RESENHA: A CASA DAS ORQUÍDEAS - LUCINDA RILEY

quinta-feira, 8 de novembro de 2012



Tradução: Bárbara Menezes de A. Belamoglie  
Titulo Original: Hothouse Flower
ISBN: 9788563219961
Selo: NOVO CONCEITO 
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 560
Formato/Acabamento: 16x23x3,7
Peso: 0.763 kg
Preço Sugerido: R$ 34.90
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE
 
Sinopse: Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações.

Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park...

E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.

RESENHA
 
Antes de começar a resenha do livro queria esclarecer algumas coisas, em algumas resenhas, e não em todas, irei cortar a parte das montagens com citações, primeiro por falta de tempo, atualmente os meus horários são variáveis e dificulta minha organização para fazer resenhas com essas montagens, já que levo em torno de 3 a 4 dias para construir uma resenha, e com o meu horário atual estou levando mais de uma semana, já que levo praticamente um dia para escolher imagens para caracterizar as resenhas, como  podem notar que muitas delas tem personagens caracterizados por atores,  além das imagens de fundo, durante a leitura do livro e na escolha das citações eu já vou idealizando as imagens que poderei usar, e isso tudo realmente me leva um dia, depois tem construir as montagens e digitar as citações que está levando dois dias, e depois o desenvolvimento da resenha e montar ela no post está levando um dia, ou seja, e isso se caso ficasse em casa, e já que isso é impossível, estou levando uma semana.
Quando aceitei o convite da Sche inicialmente era para apenas ser uma resenhista semanal, mas com a evolução da nossa amizade, e também por ter me comprometido em auxilia-la no blog, fico completamente frustrada por não estar conseguindo nem uma coisa nem outra, primeiro não consigo colocar uma resenha por semana, entre fazer resenhas na formato que faço, e ler livros além do meu trabalho com horários variados o tempo fica prejudicado, por isso decidi que irei fazer algumas resenhas sem montagens para além de me comprometer como prometi para Sche que iria fazer a dois anos atrás, e também para agilizar a interminável lista de livros de parcerias, algumas resenhas continuarão com montagens, principalmente aquelas que são de séries e que já tinha iniciado no formato habitual, mas algumas a partir de agora serão sem montagens.
Para finalizar, quero deixar claro que as resenhas sem montagens não tem nenhuma ligação com a qualidade do livro, independente de gostar ou não gostar, não irá justificar a falta de montagem, essa decisão foi apenas para ser mais eficiente e reafirmar meu comprometimento com o blog e principalmente com a minha amiga Sche.

 
 
