RESENHA OVELHA NEGRA - GEORGETTE HEYER

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


A resenha é um pouco diferente do que estamos acostumadas ver no blog, mas já que a Scheila está impossibilitada de postar por problemas na net, e ela me deixou responsável pelo blog, entãoooo... e eu, Pati sou maluca por romances históricos, resolvi fazer um resenha de um romance que li no final de semana passado e ADOREI!!!


Titulo Original: Black Sheep
Tradutor: Ana Luiza Borges
ISBN: 8501077348
Gênero: Romance Histórico
Páginas: 286
Formato: 14x21
Editora: Record


SINOPSE
A rica Abigail Wendover, solteira aos 28 anos, ocupa seu tempo com as obrigaçõs sociais. Sua mais nova preocupação é a paixão da sobrinha Fanny pelo belo mas interesseiro Stacy Calverleigh. Para pretogê-la, Abby procura Sr. Calverleigh. Acaba encontrando, porém, o tio de Stacy, Miles - a ovelha negra da família. Ele fez fortuna na Índia, mas é repudiado pela 'boa sociedade' devido a um antigo escândalo. O encontro dará início a um mútuo encantamento.


No inicio você até acha que está lendo Jane Austen (para quem não leu Austens, comece com Orgulho e Preconceito), mas no decorrer com certeza é Georgette Heyer, e com sua narrativa envolvente que te prende de uma tal maneira que acabei o livro em menos de 24hs, apesar de todas as palavras que tive que procurar no dicionário kkkkkk.

Mas Georgette nos apresenta uma história encantadora de dois personagens Miles Calverleigh e Abigail Wendover, os diálogos são divertidíssimos do casal fazem você rir igual uma boba, pois Milles é encantador, cinico, sarcástico e apaixonante. Enquanto Abigail um pouco mais recatada, mas nem tanto para uma mulher daquela época, tem seus momentos hilários e de colocações desconcertantes.

Existe outros personagens, como Selina a irmã de Abigail que é um "pouco" hipocondriaca, e Fanny (sobrinha de Abigail) e Stacy (sobrinho de Milles) que devido o relacionamento desgostoso dos seus sobrinhos o que originou o encontro de Abigail e Milles.

O relacionamento do sobrinho Stacy Calverleigh e de Fanny Wendover, não é aprovado pelo familia, pois suspeita-se que Stacy é um caçador de dotes, e como Fanny é uma herdeira rica o interesse segundo familia de Fanny deve-se a este fato. Sendo a Abigail uma opositora declarada ela irá tentar de tudo para afastá-los, nesse meio tempo conhece o tio do rapaz Miles Calverleigh, o primeiro encontro dos personagens é hilário... mas só lendo o livro para desfrutar da cena.
Então Abigail e Miles irão construindo uma relação, e essa relação é deliciosamente explicita pelos seus diálogos, eu particularmente apesar de todo livro ser muito bom, mas esperava ansiosa pela presença de Miles, pois ele é despreocupado com convenções (roupas e boas maneira), mordaz, simpático e realmente você não consegue deixar de rir com suas colocações que muitas vezes deixava as matronas da sociedade apavoradas.
Mas Abigail também não é um dama convencional, apesar de seguir as convenções (roupas e boas maneiras) diferente de Miles, ela tem um lingua também bastante sarcástica para uma dama daquela época, principalmente em relação a família já que não se dava bem com o irmão James, pois já que era uma mulher adulta para época (apenas 28 anos) não deixava se dominar por imposições do irmão que era tutor da Fanny, porém a sobrinha morava com Abigail.
O livro é maravilhoso, é indicadíssimo para quem gosta de um romance histórico bem escrito, e para quem gosta de finais.... ele tem um final deliciosamente de acordo com a personalidade dos casal.
SOBRE A AUTORA
Georgette Heyer nasceu em Londres em 1902, foi uma esritora inglesa de romances históricos e de romances de género policial. Publicou o seu primeiro livro aos 19 anos (1921) uma história onde a personagem principal era o seu irmão mais novo (The Black Moth) e escreveu um rol de romances por mais de 50 anos. Durante esse tempo nunca apareceu em público ou permitiu qualquer entrevista.
A grande parte dos seus livros são romances históricos cuja acção decorre no período da Regência Inglesa, muitas destas obras influenciadas por Jane Austen, mas ao contrário de Austen, que descreveu os tempos em que viveu, Heyer era forçada a incluir informação copiada sobre o período para que os seus leitores entendessem o espaço da acção - Devil's Cub (1934), Regency Buck (1935) and Faro's Daughter (1941). Estas obras são admiradas até hoje pela meticulosa pesquisa e mistura de ingredientes essenciais - casamentos arranjados, homicídios, moda, alta sociedade, sarcasmo e humor.
Ela foi uma das escritoras (femininas) pioneiras no género literário Mistério - um grupo que inclui Agatha Christie, Dorothy Sayers e Ngaio Marsh. Heyer morre em 1974 com 51 títulos impressos e traduções em dez linguas.

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7 comentários

  1. Amei esta resenha, Paty... vou comprar o livro e ler...por sua indicação!!!

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  2. Adorei a resenha!! Eu já tinha lido a sinopse desse livro mas não tinha me interessado por ele. Ele parece ser muito bom!
    Fiquei surpresa em saber que o livro foi escrito há tanto tempo. Imaginava que esse livro fosse recente, principalmente por ter sido lançado agora no Brasil.

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  3. Amei sua resenha, está maravilhosa. Vou correndo comprar, ficou louca para ler.

    Ana Paula Medeiros

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  4. Parabéns pela resenha. Não conhecia o livro, fiquei bastante curiosa para ler. Obrigada pela ótima indicação.
    beijos

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  5. achei muito legal tua resenha,
    e este livro parece muito bom mesmo!!!!

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  6. Ah não...porque vc foi me apresentr ao livro...pela sua resenha eu já fiquei apaixonada pela história...Agora quero ler...rsrsrsrs...Mais um pra lista.
    Bjos Pati!

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  7. Ótima resenha, este vai para a lista de romances históricos que vou ler. Com certeza está muito perto ou logo depois de Austen *---*


    Beijos,

    Victor

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