelido.”

Agora eu estava realmente surpreso. Como ela poderia achar que alguma vez eu a forçaria a fazer algo contra a sua vontade? “Você quer que eu te compele?’

“Não. É claro que não. Só me ocorreu que... bem, que você poderia ter feito isso.”

Segurei seu rosto entre minhas mãos. “Rose, eu trapaceio nas cartas e para comprar bebidas alcoólicas. Mas eu nunca, nunca te forçaria a fazer algo que não quer. Certamente não isso –“ como ela poderia duvidar de meu amor desta forma? Ela realmente pensava isto de mim? Eu fiz loucuras por ela, eu mudei por ela...como ela pode pensar algo assim?

Ela se jogou sobre mim, me beijando com mais avidez do que antes, isto me pegou com a guarda baixa, mas mesmo demorando alguns segundo para voltar a mim, eu lhe afastei. “Pequena dhampir,” eu disse secamente tentando encontrar forças, “se você quer ser responsável, esse não é um bom jeito de ser.”

“Não precisamos deixar isso para trás. E podemos ser responsáveis.”

“Todas aquelas histórias são –“ Para minha surpresa ela jogou seu cabelo para trás deixando seu pescoço a mostra...era um convite. Gelei, o tempo parecia ter se congelado na verdade, eu nunca imaginaria receber o que Rose estava me oferecendo e meu corpo parecia queimar excitado ante a necessidade de tê-la. “Rose...” eu disse ainda incerto.

“Rose, você sabe o que está pedindo?”

“Sim” ela respondeu firmemente tocando meus lábios com seus graciosos dedos, me enlouquecendo ao tocar minhas presas. “Você não pode me dizer que não quer isso.” E eu queria, certamente queria, meu corpo todo a queria, meu coração queria tomá-la, de alguma forma ela seria minha.

Sem pensar mais a puxei para mim cravando minhas presas em seu delicado pescoço. Ela gritou enquanto eu perfurava sua pele, mas rapidamente relaxou. Eu podia sentir seu perfume, seu calor, seu sangue me inebriando. Minhas mãos exploraram seu corpo com paixão enquanto eu bebia dela. A experiência mais sublime de minha existência...tocar e beber de meu anjo. Rose era o meu anjo, minha Dhampir, meu amor e neste momento eu a senti se entregando à mim de corpo e alma. Eu queria que este momento durasse para sempre, mas eu não poderia deixar me perder pelo êxtase da mordia, eu não poderia arriscar perdê-la.

Quando me afastei ela me buscou novamente. “Cuidado, pequena dhampir. Eu fui mais além do que deveria. Você provavelmente poderia criar asas e voar para longe agora mesmo.”

A segurei gentilmente, ela estava alta pelas endorfinas. Deitei na cama e a aninhei sobre mim. “Isso,” eu brinquei, “foi o melhor não-sexo do mundo.” Pois agora eu tinha certeza que ela poderia algum dia me amar na mesma intensidade que eu a amo.

Ela me respondeu com um sonolento sorriso e continuou aninhada sobre meu peito adormecendo lentamente. Neste momento eu poderia gritar de tanta felicidade pois eu tinha a minha mulher, minha Dhampir, minha Rose toda comigo. A embalei em meus braços, acariciando seu sedoso cabelo negro e suas costas. Sua pele nua contra a minha ainda enviava calafrios à minha alma, eu nunca poderia imaginar que a felicidade tivesse um nome, mas ela tinha e se chamava Rosemaire Hattaway e eu a amava ainda mais a cada nova batida de meu coração.
Perdido em meio ao toque de Rose e a felicidade deste momento, eu adormeci com ela em meus braços.

5 comentários

  1. Guria...
    Eu ja disse que vc escreve bem?! ^^

    Brincadeirinha de blog pra vc: http://wp.me/pCiIk-1e1

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  2. ooops http://queriaservampyra.wordpress.com/2010/06/19/4713/

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  3. Scheila parabéns! Você escreve muito bem e não vejo melhor interprete e narradora do que você.Obrigado por trazer um pouco de drama romance e fantasia aos meus domingo..rsrs não deixe de postar!!! Bjo

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  4. OMG' Escreves beem demais!! Team Adrian!! huashausha

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