O livro A Casa das Orquídeas foi daqueles livros inesquecíveis, e que me provocaram reações antagônicas, simplesmente foi amor e ódio.
Confesso que comecei a ler o livro e fiquei impressionada com a escrita fluida da autora, e na expectativa ainda maior com esse estilo de narrativa, de descrever o passado e o presente e fazer uma ligação entre eles, até porque um dos meus filmes preferidos até hoje é Possessão (no final da resenha poderão conferir a sinopse e um trailer do filme), porém diferente do filme, que fiquei encantada com os motivos e acasos que levaram a ligação do passado com o presente, mas no livro a autora não conseguiu me conquistar, a escolha de critérios tanto dos personagens do passado e do presente realmente me irritaram e me deixaram decepcionada.
Tanto a decepção que no meio do livro fiz uma parada e somente conclui a leitura dois meses depois, não sei se foi excesso de expectativa ou pela ilusória comparação com o filme, que as decisões da autora até o momento escrevendo essa resenha continuam me deixando desconfortável, e talvez seja esse incomodo que reafirmo que o livro se tornou algo que irei amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo.
A autora começa a história no presente, com a personagem Júlia Forrester, uma pianista famosa, que deixou a Europa para recuperar de suas perdas, o filho e o marido foram vítimas de uma acidente, e na Inglaterra ela encontra o refúgio para recuperar os seus sofrimentos, Júlia desde pequena tem uma adoração pela propriedade de Wharton Park, já que nas suas férias de verão durante a infância passada por lá na companhia dos seus avós maternos.
A propriedade de Wharton Park tem um novo proprietário Kit Crawford, herdeiro dos antigos donos, mas inicialmente não pretende ficar em Wharton Park, durante um leilão que ele promove na propriedade para se desfazer de alguns objetos inicialmente sem valor nenhum, ele reencontra Júlia, que quando jovens eles tiverem um breve contato, mas nesse novo encontro poderá iniciar uma nova relação que talvez tanto ele quanto ela possam curar as feridas que ambos trazem de suas vidas.
Durante as reformas em Wharton Park, Kit encontra um diário, que pertence a família da Júlia, e através desse diário que a autora nos introduz ao casal do passado, e aos poucos irá nos revelando a ligação que ocorre com o presente.
No passado conhecemos Harry Crawford, filho dos proprietários de Wharton Park, um rapaz que vive um dilema, por imposição do pai ele terá que ir a guerra, porém sua real vontade é seguir a carreira artística, mas para não contrariar ele aceita o fardo, nesse meio tempo aparece Olivia, uma jovem cheia de vida, inteligente e com uma personalidade encantadora, e Harry sente atraído por ela, e talvez por motivos que considero egoístas, ele a pede em casamento e a partir desse momento do livro, minha leitura torna-se desconfortável paralelamente as mudanças na vida da Olivia.
Acho que o Harry foi o personagem mais irritante que pude ler até agora, por ser um homem sem atitude, e quando tomava alguma sempre eram pelos motivos errados, mas se analisar Harry pela educação que ele teve acaba compreendendo suas atitudes, porém torna-se impossível aceita-las.
A primeira atitude errada de Harry, foi ter casado com a Olivia pelos motivos errados, por não gostar tanto dela, ele não se preocupou nenhum pouco com os sentimentos, e Olivia encarou o casamento achando que seria algo diferente, porém já teve sua primeira decepção na lua de mel, depois de um tempo se acertaram, porém ele foi para guerra, deixando Olivia responsável por uma enorme propriedade que era Wharton Park, depois de um bom tempo voltou da guerra, e retomaram um casamento, para logo em seguida ele novamente voltar para guerra, e para piorar se apaixonar por alguém, deixando Olivia sozinha novamente, e nesse meio tempo ela teve duas gravidez interrompidas.
Para concluir melhor, ele casou com uma mulher que não amava, deixou Olivia sozinha esse tempo todo, além de se apaixonar por outra pessoa, que também não teve coragem de assumir, voltou para Olivia forçou um casamento, já que Olivia várias vezes perguntou se tinha algum problema e em nenhum momento do livro (pelo menos não senti) Olivia o obrigou a ficar casada com ele, mas depois de tudo isso ela ainda descobriu esse relacionamento dele, e uma única atitude errada da Olivia, a autora a condenou a ser uma pessoa má, e martirizou Harry, como um personagem que nunca conseguiu felicidade????
Em primeiro lugar, Harry nunca conseguiu a felicidade porque ele é um homem fraco e sem atitude, e prejudicou a vida da Olivia totalmente, e essa fraqueza, também trouxe consequências dolorosas no presente.
Acho que o maior erro da autora, em minha opinião, ela não ser convincente, os motivos da condenação de Olívia foram muito fracos, e a tentativa a redenção de Harry foram contraditórios, porque no fundo, você entende a atitude de Olivia, mas em nenhum momento você compreende ou aceita as atitudes de Harry.
E foi no momento dessa primeira defesa em relação a Harry feita pela autora, que parei de ler o livro e retornar dois meses depois, até porque ainda tinha o romance de Júlia e Kit, que até o momento era encantador, o desenvolvimento do relacionamento dos dois me prendeu, mesmo depois de uma atitude de Júlia, que a fez abandonar Kit, num determinado momento, que em minha opinião novamente, achei bastante contraditória e desnecessária, mas ao mesmo tempo instigaram a minha curiosidade para saber como seria a conclusão dessa relação, até porque Kit foi um grande homem, que realmente ele ajudou muita mais na recuperação de Júlia, porém a atitude de Júlia errada deixou o personagem de Kit mais forte, realmente é um livro bastante contraditório.
Conclusão: Não entrei em muitos detalhes no decorrer da resenha, porque para assíduos em romance, poderiam descobrir as ligações e os segredos que é o ponto alto do livro, e também porque quis fazer uma resenha bastante pessoal, porque não saberia descrever esse livro de outra maneira, que durante a leitura me provocou variadas reações, e por isso reafirmo é uma obra prima da autora Lucinda Riley, mas fico sem saber se os critérios que ela usou para tomar as decisões tanto de atitudes dos personagens, quanto da própria autora de defender um personagem como Harry, que ela nos mostrou tão claramente cheio de atitudes erradas que praticamente devido a elas, prejudicou várias pessoas, foi proposital ou simplesmente realmente foi uma escolha pessoal.
Posso dizer que Casa das Orquídeas é um livro pessoal, que com certeza indico para leitura, para tirarem suas próprias conclusões, as minhas foram que Olivia foi a grande mártir do livro, que Harry é um personagem humano, que Júlia é daquelas pessoas que apesar de todas as suas desilusões ela conseguiu a felicidade, que quase perdeu, e Kit é um verdadeiro herói romântico.
Resumindo continuo confusa com a maneira que a autora conduziu a história e os personagens, por isso esse livro é muito pessoal, acho que uma grande maioria dos leitores terá a minha reação, mas esse é uma questão pessoal, que será interpretado de acordo com a maneira de pensar de cada um.
 




