Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green - @intrinseca

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Culpa é das Estrelas
John Green
I.S.B.N.: 9788580572261


Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.










Hazel Grace é uma paciente terminal, desde  os treze anos ela luta contra o câncer, mas não existe a possibilidade de cura, apenas o tratamento médico para prolongar por mais alguns anos a sua vida. 
Sempre dependente do seu cilindro de oxigênio, Hazel passa a tentar diminuir o numero de pessoas que irão sofrer com sua morte. Tendo isso em mente, ela se isola do mundo, restringindo a sua vida apenas ao convívio com os pais e alguns poucos amigos.

(...)Só tem uma coisa pior nesse mundo do que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.(...)

Logo ela é diagnosticada com depressão, considerada pelos médicos, um efeito colateral do câncer. Então , obrigada pelos pais, passa a participar de um grupo de ajuda, que reune vários adolescente que tem ou tiveram a doença, e que se reúnem um dia da semana para compartilhar as suas experiências e angustias.

Hazel prefere a companhia dos livros, ou melhor, do livro. Uma aflição imperial é o seu livro de cabeceira desde que o leu pela primeira vez, mas o livro é inacabado, a historia apenas termina sem realmente ter um fim para os seus personagens. 
Pelo fato de o  livro retratar a história de uma menina com câncer, Hazel tem certeza de que o livro termina por que a menina morreu, ou ficou doente de mais para continuar escrevendo. Mas isso não acalma a sua curiosidade, e Peter Van Houten, o autor do livro nunca mais lançou nada, e muito menos apareceu na mídia depois de quase dez anos do lançamento de "uma aflição imperial."

Ir para os encontros do grupo de apoio é algo que Hazel detesta, mas continua frequentando para satisfazer os pais, já que a sua reclusão os deixa ainda mais tristes. Mas é exatamente em uma das reuniões que Hazel encontra Augustos, um cara lindo e atlético, que provavelmente a ignoraria, mas é nesse momento que a reviravolta acontece. Ao invés de ignora-la como ela mesma imaginava, Augustus fica completamente encanto por Hazel, assim como ela por ele. Logo ela descobre que o garoto é um sobrevivente e que a algum tempo esta livre da doença, que o deixou sem parte de uma das pernas. E assim o amor entre ambos nasce, simples, singelo mas verdadeiro.

(...) Eu estou apaixonado por você - ele disse, baixinho.
- Augustus - falei.
- Eu estou - ele disse, me encarando, e pude ver os cantos dos seus olhos se enrugando. - Eu estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.(...)



Em certo momento, Hazel apresenta a Augustus o seu livro favorito, e logo o menino também esta obcecado para descobrir como termina a história, mas como isso seria? possível descobrir o final da trama? além do autor morar em Amsterdã, ele ainda é recluso, ninguém sabe seu endereço ou telefone, mas o problema maior é: como Hazel conseguiria fazer uma viajem de varias horas sendo a sua saúde tão frágil e instável?

Quem trás a solução é Augustus. Na cidade, existe um grupo de apoio a crianças com câncer que concede aos pacientes terminais, um desejo, Hazel a muito tinha usado o seu, para passar um dia na Disney com sua família, mas ele não, o seu pedido ainda não fora utilizado, e ele escolhe levar Hazel para Amsterdã, para conhecer o misterioso escritor Peter Van Houten.

E é também nesta viajem que Hazel descobre o segredo que Augustus vinha escondendo. Seu câncer havia retornado, poucas semanas antes da viajem, após sentir fortes dores no quadril, ele foi novamente é diagnosticado com câncer, mas dessa vez, em varias partes do corpo e em fase muito avançada, ou seja, os seus dias estavam contados.

(...)Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.(...)

A narrativa de "A culpa é das estrelas" é feita em primeira pessoa, é sob a visão de Hazel que conhecemos a história, mas ao contrário de muitas outras narrativas desse estilo, não ficamos presos apenas aquela personagem, temos uma visão geral de todos, sem exceções, não deixando de lado qualquer personagem que tenha algo a contribuir com a historia, como é o caso de Isaac e dos pais de Augustus. 

Não sou adepta à esse tipo de leitura, tenho que confessar isso, livros "reais" não me agradam, realidade é vivida no dia-a-dia, na leitura temos que viajar, e é por esse exato motivo que leio livros e não o jornal e esse livro é tão real que chega a ser cruel com o leitor, é a descrição  detalhada de algo que pode acontecer com qualquer um, mas isso não tira a beleza da história, pelo contrário, estamos acostumados a um estilo de leitura muito cliché, a mocinha conhece o mocinho, eles se apaixonam, tem uma tórrida noite de amor, e vivem felizes para sempre, mas em "a culpa é das estrelas" John Green conseguiu criar um amor puro, que nasceu em meio a dor, e que ultrapassou todas as barreiras, inclusive o câncer. 

