RESENHA: O ESCOLHIDO (FAMILIA WHERLOCKE) - HANNAH HOWELL

terça-feira, 17 de julho de 2012



Título Original: If He’s Dangerous
Editora: Lua de Papel
I.S.B.N.: 9788581780092
Altura: 23 cm.
Largura: 16 cm.
Profundidade: 1 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1 / 2012
Idioma : Português
Número de Paginas : 192


SINOPSE: Inglaterra, verão do século XVIII. 

Um homem nu aparece no roseiral da família de Lorelei Sundun.  Ao contrário de gritos ou pedidos de socorro, algo que se esperava da maioria das mulheres de sua época, Lorelei oferece ajuda, pois percebe o embaraço do rapaz, que não sabia onde estava. Ela nunca ouvira falar da família de Argus Wherlocke, nem sobre os dons paranormais comuns entre os membros desta família.

Porém, arrebatada por uma súbita paixão e munida de coragem, ela logo se arrisca para ajudá-lo num jogo perigoso de perseguições. Argus logo descobre que Lorelei é sua única esperança de salvação, e que seu desejo pode ser a mais importante arma para combater seus inimigos.

O escolhido é o quarto livro da saga da família Wherlocke, cujo personagem principal, Argus Wherlocke, tem o dom de hipnotizar as pessoas pelo olhar e pela voz. Argus é da mesma família de Chloe, Penelope e Alethea, personagens apresentadas nos livros A Vidente, A Sensitiva e A Intuitiva.


RESENHA

O livro O Escolhido é o quarto e até o momento, o último da série Família Wherlocke, todos os livros nos mostra uma numerosa família com dons especiais, e como podem perceber pelos títulos dos livros, o tipo de poderes que têm cada membro, por ter tantos personagens, não acredito que seja o último livro, já que a autora tem várias séries em andamento, então tenho certeza que futuramente teremos mais títulos.

Esses poderes tanto ajudam como atrapalham, em todos os livros da série os personagens principais passam por preconceitos, descrença das pessoas em relação aos dons, e ao mesmo tempo, muitas vezes esses poderes provocam uma certa ambição das pessoas em adquirirem esses poderes para ser usados em benefícios próprios, esse ultimo motivo que envolve a narrativa de O Escolhido.


É um livro complicado de resenhar, porque uma simples informação pode se tornar um spoiler, já que trabalho com citações nas minhas resenhas, então tive o maior cuidado em não passar uma informação reveladora o que pode estragar o prazer da leitura as pessoas que ainda não leram, ou até mesmo leram nenhum livro da série.


O personagem desse livro é Argus Wherlocke, vou confessar, é primo de alguém, tio de outro e pai de alguém, porque uma das características marcantes, e muito usadas até por eles, é que eles são iguais a “coelhos”, tendo como exemplo de Argus, ele somente tem em torno dos 30 anos, e já é tio de homens e mulheres adultas, além de ter dois filhos de relações “avulsas”, no segundo livro da série, entendemos como funciona a “mecânica reprodutiva” da família.

Voltando a Argus, foi um personagem que apareceu em todos os livros, devido ao seu poder de conseguir influenciar alguém a falar ou até fazer o que deseja por isso ele trabalha para o governo e também serviu nos outros livros para arrancar algumas verdades de pessoas quando fosse necessário.

Esse dom de Argus o leva a ser sequestrado, porque os sequestradores acham que esses poderes através da magia podem ser passados para outras pessoas, então ele passa a ser torturado para revelar os segredos, num dos momentos que ele fica sozinho ele tenta se comunicar com uns dos membros da família, mas acaba no jardim de Lorelei Sundun, filha do Conde Duque de Sundunmoor, até o momento não se sabe o porque disso, pois eles só podem se comunicar com membros da família ou alguém que tenha o sangue dos Wherlocke ou dos Vaughs (outra parte da família, que pelo que entendi no decorrer dos livros, eles servem para a família Wherlocke além de terem poderes).

