RESENHA A DAMA DA ILHA - PATRICIA CABOT

quinta-feira, 15 de março de 2012


SINOPSE

Páginas: 320 páginas
ISBN: 9788576657354
Formato: 16 x 23 cm
Selo: Essência
Nº de Edição: 1
Publicação: Novembro 2011

Romance e aventura numa apimentada história.

Patricia Cabot retorna com mais uma história apimentada e cheia de humor que se passa na época vitoriana. Dr. Reilly Stanton, o Marquês de Stillworth vai até a remota ilha escocesa de Skye para provar à sua ex-noiva que pode ser um homem de valor. 

O que Reilly não sabe é que seu novo patrão, Lorde Glendenning apenas o contratou para tirar Brenna Donnegal do exercício da medicina. Brenna, uma mulher à frente de seu tempo, aprendeu o ofício médico com seu pai e mesmo após a viagem deste para a Índia ela continua na ilha ajudando a população. 
Apesar de muito diferentes Reilly e Brenna acabam descobrindo que partilham muito mais do que o amor pela ciência... 


RESENHA

O meu gênero preferido dentre qualquer outro é romance histórico, já que é um gênero que tem tão poucas publicações no Brasil, não estou contando com livro de banca (que gosto muito), mas sim livros de formato de livraria, praticamente a cada 6 meses lançam um, e isso com muito otimismo, tanta é a falta, que tem leitoras importando livros de Portugal devida a carência enorme desse gênero aqui.

E uma das poucas editoras que nos presenteiam com esse gênero é a Essência, um selo da Editora Planeta, e que me apresentou a autora Patricia Cabot, que na realidade é um pseudônimo da autora Meg Cabot, conhecida no mundo teen pelas séries Diários de uma Princesa, Mediadora entre outros, e como Patricia ela publica o gênero histórico.
Para quem nunca leu nenhum romance de Patricia, eu indico A Rosa do Inverno, Aprendendo a Seduzir em minha opinião são os melhores, depois tem Pode Beijar a Noiva, ele não é ruim, pois Cabot não consegue escrever algo ruim, mas posso dizer que é o mais fraco em enredo em relação os outros citados.
E a editora publicou uns meses atrás o livro da resenha, A Dama da Ilha, que eu coloco como o terceiro da minha preferência, ele é romântico, engraçado e sensual. O estilo da escrita da Cabot me lembra na questão feminina a Jane Austen, porque sempre em todos os livros dessas autoras e mesmo retratando uma época regencial onde as mulheres eram obrigadas a serem submissas, e ambas as autoras retratam mulheres independentes e com atitudes.

"- Não pode ser – o pescador desdentado insistiu. O Stuben não pode ter morrido. Ele nunca morreu.
- Ora, mas essa é a natureza da morte, não acha? – Reilly procurou sorrir com simpatia. – Costumamos fazer isso uma única vez.
- Mas não Stuben. – Cabeças grisalhas anuíram enfaticamente ao redor do cadáver. – Ele já caiu na água várias vezes, mas nunca morreu."
O personagem tem sua própria narrativa, e realmente você se diverte com as colocações e comparações que o personagem faz de sua situação e também da situação da ilha em questão. A primeira cena citada acima retrata bem o que estou tentando explicar, então devem imaginar, um nobre cavaleiro inglês numa ilha que a maioria da população é pobre, desprovida de cultura e educação.

Nessa confusão inicial ele conhece Brenna Donnegal, a "médica", já que ela é filha do médico, e quando ele foi embora, ela ficou no lugar, ela é o perfil da mulher de atitude e ideais, e um desses ideais é o motivo que faz ela ficar na ilha, gostei muito da personagem, que também possui narrativa própria, mas as situações e diálogos divertidos realmente ficam por conta de Reilly.

"- Glendenning, se a senhorita Donnegal está realmente louca, milorde não pode se casar com ela – Reilly o preveniu, desgostoso.
- E por que não? Há algum impedimento legal contra isso?
- Provavelmente. Mas mesmo se não houvesse, milorde haveria de querer para a mãe de seus filhos uma mulher que perambula em cemitérios no meio da noite?
Glendenning ergueu o queixo.
- Meu pai sempre dizia que minha mãe não era boa da cabeça, e eu não tenho nenhum problema.
Reilly considerou que essa era uma questão de ponto de vista, mas resolver ser caridoso."
Na verdade o coitado do médico foi chamado pelo lorde Glendenning, praticamente o dono da ilha e o garanhão local, outro personagem hilário, ele faz aquele tipo intimidador, mas na verdade é um bobão, o lorde quer casar a qualquer custo com a Brenna, porém ela não quer, primeiro não gosto do lorde e segundo ela tem alguns objetivos nos quais não deseja se relacionar com ninguém.

E toda essa confusa situação se desenrola na narrativa, temos trechos descritos dessas atrapalhadas entres esses três personagens que realmente levam o leitor a gargalhar, só para ter uma ideia tem um jantar no castelo do lorde onde há ratos embaixo da mesa kkkkk.

E o caminho de Reilly também é tortuoso, primeiro ele tem que aguentar as exigências do lorde que praticamente o obriga a ser um conselheiro amoroso para tentar convencer Brenna a casar com lorde, e outra é conquistar a confiança do povo local para exercer a profissão porque inicialmente ele é “promovido” a veterinário.


