Resenha: Reformed Vampire - Catherine Jinks - @FarolLiterario

sábado, 22 de setembro de 2012



Reformed Vampire - Grupo de Apoio Ao Vampiro

Catherine Jinks 

· Editora: Farol
· ISBN: 9788562525650
· Ano: 2012
· Páginas: 392
· Tradutor: Fabiana Tavares


Sinopse: "Reformed Vampire – Grupo de Apoio ao Vampiro" é uma história diferente de tudo o que você já leu sobre vampiros. Na verdade, você vai conhecer o lado real de ser um vampiro, aquele que ninguém conta! Eles estão quase sempre doentes ou com dor, e se reúnem em uma espécie de terapia de grupo para discutirem seus problemas e como controlar seus instintos, ou seja, o desejo de sair mordendo pessoas. Nina tornou-se vampira quando tinha apenas quinze anos, e não envelheceu um dia desde então. Mas também não teve um dia sequer de diversão, já que sua rotina isolada dentro de casa é incrivelmente chata, sem poder fazer o que realmente tem vontade. No entanto, tudo vai mudar na vida dela e de seus amigos vampiros quando um membro do grupo é morto de forma misteriosa. Tendo sua identidade ameaçada, terão que sair à caça do assassino, e logo se descobrirão em uma disputa contra lobisomens. Será que vampiros tão frágeis poderão vencer uma batalha como esta? Sangue, desejo e instinto vem à tona com uma bala de prata no peito, estopim de uma batalha em busca da identidade.





RESENHA

Você esta acostumado a vampiros glamourosos, cheios de charme, estilo, com super poderes e com a imortalidade pela frente para aproveitar todas as vantagens que a transformação pode proporcionar??... Bom, então você está totalmente ERRADO. Esqueça tudo que já leu sobre vampiros, é falso. Ser vampiro é sinonimo de ser doente, o vampirismo é uma infecção, é como uma doença  sem cura, a pessoa infectada sofre de náuseas frequentes, vômito, fraqueza e apatia, entre outros sintomas que caracterizam a dura realidade da vida (ou morte) de um vampiro. 
Se você já leu "Dracula", a única semelhança dos vampiros reais com ele, é a eterna sede e o fato de que também não podem sair a luz do dia, e é claro, os métodos tradicionais também podem mata-los, como a velha e eficiente estaca de madeira.

(...)O fato é que não consigo fazer muita coisa. Isso é parte do problema. As pessoas acham que vampiros são glamorosos e poderosos, mas eu estou aqui para informar a vocês que ser um vampiro não tem nada a ver com isso. Nem um pouco. Ao contrário, é como ficar presa dentro de casa com gripe, assistindo à programação diurna da televisão, para sempre. (...)

Nina é uma vampira, atualmente com 51 anos, ela é mais nova integrante do "grupo de apoio ao vampiro". Infectada no ano se 1973, ela ainda aparenta ter a mesma idade de quando foi mordida por Casimir na saída de uma festa, ou seja, a mais de 50 anos Nina tem a aparência de uma menina de 15 anos. Mas esse não é o único de seus problemas; ter de trocar de identidade periodicamente e passar grande parte do tempo sofrendo os efeitos colaterais do fato de ser uma vampira, é muito mais estressante, ou talvez humilhante?



(...)Bem-vindo ao meu mundo. É o tipo de lugar onde você não pode fazer a coisa mais simples sem se arriscar a ter uma baita hemorragia. Estou cansada disso.(...)

O grupo de apoio ao vampiro e integrado atualmente por 8 vampiros. Na realidade, todos foram infectados pelo mesmo integrante, alguns não diretamente, já que Casimir veio para o pais com a infecção e logo mordeu o primeiro, que veio a morder o segundo e assim sucessivamente. Mas o "líder" das seções de aconselhamento é  Ramon, um gentil e educado padre, que nem ao menos é um vampiro, mas que tomou como missão ajudar os necessitados, ou seja, os vampiros.

