RESENHA: A ROSA DO INVERNO (SÉRIE RAWLINGS #1) - PATRICIA CABOT

sábado, 18 de agosto de 2012




Título Original: Where Roses Grow Wild
Tradução: Cecília Gouvêa Dourado
ISBN: 978-85-7665-365-3
Nº Páginas: 416
Formato: 16x23 cm
Gênero: Romance histórico


SINOPSE: Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. 
Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. 
No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. 
Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?

RESENHA

O livro A Rosa do Inverno publicado pelo Selo Essência, da Editora Planeta, foi o segundo livro da autora Patricia Cabot que eu li, o primeiro e também recomendo é Aprendendo a Seduzir, ambos os livros fiz resenha no blog Fotos eLivros, mas estou refazendo A Rosa do Inverno para o blog da Guardiã, já que recentemente foi lançado Retrato do Meu Coração, o segundo e último livro dessa minissérie intitulada como Rawlings, porém ele foi publicado pela Editora Record, que será resenhado no blog, mas quis resenhar antes A Rosa do Inverno.


A Rosa de Inverno é aquele livro que você lê, relê e não cansa da narrativa, fica ainda mais apaixonada pelos personagens, é uma história simples, com segredos a serem desvendados, e um casal com um relacionamento tempestuoso, sensual e romântico, todos os ingredientes para um livro que toda mulher gosta de ler.


Um dos protagonistas é Pegeen MacDougal, uma jovem que cuida sozinha do seu sobrinho de 10 anos, Jeremy, filho de sua falecida irmã, e ela passa por uma penúria, apenas ajudada pelo vigário, que possui segundas intenções por Pegeen, digamos que não a ajuda apenas por uma ato cristão.


Porém Jeremy é filho do herdeiro do Solar Rawlings, no qual ele teria que ter assumido como duque, mas o tempo passou e ninguém da nobre família veio procura-lo até que um dia aparece o seu tio Edward Rawlings, querendo levar o sobrinho consigo para ele assumir o que é de direito.


Edward Rawlings, o duque temporário do Solar, foi atrás do seu sobrinho, mas por motivos pessoais, do que propriamente consertar um erro, achando que seria fácil dobrar a “tia velha e solteirona” do sobrinho, porém ele tem uma surpresa ao se deparar com Pegeen, uma linda jovem e bastante saudável, logo no primeiro encontro eles já soltam faíscas, não somente pela atração física que Pegeen exerce sobre ele, mas também pela personalidade forte e sua inteligência.


Porém Edward sempre teve o que quis, principalmente com mulheres, cabelos pretos, olhos azuis, porte atlético e considerado um grande partido, tinha mulheres aos seus pés, e a oposição de Pegeen apenas incentivou mais Edward fazer tudo para conquista-la.
Pegeen resiste em levar Jeremy para assumir sua posição nobre, já que faz 10 anos que ninguém veio procura-los e somado a isso, Pegeen esconde um grande segredo, que ela não pretende revelar que pode prejudicar tanto ela quanto Jeremy.


Ao chegar o solar, Pegeen não tem que somente enfrentar a corte Edward, e sim também sua amante, Arabella, Lady Ashbury, é casada, porém vive no Solar na companhia de Edward, mas com a chegada de Pegeen e o interesse de Edward pela sua concunhada, a amante perde seu espaço,  e Pegeen impõe sua posição de tia de Jeremy, e defender seus interesses já que ele é uma criança, e com isso começa um embate entre Arabella e Pegeen.


Mas não só a amante pode se dizer é cortada dos gastos da mansão, também sobra para Edward entrar nos reajustes da nova administração, mas no fundo a implicância deve-se também que Pegeen começa a se interessar por Edward, e por causa do ciúmes que acontece as colisões de Pegeen com a amante.


Edward nunca teve controle da sua vida, já que é o segundo filho, ele sempre viveu a sombra do irmão mais velho e de seu pai, ambos de atitudes rudes e dúbias, e Edward sempre foi mais o estilo libertino, apesar de uma personalidade amável, na qual Pegeen implica o chamando de “efeminado”, a mansão todo mundo mandava menos ele, apesar de ser respeitado e as vezes até temido, mas ao mesmo tempo, ele não se importava com as decisões das pessoas tinham sobre a sua vida.


A autora Patricia Cabot (mais conhecida como Meg Cabot) escrever um romance aparentemente despretensioso, porém com um casal sólido, que o leitor irá acompanhando a evolução tanto dos sentimentos quanto do amadurecimento da relação, até o final do livro teremos muitas discussões destemperadas , com diálogos inteligentes e divertidos entre Pegeen e Edward.