Argus é um solteiro convicto e acredita que casamento não é para os Wherlocke já que ele teve traumas do casamento dos pais, pois a mãe os abandonou após descobrir que os filhos também tinham os poderes da família, ou seja, nunca irá casar, porém após a ajuda de Lorelei, e é obrigado até se recuperar a ficar aos cuidados dela, talvez esses pensamentos radicais poderão mudar.

Um ponto alto e divertido do livro é a família excêntrica de Lorelei, começando pelo pai e até o mordomo da casa é diferente, a família de Lorelei é quase igual os Wherlocke não pelos poderes, e sim pela penca de filhos dele e além dos filhos de outras pessoas que ele ajuda, o pai de Lorelei é entusiasmado com os poderes da família Wherlocke, e ele nos passa uma imagem de desligado, porém descobrimos o decorrer da leitura que na verdade ele é bastante astuto e esperto, além do mordomo que na verdade parece o dono da casa, porque esse “desligamento” do Conde acaba sobrecarregando as manutenções da casa.

"Argus olhou para o homem alto e magro que estava colocando uma bandeja sobre a mesa de cabeceira. – Você é outro primo?
- Não. – Max ajudou Sir Argus a ser recostar na cama, tomando cuidado para não lhe causar nenhuma dor. – Sou Max, mordomo de Sua Graça, o Duque de Sundunmoor.
- Max. Seu sobrenome é Max? – uma pergunta estúpida, pensou Argus, mas ele estava ocupado demais lutando contra a dor nas costelas para se importar com isso.
- Não. Não foi minha escolha não usar meu sobrenome. É que ele leva as pessoas a fazer piadas inconvenientes. Meu sobrenome é Cocksbaine."

* Cock, além de significar “galo” ou “frango”, também tem o sentido de “pinto” ou “pau” (pênis) na gíria inglesa. Cocksbaine, nome antigo e raro, evocar um “banho no pinto”. (N.T.)
Porém essas pessoas que sequestraram Argus ainda estão atrás dele, ou qualquer membro da família Wherlocke, mas mesmo assim, como nos vemos outros livros, quando um membro da família sofre algum acidente, todos os outros membros que estão próximos sentem também, então deve imaginar que uma parte da família Wherlocke chegou à mansão do Conde.

Ainda bem que nesse livro não apareceu nenhum personagem novo, se não me engano no primeiro livro da série, acho que eu nem tinha lido 20 páginas do livro, e já tinha contado 32 personagens, mas nesse apareceram os personagens já conhecidos, como Olympia, Iago e Leopold, que tenho quase certeza que caso seja lançado o próximo livro da série, o Leopold poderá ser o personagem principal ou até a própria Olympia, que aparecem bastante nesse último livro.

"(...) – Você pode bater em mim se quiser, mas não vai me impedir de falar. Santo Deus, Argus, eu daria tudo que tenho para encontrar uma mulher como Lorelei Sundun. Linda, inteligente, corajosa, que gosta de crianças e de sua família, não mostra medo do que podemos fazer, e, obviamente está apaixonada. Ela está arriscando tudo o que tem de importante em uma mulher de sua classe social para ficar com você. E, se eu tivesse uma mulher que me olhasse como ela olha para você, seria um homem feliz. Se você for inteligente, vai cortar as amarras com o passado e correr, o mais rápido que puder, em busca de um vigário mais próximo.
Leopold saiu às pressas do salão, antes que Argus pudesse responder, ou bater nele."
O relacionamento de Argus e Lorelei é turbulento, já que ele luta contra o sentimento que tem por Lorelei, e ela como é corajosa e audaciosa não desiste de conquista-lo, o casal teve diálogos divertidos, e cenas sensuais, esperava mais do livro nessas cenas, até pelo que conhecia do personagem Argus ele me pareceu mais impetuoso que demonstrou no livro, porém um detalhe das cenas sensuais, nenhum delas foi em camas, digamos que o casal era bastante “naturalista” kkkkkk.

Conclusão: Acho que a melhor parte do livro foi o final, foi bem empolgante, apesar de uma certa previsibilidade, mas mesmo assim deixa o leitor grudado para saber como a autora irá concluir o livro, e foi extremamente satisfatória e sem deixar o toque de humor que aconteceu em todo o decorrer da narrativa, e não só nesse livro como em todos os livros da série têm situações criminais, romance e diversão.
Para quem ainda não leu nenhum livro da série, mesmo que não seja histórias muito elaboradas, mas é uma leitura agradável e despretensiosa, talvez um bom inicio para leitores que ainda não leram um romances históricos sensuais, e também quiser relaxar e se divertir.

