Clássicos Brasileiros, Agora Mais Fantásticos do que Nunca!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


Na mídia – Alienígenas, zumbis e bruxas povoam os clássicos da Literatura

 Vão se revirar no túmulo os imortais.

Os adoradores de Machado de Assis.
Seu romance “Dom Casmurro” (1899) acaba de ser invadido por objetos voadores não identificados. A Capitu é de outro planeta. Veio de espaçonave.
Ave! Quem diria? Finalmente está aí a explicação para aqueles olhos de ressaca. Tão oblíquos e dissimulados. Eta danado!
E sabe o que fizeram com o conto do “O Alienista” (1882)? Virou “O Alienígena”, digamos assim. Ou até melhor dizendo “O Alienado”.
Se alguns livros são obrigatórios e chatos, caro leitor, que tal meter alguns androides e mutantes onde não foram chamados?
Foi o que mandou fazer esta série Clássicos Fantásticos. A Editora Lua de Papel chamou 4 roteiristas de TV para imaginar, por exemplo,  uma “Escrava Isaura” (1875) ás voltas com um Leôncio Vampiro! Muito mais divertido!
E aquela “Senhora” (1875) enfadonha de José de Alencar? Virou feiticeira. Melhor receita não há. Tudo no mesmo caldeirão. Amor – e sucesso – garantidos.
A ideia veio de fora. Lá – entre outras – a obra prima de Jane Auten – “Orgulho e Preconceito” (1813) , ganhou a companhia de zumbis.
Nada contra. Ora, ora. O jovem começa lendo “Crepúsculo” de Stephenie Meyer. Daí para “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) é um salto.
Eis, pois, a esperança desta simpática e bem intencionada coleção. Vade Retro não. Aleluia!
Não posso dizer que os livros não sejam engraçados. “Isaura” é, de longe, a mais hilária. Não posso dizer que os autores convidados não tem traquejo, que não se divertiram, que não levaram a proposta à sério. A piada pode render frutos. Sobretudo na conta bancária. Qual o problema? Encaretei?
Será que de repente virei um leitor do século 19? Putz! Longe disso.
Entenda amigo, amiga, o meu cansaço.
É que bateu saudade enquanto eu relia (às avessas) estas histórias que fizeram a minha cabeça, tomaram a minha alma. Adolescente, faz tempo.
Lembro: no escuro do meu quarto, ainda no Recife, com medo de que o alienista doutor Simão Bacamarte me fizesse de cobaia, morador do hospício.
Amarelava só de pensar que existia gente tão fria como o Leôncio,  criatura criada em 1875, por Bernardo Guimarães. E ressuscitada na TV, no ano de 1977, em assustadora interpretação do ator Rubens de Falco (1931-2008). De arrepiar!
Sei não… Bruxo por bruxo, ainda prefiro o do Cosme Velho. Original, atual… E sempre a mão!
Fonte – Marcelino Freire – Folha de São Paulo

4 comentários

  1. TCHÊ eu quero muito esta coleção!!!!

    ResponderExcluir
  2. OBRIGADO POR ACEITAR MEU CONVITE DE AMIZADE
    VOU ADORAR PODER TE CONHECER MELHOR E SERMOS AMIGAS
    SEJA MUITO BEM VINDA
    BEIJOS

    ResponderExcluir
  3. Oi! Eu comprei a coleção inteira! Já li dois: a escrava Isaura e Senhora. São ótimos. Estou agora na Capitu. Também posto minhas impressões no meu blog. Passa lá!
    Bjão.

    ResponderExcluir
  4. Fiquei tão curiosa quando lançaram que quero ler todos! Falta dindin :\

    Acho as capas ótimas, MEGA coloridas *-*

    Beijocas!
    Juh Oliveto
    Livros & Bolinhos ~

    ResponderExcluir

Deixe seu Comentário!