RESENHA: A FILHA DA FEITICEIRA - PAULA BRACKSTON

segunda-feira, 29 de abril de 2013



Título Original: The Witch’s Daughter
Tradução: de Fal Azevedo
Gênero: Literatura Estrangeira, história, magia.
Editora: Editora Bertrand Brasil
Páginas: 448 páginas
Preço sugerido: R$ 49,00
ISBN: 978-85-286-1632-3
SKOOB: CLIQUE AQUI

Sinopse: Uma saga de inocência, entremeada de fantasia.

Meu nome é Elizabeth Anne Hawksmith, tenho 384 anos. Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras.

Estreia de Paula Brackston no Brasil, A Filha da Feiticeira é uma história repleta de magia e feitiçaria, ideal para aqueles que buscam uma trama fascinante. O livro é maravilhosamente escrito, possui personagens bem-construídos e uma trama que prende o leitor até o fim.

Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.

Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.

A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.

“Em seu livro de estreia, Paula Brackston cria uma agradável fantasia histórica, mesclando as experiências da feiticeira imortal Elizabeth Anne Hawksmith e sua vida nos dias atuais. As aventuras de Bess são fascinantes.” (Publishers Weekly).

“O leitor não vai querer largar A filha da feiticeira. Cercada por feitiçarias e atravessando quase quatro séculos de história, uma heroína corajosa luta contra um poderoso vilão. O livro cativa e prende desde o início.” (Marie Claire).

“Uma estreia com personagens bem-construídos e enredo instigante. A mistura perfeita de ficção histórica e fantasia.” (Booklist).

Paula Brackston vive nas florestas do País de Gales e é formada em escrita criativa pela Universidade de Lancaster, Inglaterra. 

Em 2007, foi finalista do prêmio Crème de la Crime para novos autores. 

Em 2010, seu livro Nutters (escrito sob o pseudônimo de P. J. Davy) foi finalista do Mind Book Award. A Filha da Feiticeira é sua estreia no Brasil.
Site da Autora: CLIQUE AQUI

RESENHA



Quando vamos a alguma livraria para ver algum livro para adquirir e comprar, na grande maioria das vezes o que chama a atenção é a capa, depois da capa você confere a sinopse, e se gostou do que leu, você irá adquirir o livro. No caso com o livro A Filha da Feiticeira foram esses conjuntos de fatores que fizerem decidir solicitar a Editora Bertrand o exemplar.

Depois chega o outro momento, a expectativa da leitura de um livro com uma capa belíssima e uma sinopse atraente, e no decorrer da leitura e que vemos que muitas vezes uma capa e uma sinopse estão à altura da narrativa.

Não sou de criar expectativas de livros que não conheço a autora, então quando comecei a ler A Filha da Feiticeira constatei que não é um livro de superar expectativas, pois nem a sinopse ou a capa puderam demonstrar  o que você encontrar em suas páginas.

Não é apenas uma história de uma feiticeira e seus infortúnios através dos séculos, mas uma narrativa que leva o leitor a uma viagem no tempo, e constatar que fatos, ou melhor, erros do passado se repetem da mesma forma e padrão nos dias atuais.


Elizabeth Anne Hawksmith é uma feiticeira imortal, devido sua ligação com um poderoso feiticeiro, Gideon, ela vaga pelos séculos... Sem família e amigos, além de ter que fugir desse feiticeiro, já que a persegue com intenção de unir-se através do poder que a magia dela pode conceder a ele.


O inicio da leitura é Elizabeth nos tempos atuais, no caso no ano 2007, se estabelecendo em uma nova cidade, Willow Cortage, ela vive comercializando suas ervas de chás, óleos, sabonetes entre outros produtos naturais preparados por ela. Nessa nova cidade ela conhece uma menina chamada Tegan.


Tegan é uma menina aparentemente solitária, também nova cidade, tem poucos amigos e uma mãe ausente, devido a isso se apega a Elizabeth,  porém Elizabeth está receosa nessa nova amizade, além dos segredos da sua vida, tem a perseguição de Gideon, que sempre quando ela a encontra atinge as pessoas em sua volta.


Mas Tegan é insistente e Elizabeth também é uma mulher frágil e carente, irá aceitando aos poucos a nova amizade, e por isso Elizabeth sente-se a vontade de contar sua história, apesar de que inicialmente ela não revela a Tegan que a personagem da história era a própria Elizabeth.

Um aspecto que adorei foi a divisão que a autora fez no presente e do passado e ao mesmo tempo intercalando ambos.

