RESENHA: DIZEM POR AÍ... - JILL MANSELL

quinta-feira, 15 de novembro de 2012



Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630137
Ano: 2012
Páginas: 432
Tradutor: Sayuri Arakawa

Sinopse: O namorado de Tilly Cole acaba de se mudar do flat deles com metade de suas coisas. Sem nada para prendê-la, Tilly decide rapidamente morar mais perto de sua melhor amiga, Erin, em um vilarejo minúsculo em Cotswolds. Lá, Tilly é contratada no mesmo momento como faz-tudo em uma empresa de design de interiores. 
Para sua surpresa, a cidade pequena transborda escândalo, sexo, fofoqueiros e boatos, focados basicamente em Jack Lucas, o homem lindo de muita classe e melhor amigo de seu chefe. 
Todos falam para Tilly ignorar o encanto por Jack, que ela será apenas outra em sua cama se ela se deixar levar; mas Tilly, que trabalha ao lado de Jack, enxerga uma parte carinhosa e cuidadosa dele que não é revelada à cidade.
É impossível que ele seja a mesma pessoa de quem todos falam. Ou é possível? Tilly deve separar os fatos da ficção e seguir seu instinto neste divertido romance moderno.

Resenha
Imagine voltar do trabalho e descobrir que seu marido (Ok, não marido oficialmente, mas ainda assim, a pessoa com quem você divide uma vida.) foi embora, levando todas as suas coisas, inclusive o capacho da porta. Pois é, a maioria das mulheres ficaria desolada, mas não foi assim com Tilly Colle, talvez porque ela já esperasse uma atitude dessas, ou talvez porque ela realmente quisesse que isso acontecesse.

“(...) Ele havia deixado a carta sobre a lareira. Gavin era totalmente previsível. Com certeza, ele havia consultado alguma especialista em etiqueta: ‘Cara Srta. Boas Maneiras, estou planejando abandonar minha namorada. Qual a melhor forma de explicar isso á ela?Ao que a Srta. Boas Maneiras teria respondido: ‘Querido Gavin, meu Deus, coitadinho! Em uma situação como essa, o procedimento correto é transmitir toda a informação necessária em uma carta escrita à mão – não em um E-mail e, por favor, nunca em uma mensagem de texto! – e deixá-la bem em cima da lareira, onde não poderá ser ignorada. (...)”

Mas como até mesmo um pé na bunda te impulsiona para frente, Tilly resolve radicalizar. Decide mudar sua vida, ela acaba indo morar em uma pequena cidade do interior chamada Roxborough. Bom, não era uma mudança definitiva, apenas algumas semanas para espairecer, já que sua melhor amiga Erin mora na cidade, mas como obra do destino, Tilly acaba encontrando um anuncio no jornal local oferecendo uma vaga para um emprego "divertido". Intrigada com o anuncio ela resolve ligar para descobrir mais detalhes. O "emprego divertido" trata-se de trabalhar como "faz-tudo" para um conhecido designer de interiores da cidade chamado Max, que além de ter uma filha adolescente é gay assumido.

“(... )Garota faz-tudo, emprego divertido em casa de campo, 200€/semana. Era só isso, curto e direto. Tilly imaginava o que eles queriam dizer com a expressão "emprego divertido". Afinal, algumas pessoas podem classificar Ministro da Fazenda como um emprego divertido. (...)”

Sem dinheiro para continuar pagando o aluguel de seu apartamento em Londres, e sem a mínima vontade de voltar para a sua antiga vida, Tilly resolve aceitar o emprego.

Logo no seu primeiro dia de trabalho ela conhece o melhor amigo de Max, o Jack Lucas que é o cara mais lindo que ela já tinha visto na vida, o tipo atlético e sedutor, que faria qualquer mulher cair aos seus pés, bom, e é isso que elas fazem, pois mesmo antes de conhecê-lo ela já havia sido alertada sobre a reputação do rapaz na cidade. O sonho de todas as mulheres da cidade é ter uma chance de sair com Jack, não só sair, mas conquista-lo, é praticamente uma disputa explicita para decidir qual garota ganhará o coração do atraente rapaz.