Direção: Neil LaBute

Elenco: Aaron Eckhart (Roland Michell)
Alexi Kaye Campbell (Auction Director)
Anna Massey (Lady Bailey)
Barbara Pierson (Mrs. Cammish)
Jennifer Ehle (Christabel LaMotte)
Jeremy Northam (Randolph Henry Ash)
Lena Headey (Blanche Glover)

Sinopse: Em Londres Roland Michell (Aaron Eckhart), um americano que é um estudioso em literatura inglesa do século XIX, encontra fortes indícios que em meados do século XIX houve uma ligação amorosa entre Randolph Henry Ash (Jeremy Northam) e Christabel LaMotte (Jennifer Ehle), dois poetas vitorianos que eram casados e, segundo a história oficial, nem se conheciam. Assim, se as suspeitas de Michell se confirmassem, ficaria provado que estes dois poetas, que tinham reputação de ter uma vida exemplar, na verdade eram adúlteros. Assim Michell vai até o encontro de Maud Bailey (Gwyneth Paltrow), uma jovem pesquisadora, para ajudá-lo a confirmar sua teoria. Inicialmente ela o recebe com uma certa dose de incredibilidade, mas gradativamente surgem novos fatos, fazendo Maud e Roland mergulharem de cabeça, pois fica claro que Christabel era bissexual e estava também envolvida com Blanche Glover (Lena Headey). Ao investigarem o romance de Ash com LaMotte também se vêem envolvidos, mas com dificuldades de consumar este amor.




PRÓXIMO LANÇAMENTO DA AUTORA

Autores: Lucinda Riley
Titulo: A Luz Através da Janela
ISBN: 9788581631141
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 544
Formato/Acabamento: 16x23x3,5
Peso: 0.761 kg
Preço Sugerido: R$ 29.90
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE

Sinopse: A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.
 

12 comentários

  1. Parabéns pela resenha Pati! Estou ansiosa para ler A Casa das Orquídeas e espero não me decepcionar. Beijo!

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  2. Oi Pá!

    Confesso que pulei para as considerações finais, pois ainda não li o livro.

    Acho que de todas as resenhas que li desse livro, não lembro de alguma negativa, todas falavam bem da história.

    Eu acredito que vou gostar do enredo, mas só quando ler que vou descobrir kkkk

    Bjs!

