Resenha: Sempre - Maggie Stiefvater - @agireditora

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

sempre
maggie stiefvater
I.S.B.N.: 9788522011995

Sinopse: Sem Grace, eu era uma máquina em funcionamento eterno, movida à minha incapacidade de dormir e ao medo de permitir que meus pensamentos se acumulassem em minha mente. Todas as noites era uma cópia dos dias anteriores, e todos os dias eram uma cópia de todas as noites.
O inverno prossegue em Mercy Falls para Grace e Sam.
Após meses longe da amada, Sam começa a compreender a essência de ser completamente humano, enquanto tenta domar o gênio do novo morador da casa: Cole St. Clair, o ex-astro da banda NARKOTIKA, cada vez mais arredio e autodestrutivo.


Grace, por sua vez, retorna a sua vida e identidade, mas percebe que não será nada fácil contornar os problemas com os pais, as transformações recorrentes e o fato de que muito tempo se passou desde a última vez que se viu humana. Felizmente ela terá a ajuda de Isabel, dividida entre sua atração por Cole e a responsabilidade de deter os planos do pai, que ameaça não apenas o amor de Grace e Sam, mas a sobrevivência do que eles chama de família. Em Sempre, Maggie Stiefvater encerra a saga dos lobos de Mercy Falls, demonstrando que qualquer obstáculo, mesmo que pareça intransponível, é superado facilmente quando se está com a pessoa amada.



O meu adeus aos Lobos de Mercy Falls
OBS.: Esta resenha pode conter spoilers.

É muito complicado dar adeus à uma sériea que a gente ama tanto não é?? Os  Lobos de Mercy Falls para mim foi uma experiência interessante...AMEI Calafrio, esperava bem mais de Espera, mas acabei me apaixonando e me decepcionando perdidamente em Sempre. Mas sobre tudo, "detestei" o que a Agir fez com as capas desta série, tenho 3 livros de tamanhos e padrões de capas completamente diferentes, mesmo sendo a mesma série...isso para mim foi o mais frustrante!

Comprei Sempre assim que ele foi lançado, mesmo já de saco cheio da emisse do Sam que embora eu achasse muito fofo no primeiro livro, acabou me cansando muito a partir do segundo. Sua indecisão, sua fragilidade e sobre tudo o seu medo de tudo e mais ainda dele mesmo me tiraram profundamente do sério muitas vezes.

Sempre começa exatamente onde nos separamos de Sam e Grace em Espera, ou seja, ela ainda está desaparecida e ele passa os dias em ansiedade e auto-flagelo pensando nela, procurando por ela e ansioso para que o tempo esquente e ela volte a ser humana novamente.

Maggie manteve em Sempre, assim como nos demais livros a narrativa em primeira pessoa alternando os pontos de vista entre as personagens. Assim como no livro anterior, vivenciamos os fatos pelo ponto de vista de Sam, Grace, Cole e Isabel...mas a grande novidade, foi um pequeno vislumbre de narrativa sob a ótica de Shelby (como a loba branca psicopata) também, assim como alguns capítulos narrando a trama por eles enquanto lobos.

Passamos a metade do livro perdidos entre as memórias e pensamentos de Sam, assim como em sua busca por Grace e a profunda apatia e depressão em que ele mergulha sem ela.


Como já havia ocorrido em Espera, os astros de Sempre na verdade foram Cole e Isabel. A ambigüidade na relação entre eles, seus próprios conflitos internos e principalmente a tenacidade e resiliência de ambos foram os pontos fortes do livro.


Cole se encarregou como sempre de ser irritantemente encantador o tempo todo...mesmo enquanto lutava contra os seus tormentos mais escuros em sua alma ou quando a babaquice auto protetora resolvia aflorar. Adoro a batida sagás que ele deu à trama...e como adoro um homem com senso de humor... ele sempre consegue me fazer rir...e as mensagens que ele deixou na caixa postal da Isabel...foram um toque de mestre que somente ele poderia dar...hehehe...separei algumas delas pra vocês:

Mensagem de voz 1: "Oi, Isabel Culpeper. Estou deitado em minha cama, olhando para o teto. Estou quase pelado. Estou pensando...na sua mãe. Liga pra mim."

Mensagem de voz 2: O primeiro minuto e trinta segundos da música "I've Gotta Get a Message to You", dos Bee Gees. (clique no aqui para ver a tradução)

Mensagem de voz 3: Estou entediado. Preciso me animar. Sam está se lastimando. Posso acabar matando-o com o violão dele. Assim, eu teria o que fazer e também faria com que ele dissesse alguma coisa. Dois coelhos com uma cajadada só! Eu acho estas expressões antigas desnecessariamente violentas. Ei, Sam conversa com você? Ele só fala bobagens comigo. Deus, estou entediado. Liga pra mim."

Mensagem de voz 4: "Hotel Califórnia", do The Eagles, inteira, com todas as ocorrências de "Califórnia" substituídas por "Minnesota".

Mensagem de voz 20: "Queria que você respondesse."

Entre os dramas particulares de cada personagem, uma ameaça paira sobre eles. Tom Culpeper, pai de Isabel, quer vingança pela morte de Jack e conseguiu autorização do governo para exterminar a matilha de Mercy Falls.

O relógio está correndo...tique-taque...Sam não pode permitir que nada aconteça com sua família...mas sobre tudo com Grace.

