Resenha: Delírio - Lauren Oliver - @intrinseca - #DominaçãoDistópica

segunda-feira, 28 de maio de 2012

DELÍRIO
LAUREN OLIVER


Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. 
Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. 
Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

 As doenças mais perigosas são aquelas que nos fazem pensar que estamos bem.
- Provérbio 42, Shhh



Já se imaginou vivendo em um mundo em que o Amor é a doença e não a cura?
Em um futuro não muito distante, o Amor foi diagnosticado como a principal chaga da humanidade e somente a cura desenvolvida por cientistas é capaz de proporcionar à população paz e felicidade plena. E, é vivendo neste mundo que conhecemos Lena.

Lena sempre contou os dias para receber a cura. Com medo de ser infectada, ela convive com dolorosas lembranças do sofrimento empelido pela doença à sua mãe e seu trágico fim desencadeado pela impossivilidade de cura do Amor Delíria Nervosa (nome científico do Amor).
Vivendo em um mundo regulamentado pelo governo, onde a cura é administrada compulsóriamente à todo o cidadão ao se completar 18 anos, a análise de perfil e aptidões realizadas pelos cientistas do governo também determinarão o futuro profissional de Lena, assim como seu par para a procriação e formação de uma nova família, tudo de acordo com os ensinamentos da Shhh (uma espécie de carta magma regulamentadora da nova sociendade livre de infecção do Amor Delíria Nervosa).

Ansiosa pela cura e a exorcisação de seus demônios pessoais, Lena vive sua vida em Portland esperando para conseguir entrar na faculdade, seus resultados dos testes para definição de seu futuro e o seu pareamento com algum rapaz com as mesmas afinidades.

O medo imposto pelo governo para exemplificar os dias anteriores a cura mantém a população grata pela intervenção e sobre tudo, feliz pela salvação descoberta pela ciência.

Nem sempre tudo foi bom como agora. Na escola, aprendemos que antigamente, nos tempos sombrios, as pessoas não percebiam quão mortal era a doença do amor. Durante muito tempo ela era inclusive encarada como um sentimento bom, a ser celebrado e buscado. Claro que esse é uma das razões que o tornam tão perigoso:  afeta nossa mente, impedindo-nos de pensear com clareza ou tomar decisões racionais sobre o nosso próprio bem estar.
Delírio - página 8
Mas tudo começa a mudar na vida de Lena quando ela começa a perceber mudanças na personalidade sua amiga Hana, que incoseqüentemente está quebrando as regras em busca de algo novo...em busca de simplesmente "sentir algo".
Em uma sociedade onde a interação entre os sexos só ocorre após o pareamento e a cura, onde tudo é racionado, regulamentado e vigiado bem de perto pelo governo com pena se ser trancafiado perpétuamente nas criptas (espécie de sanatório) ou com a morte, os adolêscentes não podem se dar ao luxo de serem inconseqüêntes e princialmente não podem se dar ao luxo de serem contaminados com o Delíria Nervosa.

É o mais mortal de todos os males: você pode morer de amor ou da falta dele.
Delírio - página 9

E, é em meio a todo este medo por Hana, que ela conhece Alex, tornando Lena a inconseqüente. 
Lauren Oliver nos faz mergular he cabeça nesta sociedade distópica em que Lena e Alex sobrevivem e juntos tentam viver esta paixão.
Aos poucos vamos acompanhando o medo enrraizado no coração de Lena dissipar-se dando lugar à infecção, mesmo que timidamente no início, mas avassaladoramente depois.

Delírio nos faz refletir sobre o real significado da palavra amor e principalmente os sintomas que nos assolam, afinal, quem nunca sofreu de dificuldades de concentração, boca seca, desorientação, atenção reduzida, pensamentos acelerados, euforia, desespero, paranóia (será que ele vai me ligar?), ilusões...e todos os outros sintomas provocados pelo Delíria Nervosa, que atire a primeira pedra. Mas, afinal, por mais que o amor nos cause dor e sofrimento em diversas fases de nossas vidas, estaríamos prontos para abrir mão dele em troca de estabilidade?