Elizabeth é praticante da religão neopagã, Wicca:
"É uma religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural (como a magia) e os princípios físicos e espirituais masculinos e femininos que integram a natureza, e que celebra os ciclos da vida e os festivais sazonais, conhecidos como Sabbaths, os quais ocorrem, normalmente, oito vezes por ano.”
E a divisão do livro quando ocorre no ano de 2007 é feita através de quatro Sabbaths, as festas pagãs, pois Elizabeth está se preparando para algo maior que acontecerá na festa de Samhain. Essa divisão também significa o motivo da narrativa contada do passado que caracteriza por meios desses fatos históricos ensinamentos tanto de magia, como também os caminhos de vida decididos por Elizabeth e todos os acontecimentos históricos que tiveram grande influência em sua vida e que servirá de ensinamentos para Tegan.


O primeiro Sabbath apresentado no livro é Imbolc (no livro está Imbolg, nas minhas pesquisas vi que também estava certo):
“IMBOLC ou CANDLEMAS - 01 de Agosto (hem. sul) / 01 de Fevereiro (hem. norte)Este Sabbath é dedicado à Deusa Brigit, senhora da poesia, da inspiração, da cura, da escrita, da metalurgia, das artes marciais e do fogo. O Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família.Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. Esse é o também chamado Festival das Luzes, em que se acendem velas por toda a casa, mais especialmente nas janelas, para anunciar a vinda do sol e mostrar ao menino Deus seu caminho.” (retirado da artigo ABC do Paganismo, clique aqui)
O significado do Sabbath tem relação tanto com o período atual quanto a sua história do passado que é contada. No presente por ela ter conhecido Tegan, o que significa juventude, relações pessoais, amizade e família, e em relação à última principalmente já que Tegan lembra muito sua irmã caçula, o que induziu ainda mais a abrir uma porta para uma relação fraternal com Tegan.


A história do passado é sobre a adolescência de Bess (apelido de Elizabeth) se passa no ano de 1929 na cidade de Batchcombe, e também onde conheceu Gideon Masters, e pode assim dizer começou sua maldição. Elizabeth já adolescente apresentava indícios à magia mesmo sem ela ter conhecimento. Sua mãe era que poderíamos chamar de curandeira, e já utilizava as poções e outros dons para curar e ajudar pessoas. Bess tinha uma vida feliz com a irmã caçula, seu irmão mais velho e seu pai, eram pessoas simples do campo.


Porém tudo se transformou depois que uma peste assolou a vila, e acabou dizimando várias pessoas inclusive sua família. Porém, tem alguns aspectos interessantes que podemos tirar desse período.

Talvez seja a parte mais estática do livro, toda a história do dia a dia de Bess e de sua família poderia ter sido mais dinâmica, foram muito detalhes, que às vezes tornava a leitura cansativa, mas também tinha o seu propósito, a autora quis nos situar para os acontecimentos que estavam por vir...

Depois de ter passado a peste, as pessoas estavam fragilizadas por perderem seus entes queridos, e com isso muitas vezes perderem suas fontes de rendas, o que ocasionou um desespero geral. E coincidente nesse período começou um época intitulada “Caça as Bruxas”, tem um passagem no livro durante o julgamento da mãe de Bess que talvez algumas pessoas identifique como algo muito atual, as pessoas estão desesperadas e se apegam a qualquer coisa para consolar e procurar respostas onde não conseguem encontrar, ou até mesmo, julgar as pessoas ou acusa-las de algo para tentar seu conforto próprio, não quero criar polêmicas e nem dar uma de juiz em condenar religiões, mas leiam a citação abaixo e retire suas próprias conclusões.


Outro aspecto interessante também foi um diálogo entre Bess e William (ele tinha interesse em Bess, mas nunca se consumou pelo fato de serem de níveis sociais diferentes), e que explicita que os governantes para tirarem o peso da responsabilidade, ou até tentar explicar o inexplicável, instigam a ignorância do povo e se convertem a crenças religiosas mais por interesses próprios do que por acreditar em alguma causa realmente.

Mas o importante para narrativa, e o fato marcante nessa passagem foi o encontro de Bess e Gideon Masters e esse convívio um tanto forçado. Também descobrimos um pouco de Gideon, um feiticeiro antigo que se encantou com o poder de Bess. Nas minhas pesquisas e conversas com pessoas que gostam desse assunto de que não existe magia ruim, e sim a maneira de como a utiliza, e posso dizer que Gideon não era um feiticeiro com boas intenções.


Mas o importante para narrativa, e o fato marcante nessa passagem foi o encontro de Bess e Gideon Masters e esse convívio um tanto forçado. Também descobrimos um pouco de Gideon, um feiticeiro antigo que se encantou com o poder de Bess. Nas minhas pesquisas e conversas com pessoas que gostam desse assunto de que não existe magia ruim, e sim a maneira de como a utiliza, e posso dizer que Gideon não era um feiticeiro com boas intenções.