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  3. Não acredito no que eu li... Esse é o livro da minha vida, o melhor livro que li em muito tempo. Claro que também por motivos pessoais! Kit, a Kit... Sou apaixonada por ele e pelas atitudes dele!! E Harry? Bem ele não é o pior na minha opinião, mas é um idiota... Boa resenha, mas sem sua emoção de sempre. O que eu entendo. A resenha sempre reflete o nosso estado de espírito com relação ao livro, por isso nunca me guio totalmente por resenhas, e sempre procuro ler mais de uma para comprar o livro, a não ser claro que eu me identifique com capa, sinopse e resenha na hora... Ai compro de imediato... Uma pena vc não ter mergulhado nele como eu mergulhei...

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  4. Huum, difícil decidir, não seu se estou num bom momento para ler um livro como esse, ando meio impaciente, vai q eu rasgo o livro no meio??? kkkk
    Mas adorei a resenha e tbm o filme, não conhecia, colocarei ambos na lista (livro e filme) e verei quando estarei preparada para ler ^^

    Beijos amigaaa!!!

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  5. Faz tempo que espero essa resenha. O livro me atraiu desde o lançamento, inclusive já comprei, mas quando conversamos e vc me disse que tinha parado resolvi esperar para ler. Temos opiniões parecidas e sinceramente tenho medo de ler e me decepcionar com ele... prefiro esperar o meu momento.
    Não gostei da atitude do Harry e acho que isso vai impactar minha leitura negativamente; sou muito chata com algumas situações.
    Senti falta das montagens que amo, mas entendo bem o que a falta de tempo pode fazer. Por outro lado você citou um filme que amo: Possessão é delicioso demais!!
    Bjkas!
    Monique Martins
    @moniquemar

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  6. Eu comprei esse livro há uns 3 meses, e sempre deixava ele pra depois, eu tenho uma tradição em todo inicio de ano ler um livro, e resolvi ler a Casa das Orquideas, voce colocou uma frase bem verdadeira, esse livro nos faz ter várias emoções: do amor ao ódio !!Fiquei triste por Harry não saber a verdade,mas entendi a atitude de Olivia, visto que ele tinha destruido a vida dela de certa forma.,mas a Lidia foi a mais prejudicada, vi que o llivro chegou bem perto do que é o ser humano e ate onde ele vai para tentar ser feliz com alguem !!! Amei a historia!!

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  7. Acabei de ler o livro e compartilho da opinião da autora da resenha. Exceto, quanto a atitude de Harry. Gente! é a atitude mais comum que os homens de uma modo geral tomam em relação as suas grandes paixões. Ou seja, o dever vence o amor. Ou que não sabe que os homens casados sempre ficam com suas esposas e deixam suas amantes? Geralmente o amor de suas vidas. Então, era previsível que ele não deixaria sua vida na Inglaterra por Lídia. Era evidente. Se a autora fizesse ao contrário, eu pararia de ler o livro na hora, poque ficção tem limite. Adorei o personagem de Harry, ele é humano, é real. Romântico e irreal é o Kit, o "bom demais pra ser verdade". Enfim, gostei do livro, mas é mais um romance açucarado e cheio de clichês.

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  8. Eu li, há um ano, uma resenha sobre esse livro e foi ela que me induziu a comprá-lo, mas daí eu acabei guardando e guardando até chegar janeiro desse ano (eu acho) foi quando eu finalmente peguei pra ler. E eu só tenho uma coisa a dizer: foi uma das melhores coisas que eu já fiz. O livro é exatamente como você disse, aliás, escreveu muito bem sobre um livro que eu acho completamente difícil de falar, HAHAHA. O livro é incrível e é realmente, Olivia foi quem mais sofreu... para os curiosos, recomendo que o baixem primeiro para dar uma olhada:
    http://portugues.free-ebooks.net/ebook/A-casa-das-orquideas

    Ótima resenha!

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  9. Uau! Que história!
    Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! Amei a maneira que vc usou para se expressar, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
    www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  10. triste pensei que seria de diferente......

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  11. estava gostando mais depois que li a resenha não gostei... :-(

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