Não sentir, seria melhor do que não sofrer?

Estas são apenas alguma questões levantadas pela personagem princial Lena a apartir da contemplação de um novo mundo através dos olhos e do coração de Alex.
Com esta história de amor cativante como pano de fundo para a revolução desencadeada na vida de Lena, Delírio realmente consegue prender aos leitores e plantar a paixão para acompanhar todos os passos deste casal, neste romance e quem sabe achar alguma saída? Visto que o dia da cura de Lena está cada vez mais perto.

A capa de Delírio ficou maravilhosa, o livro é lindo com uma diagramação super caprichada, com diversas ilustrações e trechos dos principais documentos dos orgões regulamentadores do governo no início de cada capítulo e isto é um dos diferenciais de Lauren que conseguiu criar uma gama de documentos que nos  inserem no contexto em que vivem os personagens, assim como dão embasamento legal e científico aos eventos e ações no decorrer da narrativa que é toda feita em primeira pessoa sob o ponto de vista de Lena.

A Intrínseca realmente está de parabéns pela publicação de Delírio no Brasil e agora é literalmente roer unha e esperar Pandemônio para sabermos como continua ou se resolve a doença de Lena e todas as reviravoltas que ela desencadeia em sua vida.

E a trilha sonora perfeita para embalar a infecção contraída por Lena por causa de Alex e toda a revolução de idéias (isso sem falar nos sintomas) que ela provoca e embalar uma noite de poesia em um treiler sob um teto de estrelas é a música Somewhere Only We Know...e lendo o livro vocês vão entender que ela realmente cai como uma luva!

 


6 comentários

  1. Ah tô muito louca pra ler esse livro,todo mundo fala nele ^^. Ainda mais sendo distópico'

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  2. Confesso que estou com medo de ler esse livro...
    Eu estava empolgada, queria muito mas ouvi alguns comentários que me deixaram preocupada. Disseram que não é aquilo tudo principalmente por ser distópico (e eu não curto muito esse estilo).
    Enfim... Ainda está na lista de leituras, mas não com a mesma prioridade.

    Quanto a capa... eu acho ela linda, mas ela só faz sentido na versão em hardcover (que o escrito é vazado e temos a oportunidade de ver a moça por inteiro. E eu não entendi porque a Intrínseca usou esta capa e não a outra, que combina com a capa do segundo livro... Vai ficar estranho os dois na estante...rs

    Beijinhos
    Lica

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  3. Muito legal a resenha desse livro, me lembrou, em partes, o filme Equilibrium, onde eles são incapazes de sentir pois tomam um remédio. A diferença é grande mas me lembrou em partes. rs
    A Intrínseca sempre lança os melhores livros, na minha opinião...digo, há outras editoras que mandam bem mas a intrínseca sempre tá lançando os que eu gosto. rs
    Esse entrará na minha lista. =)

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  4. Gostei muito da capa e apesar do livro não fazer meu estilo neste momento 'literário' a resenha é empolgante mesmo.
    Quem sabe resolvo dar uma chance ao livrinho...
    Bjkas,
    Monique Martins
    MoniqueMar
    @moniquemar

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  5. Como sempre, a Intrínseca arrasa no tratamento com os livros. Eu cheguei a ler 'Antes que eu vá', também da Lauren e não havia curtido muito o estilo de narrativa dela. Dei uma chance para 'Delírio', e apesar do bom plot, não gostei da Lena...não achei que fosse um personagem cativante, rs.
    Só o final que me empolgou pra ler Pandemonium xD

    Gostei da sua análise, apesar de ser diferente do que eu penso...vc parece ter curtido! :)

    Beijos!
    @lykarn

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  6. Tenho muita vontade de ler esse livro.
    Também gostei da capa dele.
    Gostei muito da resenha (o que aumentou ainda mais a minha vontade de ler o livro) e percebi semelhança com o livro 'Destino'.
    Gosto da música Somewhere Only We Know.
    Bjins.

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