Adaptando uma citação da própria Hazel : "Para ser sincera, eu leria até a lista de compras de super mercado do John Green." E é verdade, depois desse livro eu me tornei completamente fã desse autor, que não é apenas mais um escritor, e sim um gênio, ele criou uma história de amor e superação e não uma história sobre o câncer e apesar de o final não ser feliz como gostaríamos, é a superação que nos emociona.

O único ponto negativo, na verdade, nem é negativo, é apenas algo que me incomodou durante a leitura, que é os diálogos entre os personagens, que não são realmente condizentes à adolescentes de dezesseis e dezessete anos,  confesso que várias vezes utilizei o dicionário para descobrir o significado de algumas palavras. Bom, de repente o problema seja comigo e o meu ralo vocabulário.

"A culpa é das estrelas" é uma publicação da editora INTRÍNSECA, uma obra praticamente perfeita, com quase nenhum erro de edição, e com uma capa linda.

Sobre o autor:
John Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses após se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil. Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, Quem é você, Alasca?, que se tornou um bestseller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália. O segundo romance de John, An Abundance of Katherines, foi publicado em 2006 e se tornou finalista do Los Angeles Times Book Prize e também nomeado livro de honra do Michael L. Printz. Paper Towns, publicado nos EUA em 2008, estreou em quinto lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e ganhou o Edgar Allan Poe Award pelo melhor romance de mistério. Em 2009, Paper Towns foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.No seu tempo livre, John é um grande fã do Campeonato Inglês de Futebol, mas ele não fala para que time torce, porque não quer alienar possíveis leitores. Ele admite, entretanto, ficar arrepiado toda vez que ouve: "You'll Never Walk Alone" (Você nunca andará sozinho).




9 comentários

  1. Estou ansiosa para ler A Culpa é das Estrelas Géssica! Beijo!

    www.newsnessa.com

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  2. Eu fiquei toda arrepiada ao revisar a resenha para publicar...já enchi os olhos d'agua na primeira citação do Augustus...ahhh sério...acho que vou me debulhar de tanto chorar lendo este livro.

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  3. Li o livro recentemente, e mesmo não sendo romance o meu gênero favorito, fiquei impressionadíssimo com o livro. Uma história incrível e muito emocionante mesmo. Adorei a resenha, só achei que tiveram alguns spoilers, e se eu já não tivesse lido o livro, não gostaria de saber deles. No mais, livro recomendadíssimo... e sobre a parte do vocabulário, eu particularmente não achei difícil (e tenho dezessete também), mas tenho que levar em conta que boa parte do meu tempo de vida foi dedicado a leitura...

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  4. E pior que me ofereceram A Culpa é das Estrelas e não quis, estou completamente arrependida, depois dessa resenha fiquei curiosa para ler, e realmente para juventude atual ter adolescentes falando palavras mais elaboradas é surreal, já que a grande maioria se comunica com siglas né???? Ih, como falaria Sche, entreguei a idade kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Linda resenha parabéns!!!

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  5. Eu quero muuuito ler este livro!
    Eu já o comprei, só estou esperando chegar.
    A sua resenha me deu mais vontade de ler ainda!
    Adorei o blog!
    Arrivederci

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  6. Já ouvi falar muito do John Green, mas nada relacionado a algum livro que ele tinha feito. Confesso que quando vi a capa de A culpa é das estrelas, pensei que era mais um livro infantil, nem cheguei a ler a sinopse. Mas dai começaram a falar deste livro nas redes sociais e nos blog literários. O livro apresenta uma historia de superação incrível a personagem parece que já se conformou que tem a doença, e sabe que um dia ira falecer. Bem ainda não li o livro mas ele me parece ser muito emocionante,esse é o tipo de livro que faz repensar o que voce esta fazendo da sua vida. O autor realmente me parece saber prender o leitor na leitura e fazer com que ele sinta as mesmas emoções dos personagens, isso é uma coisa que eu amo em autores literários. Alem do fato dos personagens terem personalidades fortes. Não vejo a hora de poder ler esse livro e saber realmente o que vocês estão falando.

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  7. Esse livro parece ser muito bonito e muito triste, sinto muita vontade de ler ele.
    Nunca li nada do John Green, mas senti muita vontade de ler A Culpa é das Estrelas.
    Como você não sou a maior fã de livros "reais", principalmente os mais tristes, mas como só vejo criticas positivas sobre ele eu estou muito curiosa.

    Thais Vianna
    @dathais
    dathais@hotmail.com

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  8. Bom nunca tive mta vontade de ler esse livro.
    Mais depois da sua resenha fiquei bem curiosa!
    Tbm penso como vc, prefiro os livros de fantasia dos que os que parecem ser mto reais.
    Prefiro uma historia que no final sempre dá certo do que os livros que eu fico com medo de no final dar td errado!!
    Mais parabéns viu...

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  9. Li esse livro em um dia praticamente, na verdade, ontem a noite...
    É perfeito e lindo, daquela forma triste e doce que só alguns autores conseguem.. chorei aos soluços.
    Também virei fan do autor...

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