Apesar de toda intimidação exercida pelo lorde Glendenning, não conseguiu impedir os sentimentos que irá se desenvolvendo entre Brenna e Reilly, claro que Brenna não irá se entregar fácil, até porque a aproximação de Reilly pode atrapalhar os seus planos.

Gostei da forma que a autora conduziu o relacionamento do casal, nada tão rápido e sim foi algo construído gradativamente, até porque inicialmente eles discordavam principalmente da forma de cada um exercer a medicina, Brenna o julga como um médico esnobe, e no decorrer do livro descobrimos os motivos dessa reação de Brenna, enquanto ele ao mesmo tempo admirava Brenna quanto a odiava a forma que ela conduzia e interferia muitas vezes nas suas atividades.

As cenas sensuais têm aquele toque de Patricia Cabot, bastantes leves, românticas e a mocinha sempre com pensamentos engraçados e temerosos no decorrer da relação, quem leu Aprendendo a Seduzir, e sabe muito bem como Caroline tinha certas preocupações kkkkk.

Além dos personagens principais, alguns personagens secundários merecem destaque, os amigos de Reilly, Pearson e Shelley que aparecem mais no final do livro, porém nos trazem momentos divertidos, Hamish uma criança bastante astuta, e sempre em todos os livros da Cabot, tem uma parte especial aos animais que sempre recebe uma atenção especial.

Outra questão que foi debatida no livro foi a epidemia de cólera que aconteceu naquela época, apesar da Ilha Sky e a aldeia Lymming sejam fictícias, a doença realmente aconteceu, e a autora retratou todas os dramas que as pessoas passavam naquela época, a personagem Brenna tem dentre seus principais objetivos combater a doença.

Conclusão: Recomendo o livro para quem gosta de um romance histórico com personagens divertidos e de grandes atitudes, uma narrativa bem desenvolvida, com muito romance e sensualidade, realmente não tem livro da Cabot que seja ruim, mas A Dama da Ilha entrou nos meus favoritos. E adoraria que a editora pudesse lançar os outros livros da autora citados na montagem abaixo.

9 comentários

  1. Parabéns pela resenha Patricia! Estou ansiosa para ler A Dama da Ilha! Beijos!

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  2. Oiê, Pati!

    A Patricia Cabot não se importará que eu elogie primeiro a sua resenha e montagens, né? rsr Certo, então, lá vai: Que delicadeza e romantismo nas imagens e na letrinha cor de rosa! *---*
    Nunca li nada da Cabot, mas pelos fragmentos me parece uma narrativa bem gostosa e fluída, aquelas que a gente nem percebe que está lendo e se envolve com a história. Por enquanto, ainda não fui fisgada pelos romances históricos, mas quem sabe...

    Ah, "sandices" é uma boa palavra rsr

    Beijão!

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  3. Eu ainda não li nada da Patricia Cabot, mas já estou cheia de vontade! Ocorre que, em se tratando de romance histórico, eu já me sinto atraída. Então vem essa resenha toda cheia de elementos para seduzir uma leitora e acontece que já surge a vontade de sair correndo para procurar o livro e ler. Gostei bastante da indicação.

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  4. Realmente Patrícia Cabot é fofa! Não chega a ser uma Nora Roberts, mas faz romances doces e sensuais! Ainda prefiro Nora Roberts... E quando se trata de romance histórico gosto muito de Candance Camp, mas é banca... Também sinto falta de lançamentos hot, românticos e históricos em livraria! Esse gênero deveria ter mais lançamentos! Quanto a resenha achei maravilhosa! Nem tenho muito o que falar, já que sou fã do estilo Patthy de resenhar! Sempre montagens caprichadas, quase nadinha de spoilers e coloca praticamente tudo o que sentiu ao ler o livro na resenha! A Dama da Ilha já estava em minha lista, porque só leio resenhas e críticas positivas!

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  5. Tenho muita vontade de ler Aprendendo a seduzir. E essa resenha deu vontade de ler os demais livros históricos da Patricia Cabot. O livro histórico que li dela foi Liberte meu coração, mas ela escreveu como Meg, e gostei bastante. Muito boa a resenha.

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  6. Tenho ouvido tantas coisas boas a respeito desse livro, e agora, depois dessa resenha, quero realmente lê-lo.
    As montagens estão linda (como sempre)!!
    Beijos

    http://kastmaker.blogspot.com/

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  7. Nossa que post lindo!!!! amei!!!
    Eu também adoro os históricos e posso dizer que eles são os meus preferidos. Tenho esse livro e ainda não o li, mas agora com sua resenha, belíssima, fiquei louca para ler logo. Beijos

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  8. Incrível! Sou suspeita para falar de livros que retratam a sociedade antiga, então, com certeza vou ler.
    Nunca li um livro da Meg e nem da Patricia Cabot, vai ser o meu primeiro e espero que supere minhas expectativas.

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  9. Oi Paty!! Esse livro é merecedor dessa resenha perfeita!! Eu amei demais A dama Da Ilha! (só acho que podia ter tido um pouco mais de Pearson e Shelley, mas quem sabe eles nao aparecem em outros livros, né?? Ri muito com esses dois). Amei a resenha e as montagens são lindas como sempre!!
    Beijão

    Carina Rissi

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