Em meio a todo este medo a cerca da caçada de Tom, ainda nos deparamos com diversos outros tripos de problemas: Sam sendo acusado, mortes de personagens que tristes, o repensar das verdades absolutas na vida de Sam, Grace, Cole e Isabel.
Também somos brindados com momentos muito mágicos.

Tem um poema que diz: "Wie lange braucht man jeden Tag, bis man sich kennt." (...) - Quer dizer: "Quanto tempo demoramos, todos os dias, para conhecer um ao outro." Eu não fui muito justo com você.Sam dizendo isso não importava e importava ao mesmo tempo.- Guarde sua poesia chucrute para Grace - eu disse, depois de fazer uma pausa. - Você está ficando muito esquisito.Cole - página 122
Ao entrarmos no carro na rua escura, era como se estivéssemos conspirando para algo maior do que apenas seguir as luzes do céu. Poderíamos ir a qualquer lugar. Procurando a promessa de mágica. (...)Sam e Grace - página 147

Mas o livro realmente me ganhou quando eu passei a encarar junto com eles seus demônios e terrores...e assim acabei descobrindo alguns dos meus também...pois assim como Isabel infelizmente eu não sei a diferença entre "não lutar e desistir".

Rilke disse:Entre esses invernos há um tão infinitamente inverno que apenas passando por ele seu coração sobreviverá.Sam - página 156

(...) Durante toda a minha vida, eu havia pensado que minha história era assim: Era uma vez um menino, e ele teve que arriscar tudo para manter o que amava. Mas, na verdade, a história era: Era uma vez um menino e o medo que ele sentia o comia vivo.Sam - página 300

Cada um a seu modo procurou uma saída...tanto para a salvação da matilha, como para eles mesmos.

Cole foi brilhante o tempo todo, mesmo em seus momentos e pensamentos mais sombrios. Sua genialidade estava sempre em cada gesto e coube à ele a missão de junto com Isabel achar respostas e fazê-las terem sentido.

Ele procurou incessantemente por uma cura, mas também pesquisou como o vírus se comportava.  Através dos diários de Beck, Cole foi capaz de achar a resposta para ajudar Sam e Grace a salvar a matilha. E foi tudo isso que tornou o final de Sempre o mais decepcionante possível! Ficamos cheios de perguntas e sem saber se as respostas estão corretas. Após o climax, o fechamento não nos deixa com a sensação de encerramento.

Eu queria ver um: "E eles viveram felizes para Sempre". Fim. Mas, não foi com isso que Maggie nos presenteou. O final foi incerto e inesperado. Todos tomaram um rumo...mas tipo com o Cole, nem ficamos sabendo o que foi feito dele...e isso para mim foi o mais frustrante. Eu queria saber dele...como ele ficou...se ele se curou...se ele e Isabel ficaram juntos...em fim...tudo! 

O próprio final de Sam e Grace foi uma incógnita...e realmente torço para que Maggie reveja isso algum dia e resolva lançar um 4º volume para entendermos qual foi o destino final de nossos 4 heróis. 

Eu separei 1 milhão de citações para esta resenha...mas como ela já está quase quilométrica, eu acabei descartando algumas. Mesmo assim, deixo vocês com um dos momentos mágicos do livro.
  ...



6 comentários

  1. Parabéns pela resenha Scheila! Já li a trilogia Os Lobos de Mercy Falls e amei! Concordo com você quanto ao tamanho e as capas dos livros feitas pela Agir. Até hoje não consigo entender porque tanta distinção entre uma e outra, sem contar que ficam super feias na estante. Beijo!

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  2. Ai que resenha TUDO!
    Amei!
    Sou louca para ler a trilogia Os Lobos de Mercy Falls e depois desta resenha estou subindo pelas paredes por estes livros...
    Scheila, suas resenhas são o máximo!
    Bjs... Fik com Deus!

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  3. A melhor foi "
    Mensagem de voz 1: "Oi, Isabel Culpeper. Estou deitado em minha cama, olhando para o teto. Estou quase pelado. Estou pensando...na sua mãe. Liga pra mim."" kkkkkkkkkkkkk morri de rir.

    Ainda não li o segundo, e acho que me irritei tanto primeiro com a demora dos lançamentos, e depois com essa história das capas, que praticamente ignorei o livro, além de várias resenhas falando que Espera é muito chato.

    Apesar de toda a poesia narrativa que a autora nos mostrou no primeiro livro, ela pecou em excesso no segundo e no terceiro, deixando a trama parada e monótona pelo que pude perceber nas resenhas que eu li.

    Mas o dia que der um tempo quem sabe não leia os dois na corrida. kkkkk

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  4. Ain que show de resenha Sche! *-*
    li o primeiro livro da série e me apaixonei, mas não consegui encontrar os outros pra comprar.
    Fiquei preocupada pelo q vc disse, mas acho q vou comprar qdo for possível pra ver o q acho...

    Beijos

    Gih
    http://kastmaker.blogspot.com

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  5. Amei a resenha, apesar de não ter tido a oportunidade de ler o primeira (ainda tenho esperança de ler). Mas quero muito ler essa trilogia o quanto antes. Amei os 'queot'(não sei como diz) faço as palavras da paros as minhas a Mensagem de voz 1 foi f***.

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  6. Nossa essa seria esta na minha lista de desejados a mto tempo!!
    Mais até agora não consegui ler nenhum..
    Linda a resenha!
    :)

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