DIVULGAÇÃO: AGNUS DEI - JU COSTA

sábado, 9 de junho de 2012



O blog a Guardiã da Meia-Noite tem o privilégio de fazer a divulgação do livro Agnus Dei da autora nacional Ju costa, esse é o primeiro livro que faz parte de uma série de 4 livros, especificamente gênero sobrenatural direcionada a vampiros.

Segunda a autora, a história do livro é “(...) voltada para o suspense, para o elemento psicológico da transformação de um ser humano em uma criatura sobrenatural e para tramas políticas envolvendo organizações internacionais que lidam com o sobrenatural.”.

Então apresentamos a vocês Agnus Dei, acompanhe abaixo algumas informações do livro.



No mundo existem cinco organizações responsáveis por combater as forças sobrenaturais. A história se centra na Ordem de Aset, organização sediada em Paris e responsável por boa parte da Europa e América do Norte.

A Ordem foi fundada há milhares de anos no Egito Antigo por três criaturas. Atualmente, a tradição é seguida: o líder atual escolhe o líder seguinte dentro das opções em seu contingente, desde que uma reencarnação dos três fundadores originais não seja encontrada. Caso seja encontrada uma reencarnação, ela deve ser localizada, trazida para a Ordem e treinada para liderar.

A atual líder Theresa Monte tem sua competência vastamente questionada por seus pares.  Suas decisões e capacidades são questionadas por todos. E agora, uma reencarnação foi encontrada. Monte agora deve enfrentar a decisão: ou confia na força da tradição, ou a ignora e segue liderando a Ordem da maneira que crê ser correta. Ao mesmo tempo deve lidar com o vampiro que ela escravizou por um pacto de sangue, e que apesar de ter que obedecer todas as suas ordens, ao mesmo tempo busca desesperadamente por um meio de se livrar das amarras invisíveis que o prendem a ela.

Julie, uma mulher recém-transformada em vampiro também vai ter que aprender como lidar com as mudanças de sua vida. Ao longo da história acompanhamos a desconstrução de sua humanidade enquanto ela percebe a relativização da moral humana diante de uma criatura imortal e se transforma cada vez mais em um monstro.



“Death is when the monsters get you.” - Stephen King
(“Morte é quando os monstros te pegam.”).

Passos ecoavam apressados pelo corredor de pedras cruas. Era um subterrâneo qualquer, as lâmpadas no teto iluminavam firmemente o local, fora uma ou duas mais adiante que piscavam devido a alguma oscilação de eletricidade. A mulher não corria, não era do tipo que corria; ao invés disso apenas adiantava-se elegantemente pela passagem. Usava seus longos cabelos louros soltos e óculos de armação leve diante dos olhos azuis. Tinha um corpo alto e magro coberto por um pijama de mangas compridas e um robe vestido de qualquer jeito. Virou-se bruscamente à direita e entrou por uma porta de madeira.
Atrás da porta havia uma sala pequena, na parede oposta imediatamente em frente à mulher encontrava-se uma grande janela que dava para o aposento vizinho e ia do chão ao teto ocupando quase todo o comprimento da sala. De costas para a porta de entrada havia um homem, alto de cabelos negros, vestia calças pretas e uma camisa branca, estava descalço.
A mulher se aproximou dele e parou ao seu lado:
- Já disse alguma coisa?
- Não – respondeu sem desviar o olhar da janela tentando controlar a própria empolgação e ansiedade.
Do outro lado, no centro de uma pequena sala circular encontrava-se uma mulher inteiramente despida com cabelos negros tão longos que tapavam boa parte de seu corpo. Seus olhos estavam inteiramente lilás e enevoados. Os cortes que cobriam seu rosto, pescoço e ombros formavam desenhos, símbolos, uma imensa tatuagem de sangue. Ela levantava e abaixava as pernas, afastando e aproximando as mãos e diferentes partes do braço do rosto em uma lenta dança ritualística.
Ao redor da sala seis lâmpadas apagadas eram foco da atenção exclusiva de igual número de homens mantidos de costas para o centro, vestidos com roupas militares e com pesados abafadores tampando-lhes as orelhas.
- Quanto tempo você acha que demora?
O homem virou-se para ela com um leve sorriso:
- Não muito mais, eu acho.
À medida que a criatura dançava a tatuagem continuava a escrever-se rasgando-lhe a pele até que todo seu corpo estivesse coberto com os símbolos. A cabeça mantinha-se frouxa, pendendo de um lado para o outro sem vontade própria, os movimentos foram ficando menores e mais cansados e subitamente cessaram. A criatura tinha a cabeça jogada para trás, seus cabelos foram puxados seguindo a violência do movimento, e agora revelavam o corpo que antes escondiam. Os braços e pernas estavam largados sem vida e sangue escorria por eles pingando pelos dedos, e ela parecia estar sustentada no ar como que por um anzol invisível que a puxava pela parte da frente do pescoço, todo o resto estava simplesmente largado.
A tatuagem elevou-se do corpo criando um relevo, e a boca da criatura mexeu-se fora do campo de visão dos dois observadores. A voz era aguda, dolorida e sem vida:
- ‘Vocês não podem procurá-la’ ele disse.
 ‘Vocês não vão achá-la’ ele disse.
 ‘Não podem entendê-la’ ele disse.
 ‘Não lhes serve’ ele disse.
A cabeça que falava começou a se elevar, como se arrancasse forças de seu próprio discurso para retornar à vida. Mas a força exigida para mantê-la ereta observando seus interlocutores parecia ser absurda e permanecia tremendo, tentando equilibrar-se em uma só posição. Os membros que até então permaneciam mortos foram readquirindo movimentos apresentando pequenos impulsos e sacudidas. A boca arreganhada continuava seu monólogo agora exibindo dentes que pareciam ter crescido alternadamente da gengiva, alguns afiados, outros mais retos; todos grandes demais para caber dentro da boca ficando a mostra e cortando os lábios da criatura que não reduzia a velocidade das palavras agora expulsas com maior ferocidade por uma voz mais segura e grave.