Mas toda essa aparente normalidade é abalada quando, certa noite, no dia da costumeira reunião, ao passarem pela casa de Casimir, o grupo encontra a porta arrombada, e ao entrarem, descobrem dentro do caixão onde ele costumava dormir,os seus restos mortais, junto com uma estaca de madeira e uma única bala de prata.

Não vou dizer para vocês que Reformed Vampire é um livro apaixonante logo de inicio. Não, não é, pelo contrário, é bem cansativo no começo, e super confuso. Fora que esse livro vai contra a tudo que você já leu sobre vampiros, se já era completamente ridículo o Edward Cullen se alimentando de veados e o Stefan Salvatore de esquilos.... bom imaginem  o choque que é descobrir que os vampiros de Reformed Vampire se alimentam de porquinhos da índia (kkkk..minha primeira reação foi WTF???). (#tenso.). 
Confesso que meu pensamento inicial foi: " Bram Stoker deve estar se retorcendo de raiva"; porque quando você acha que os vampiros já chegaram ao fundo do poço,  vem alguém e te mostra que o que já esta ruim pode piorar, consideravelmente. Atualmente os vampiros vem em uma gradativa decadência, cada dia mais "humanizados", é o fim, para os fãs dos verdadeiros vampiros.

Onde está Lestat ou Drácula? Esses que adoravam estraçalhar a garganta de alguns humanos?

Mas isso não significa que a historia seja ruim, pelo contrário, depois que você se acostuma com a nova "realidade" desses vampiros, a historia se torna muito divertida e engraçada.

O livro é escrito atravez da perspetiva de Nina, é como se fosse um diário, então temos apenas a visão dela dos fatos, o que torna a leitura bem simples, foi basicamente como esbarrar no diário de alguém.

A diversidade nas personagens também é algo incrível, o grupo pode ser classificado em no mínimo excêntrico,  já que dentre os vampiros existe até mesmo uma velha freira de 80 e poucos anos, um ex-músico e um médico. Os personagens são engraçados, com um humor negro invejável, e um tanto quanto ranzinzas, mas completamente diferentes entre si, cada personalidade foi muito bem construída e desenvolvida, que mesmo com as semelhanças , todos conseguem ser completamente únicos, mérito da escritora Catherine Jinks, que além da imaginação para criar uma nova "modalidade" de vampiro, conseguiu convencer e prender os leitores.

Reformed Vampire é um livro para lermos despidos dos preconceitos e com a mente completamente aberta. É uma nova proposta e mesmo eu não concordando em diversos momentos com o rumo em que meus amados seres foram conduzidos tenho a dizer que foi um livro que me divertiu muito após eu me permitir desfrutá-lo com o espírito desarmado (por assim dizer...hehehe).

5 comentários

  1. Realmente estamos acostumados com vampiros gloriosos, rsrss, a resenha me lembrou o livro A Insônia do Vampiro, já leu? é um bom livro e tenho certeza de que esse também é, gostei bastante da resenha, obrigada pela indicação.
    Rafa
    Blog Melody
    http://rafaacarvalho.blogspot.com.br/

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  2. Eu acho que quando alguém tenta dar uma nova roupagem a um assunto batido vale a pena dar uma chance,sem preconceitos como a Géssica falou,fiquei curiosa e com vontade de ler.

    Parabéns pela resenha!!!!

    bjsss

    Bianca

    www.apaixonadasporlivros.com.br

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  3. Esto acostuma a ler sobre vampiros sendo sanguinarios em busca de somente uma coisa: sangue. Teho minhas duvidas em ler esse livro, pois nao consigo imaginar vampiros em uma roda discutindo se deve ou nao morder uma pessoa. Mas não sei tauvez quem sabe eu encare esse novo desafio.

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  4. Eu já li Reformed Vampires e esperava bem mais. Os vampiros frágeis e meio nojentinhos apresentados no livro nem me agradaram e a história,ficou bem longe de ser emocionante.

    A coisa que mais gostei são que os personagens são bem construídos e a Nina é fofa.

    Thais Vianna
    @dathais

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