"(...) Talvez você devesse ter mencionado a existência de seus filhos.
- O fato de ter dois filhos ilegítimos não é algo que se deva mencionar para uma mulher bem-nascida.
- Mas é algo que se deve falar para uma amante.
- Eu nunca disse que éramos amantes.
Iago deu de ombros. – Nem precisa. Você tem a aparência de um homem que finalmente afrouxou um nós apertado de frustação. E tinha de acontecer, já que, como eu suspeito, você dois estão sedentos de desejo desde a dia em que se conheceram. Nunca vi duas pessoas com tanto, bem, fogo interno.
Argus resmungou de leve e se levantou. – Há momentos em que eu gostaria de mandar muitos membros de minha família para o inferno – disse rispidamente, ouvindo o leve riso de Iago enquanto saía do salão."
Além do contexto do livro ser instigante, e talvez essa parada na série, que acredito que a autora irá escrever outros, já que são tantos personagens interessantes que aparecem nesses livros e também pela quantidade de personagens que integram e são importantes para série, que acredito teremos mais livros.

Algo que não posso deixar de comentar, é o capricho no layout do livros lançados pela editora Lua de Papel, a fitinha na lateral quanto as capas belíssimas dão um charme especial no livro além de conquistar o leitor para adquirir toda a série.

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9 comentários

  1. Ótima resenha Pati! Já li A Vidente e A Sensitiva e amei, só achei que a editora devia ter caprichado demais na diagramação dos livros. Estou ansiosa para ler A Intuitiva e pretendo comprar O Escolhido assim que possível. Beijos!

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  2. Oi Pá!

    Só falta esse para completar a minah coleção \o/

    Adoooro!

    Mas ainda não li nenhum dos outros três o.O

    *louca varrida*

    ahahah

    Bjs!

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  3. Eu adoro esta família, logo vou incorporar O Escolhido à minha coleção...e me atracar na leitura.

    Ótima resenha como sempre amiga.

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  4. Oi Paty@
    Faz um tempão que quero ler a série mas os livros são bem carinhos...e tenho alguns na frente.

    Eu adorei a resenha principalmente por saber que o Argus é que evita a mocinha, e ela é audaciosa...rsrs
    Quero conhecer essa família Wherlocke, pois pelo que li o livro mistura sobrenatural com romance histórico, e eu adoro!

    Beijos
    Amanda
    leiturahot.blogspot.com

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  5. Hahahahaha Não acredito que esse é seu Argus!! Gostei da escolha, mas não me passou pela cabeça!!! Adorei a resenha! Já estou eu com saudades da série! Quero livro do Leopold! Adoro ele desde o primeiro livro da série! Adorei a resenha Patthy! As montagens e escolha dos trechos tb! Aquela frase do Leopold, amo, amo tanto!!! Que homem! hahahahaha

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  6. Oi,
    Ainda não li nenhum livro da serie e estou na duvida se quero ler ou nao...visto que ja e uma serie e ja tem varios e o dinheiro anda curto e a estante cheia de livros enfi acho que vai demorar...
    Bjkss
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    http://leiturakriativa.blogspot.com/

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  7. Gostei do livro e da série em sim, mas confesso que esperava mais, tendo-se em conta as outras obras da autora.
    Mesmo assim é uma série leve e muito divertida, imperdível para quem gosta de romances históricos.
    Bjkas!
    Monique Martins
    @moniquemar

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  8. Eu comprei e li, a vidente, a sensitiva e a intuitiva, procurei muito o escolhido e não achei, então baixei em pdf, e aproveitei e baixei os outros três tambem, apesar de ja os ter, quem quiser qualquer um deles em pdf, eu mando. meu e-mail é ritacslima2@hotmail.com

    Eu amo esses personagens,

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  9. Olá, adoro essa família. Ótima resenha. Sabe disser sem mais livros da família Werlocke?

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