- Mesmo que a tivessem não saberiam que fazer com ela.
Nunca vão saber o que fazer com ela.
Não podem entendê-la
Mesmo que a aprisionem, ela sempre pertencerá a mim!
Pertencerá a mim!
A fala transformou-se em um grito rouco que apenas repetia as últimas três palavras incessantemente. O homem ficou de costas para a janela apoiando-se no vidro e olhou para a outra que observa a cena como se ainda esperasse algo.
- Acho que está na hora.
- Ainda não nos disse nada útil. Ainda não disse nada que não soubéssemos.
O corpo do outro lado já se debatia violentamente, os braços e pernas se espalhavam sacudindo-se para os lados como se fossem feitos de pano e a cabeça já se sustentava com firmeza no ar, fixa encarando seus observadores, não tremia mais.
- Pertencerá a mim – entoava como uma canção.
- Não vai nos dizer mais nada. – concluiu o homem.
A mulher se dirigiu à lateral e apoiou sua mão na parede logo onde a janela terminava, envolvendo com seus dedos um interruptor que abrigava um pequeno botão amarelo.
- Ainda há tempo – disse ainda observando a criatura que se debatia cada vez menos sofrivelmente. Em seus olhos o lilás enevoado tinha se reduzido a minúsculos pontos estáticos no meio da imensa branquidão.
O homem divertia-se com a situação e disse apenas:
- Não, minha senhora. Não há.
A mulher pressionou o botão com o indicador e as lâmpadas dentro da sala se acenderam. Imediatamente os seis homens se viraram atirando na criatura do centro até que mais nenhuma bala restasse em suas armas.
- E agora? - perguntou desolada, mais a si mesma do que ao outro.
- Agora só lhe resta fazer uma coisa.
- Eu não vou fazer nada – disse furiosa – é você quem vai fazer. Vai. Agora! – a última palavra foi dita forte, como uma ordem que era. E completou já saindo pela porta – mas só observe. Não a traga até que eu mande.


O outro ficou sozinho no aposento. Sabia tudo que precisava saber, tinha dito tudo que ela precisa ouvir. E então disse baixinho meio que para si mesmo, meio que para o cadáver em uma língua que poucos entenderiam se ouvissem: “Você está certo, ela não entende, nunca vai entender. Mas não importa, nós entendemos, não é?” e sorriu. Seus olhos vermelhos ficaram completamente escuros e a escuridão se expandiu para o seu rosto e todo o seu corpo que ficou absolutamente negro, e então translúcido e por fim desapareceu.



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3 comentários

  1. Parece òtimo louca para ler
    beijos
    Susana

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  2. Eu vou ler o livro logo logo e esse post só aumentou minha curiosidade *--*

    Pausa Para um Café - Resenha de Livros

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  3. Ficou muito legal a divulgação desse levro.
    Fiquei com vontade de ler.
    Como são quatro livros vou esperar um pouco mais para começar a ler.
    Bjins.

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