Mas não foram somente discussões que existiram entre o casal, teve momentos bastante sensuais, a Patricia Cabot, sabe escrever uma cena sexual sem que ela se torne vulgar, com um sutil erotismo em cada momento do casal.


Apesar das diferenças de temperamento entre ambos, não somente isso atrapalha o casal, mas também a amante que quer vingança por ter pedido o controle em Edward, e também o interesse do melhor amigo de Edward, Alistair por Pegeen, que promovem situações hilárias de ciúmes, o personagem Alistair dá mais um toque de humor a narrativa, Patricia Cabot, sempre tem esse elemento nos seus romances históricos, além do casal principal ter esse aspecto de diálogos bem humorados, os personagens secundários tem essa particularidade também.


O maior problema continua sendo o segredo que Pegeen guarda, e que pode destruir sua relação com Edward, já que é diretamente ligado a ele, a revelação acontece no final do livro, e que surpreende um pouco o leitor, pode durante a leitura gerar desconfiança, mas só saberemos realmente no final, e no qual define o destino do casal.


Conclusão: Leitoras de romances históricos, com certeza deve tê-lo na estante, e depois da leitura garanto que irão rele-lo, não esqueceram os personagens, na época que li não tinha sido lançado e nem tinha previsão do lançamento de Retrato do Meu Coração, então serão sortudas, pois não terão crise de saudade dos personagens.
Não é necessário, ler A Rosa de Inverno para ler Retrato do Meu Coração, apesar de insistir em resenhar um primeiro do que outro, as histórias são diferentes, apesar do personagem Jeremy ser criança nesse, e no segundo já é um adulto, não interfere na leitura, e por falar de Jeremy...
... Apesar de Jeremy adulto, ser o personagem principal do segundo livro, o Jeremy em A Rosa do Inverno não tem grande destaque, apenas conhecemos um pouco da sua personalidade, e apesar da vida sofrida que viveu antes, ele tem a arrogância de um nobre, as vezes extrapola, e a única pessoa que exerce algum controle é Pegeen, mas já li Retrato do Meu Coração, e posso dizer que ele continua um pouco arrogante, porém consegue ser mais persistente que o tio quando quer alguma coisa.
Conselho: Adquira os dois, coloque na cabeceira, leia um e depois o outro, na ordem desejada, que com certeza não irão se arrepender, e se tiver um tempinho adquira Aprendendo a Seduzir, não faz parte da série, mas também é outro livro inesquecível da autora.



RETRATO DO MEU CORAÇÃO


SINOPSE: No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. 

Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. 

Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor? 


* EM BREVE RESENHA

7 comentários

  1. Parabéns pela resenha Pati! Já li A Rosa do Inverno e curti bastante. Beijos!

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  2. Ai Pati, faz tempos que não passo por aqui e como sempre você me faz desejar muito um livro.
    Estão anotados e logo pretendo lê-los.
    Amei!!!
    Bjos!!!
    Andréia
    Sentimento nos Livros

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  3. Oi Pá!

    Esse eu ainda não li, mas já está na minha lista de próximas aquisições kkk
    Eu li Retrato do meu Coração e é ótimo!

    Bjs!

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  4. Ah Patthy, como gosto de ler e reler suas resenhas, sempre com essas montagens maravilhosas! Quase compre Retratos do Meu Coração na Bienal... Só não comprei porque não tinha A Rosa do Inverno! Adoro Cabot... Seja como Patrícia ou como Meg...

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  5. Oi Paty!
    Acredita que ainda não li nada de Patricia Cabot? Li como Meg Cabot e detestei, mas dizem que os romances históricos com o pseudônimo Patricia é muito melhor..vou conferir! Bela resenha, amei a escolha dos modelos.

    Ahhh não acredito que o 50 tons de cinza é fraco! Se bem que tô com um pouco de receio pois já li eróticos bem pesados, e acho que esse pornô como dizem é questão de concepção de pessoas que não estão acostumadas com esse tipo de narrativa. Mas ainda espero gostar.
    Beijos
    Amanda
    leiturahot.blogspot.com

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  6. Gostei da resenha, o livro me parece ser muito bom pelo o que percebi, mas tenho receio de ler livros de epocas, porq sempre me enrolo na liguagem. Mas enfim esse nao me parece ser tãão complicado assim, mais um livro pra minha lista de desejos.

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  7. Uau! Que história!
    Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! Amei a maneira que vc usou para se expressar, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
    www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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