Decidida a manter distancia dessa disputa e não ser mais um troféu em sua prateleira, Tilly se vê em uma situação um tanto quanto surreal, tendo que resistir bravamente aos encantos e o charme do insistente Jack.

“(...) Em um dia normal, ela teria depilado as pernas sem problemas em dois minutos, mas hoje... Ok, talvez porque estivesse determinada a deixá-las sedosas e macias ao extremo, ela havia se cortado meia dúzia de vezes com o aparelho de barbear, e no final parecia o banho de Psicose. (...)”

Jack, inconformado por Tilly não ter caído na armadilha de seus encantos, ele foca todo o seu poder de sedução nela, deixando-a em um conflito de emoções e em uma perigosa situação.

Mas o que poucos sabem é que por detrás da mascara de garanhão da cidade, existe um homem machucado pela vida, que busca apenas o amor verdadeiro.

Bom, eu tenho um grave problema de SEMPRE julgar o livro pela capa, é serio, normalmente um livro que a capa não me chama a atenção acabo ignorando, eu sei que é errado, e muitas vezes julgo mal, como foi o caso de "Dizem por aí. Ao olhar a capa pensei, "ixi, mas um chick-lit fraquinho e super cliché.", mas desde a primeira pagina eu me diverti horrores, é uma leitura leve e fácil, é complicado não gargalhar sozinha durante a leitura, por isso, fica a dica aqui: não leia no trem, ônibus ou no pátio da escola, a maioria das pessoas vão achar que você é meio maluco. hehehehe.

O livro é tão absurdamente fantástico que depois que você começa, é praticamente impossível controlar, tanto a leitura como também as constantes gargalhadas.

"Dizem por aí..." tem o maior numero de personagens ativos que um livro pode ter, não existem secundários, todas as historias acontecem paralelamente e contribuem para o contexto geral do livro, não tem como escolher um personagem favorito, você acaba se apaixonando por todos, sem exceções, pois até mesmo a vilã é cruelmente encantadora.
O livro é escrito em terceira pessoa, portando você consegue ter uma "visão" clara de todos os personagens e suas peculiaridades.

Outro ponto importante da historia é a homofobia, um assunto bastante polemico que foi abordado sutilmente pela autora, expondo todas as dificuldades de quem se assume gay.
Publicação da Editora Novo Conceito, é mais um livro perfeito, nunca pode se esperar menos da editora né?!?!?! Uma capa bem ao estilo chick-lit, com um conteúdo incrível e impecável (sem erros de revisão, que eu tenha notado).

Jill Mansell conseguiu manter um historia leve, prendendo a atenção do leitor do inicio ao fim, é quase uma compulsão, depois que você começa, não tem como parar, é paixão na certa, eu o li em 3 dias.

Só posso dizer que Jill Mansell ganhou uma fã, o livro já foi para a minha estante de favoritos com cinco estrelinhas, é claro, e estou super empolgada para ler os outros livros dela. Para quem não sabe ela também é a autora de "Uma Proposta Irrecusável.".

Sobre a autora:
Jill Mansell já vendeu mais de cinco milhões de livros ao redor do mundo. A autora Best-seller cresceu em Cotswolds e estudou na Escola William Romney em Tetbury. Depois de trabalhar na Burden Neurological Hospital em Bristol por muitos anos, em 1992, ela torna-se uma escritora em tempo integral. Na verdade, não é bem assim; ela assiste televisão, como balas de frutas, admira os jogadores de rúgbi que treinam no gramado esportivo atrás da casa dela e passa horas na Internet maravilhada com o fato de tantos escritores terem blogs. Apenas quando ela não tem mais nada para fazer é que ela escreve. Ela mora com seu companheiro e seus filhos em Bristol.

1 comentários

  1. Parabéns pela resenha Géssica! Estou ansiosa para ler Dizem Por Aí! Beijo!

    www.newsnessa.com

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