A relação dos dois mesmo com tantos interesses escusos de Gideon, vimos que Bess se apaixonou por ele, ou como induz o livro, pode ser o efeito da poderosa magia de Gideon. E a não aceitação de utilizar a magia da forma que Gideon idealiza, fez Bess pagar um preço por negar unir-se a ele. E desde essa época ele a segue através dos séculos.



Após essa parte, a narrativa retorna os presente e conduz para o próximo sabbath denominado Beltane:
"BELTANE - A FOGUEIRA DE BELENOS - 01 de Novembro (hem. sul) / 01 de Maio (hem. norte). Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabbaths. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada "Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando  os sob a proteção dos Deuses. É costume na Wicca jamais se casar em Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa." (retirado da artigo ABC do Paganismo, clique aqui)
Nessa etapa Elizabeth nos mostra todos os rituais referentes a esse sabbath, e a autora sempre relaciona características desse sabbath com o momento atual tanto de Elizabeth quanto de Tegan.


Nesse período acontece uma ruptura entre Tegan e Elizabeth, já que Tegan está iniciando um relacionamento com uma pessoa, o que afasta um pouco de Elizabeth, que ao mesmo tempo estava se acostumando com a companhia de Tegan a ponto de querer passar seus ensinamentos de feitiçaria para Tegan.


Mas apesar do estremecimento da relação, Elizabeth conta outra parte de sua vida, que ocorre em Londres no ano de 1888, nesse período ela usa o nome de Eliza, apesar de ter outro fato histórico, já que foi na época do assassino Jack, O Estripador, entre outras crises sociais que aconteciam em Londres. Mas talvez nessa época que a autora quis destacar ao leitor, foi como Gideon a encontra, e como consegue sempre aterroriza-la e entendemos também porque Elizabeth é tão reticente em fazer amizades.


Elizabeth é uma enfermeira, outro ponto a destacar nessa fase, é que demonstra bem o que significa utilizar uma magia considerada boa, mas com a intenção errada ela se tornou ruim.


Temos também um romance entre Eliza e Simon (irmão de uma paciente) e sentimentos também toda a carência afetiva de Elizabeth, a falta que a família faz, a solidão de ter que ficar sozinha durantes séculos, a vontade de ter amigos, e construir uma família, ou até mesmo de um relacionamento amoroso.


Elizabeth é diretamente relacionada aos crimes do Jack, O Estripador, já que as vítimas eram conhecidas de Elizabeth, essa parte foi bem interessante, pois tínhamos vários suspeitos que poderiam ser o Jack, O Estripador, então certo suspense nessa parte da narrativa.

Esse período foi bastante instigante, envolvente e revelador em vários aspectos, e como sempre Elizabeth sofreu nas mãos de Gideon novamente.



Depois inicia um novo sabbath denominado Litha:
"MIDSUMMER - LITHA - 21 de Dezembro (hem. sul) / 21 de Junho (hem. norte). Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano (solstício de verão). O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Na noite de Midsummer, fadas, duendes e toda a sorte dos elementais correm pela Terra, celebrando o fervor da vida. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Nos tempos antigos, a data era comemorada com jogos e festivais, onde o corpo e o físico eram reverenciados." (retirado da artigo ABC do Paganismo, clique aqui)
Nessa fase é uma preparação para o final do livro, e algumas revelações para Tegan e Elizabeth, e novamente a autora relaciona elementos do sabbath com a narrativa mostrada, principalmente a história passada que será contada por Elizabeth.


Na fase atual, Elizabeth está se preparando totalmente para Samhaim que tanto para ele, e para Tegan, onde acontecerá sua iniciação para os elementos da magia.

Mas Tegan está perdidamente apaixonada pelo garoto, e deixando Elizabeth incomodada, já que Tegan ao mesmo tempo mostra interesse no aprendizado, porém sua concentração está em outro lugar, dificultando mais uma vez a relação.

Mesmo Elizabeth estando desconfiada de algumas coisas, ela decide compartilhar novamente sua história com Tegan,  e remete ao leitor outra viagem ao tempo, no período da Batalha de Passchendaele no ano de 1917.


A autora nos remete para o meio da batalha, já que Elisie é a enfermeira e responsável pelos enfermos em estado crítico, área que foi intitulada como Tenda da Evacuação, a autora com delicadeza nos conduz ao lado humano da guerra, todo o sofrimento dos homens que lutam e perdem suas vidas ou muitas vezes ficam mutilados e podem contar com a caridade humano para não se sentirem sozinhos e longes de suas famílias, e mesmo assim existe um sentimento de fraternidade entre eles por  um motivo cívico em defender o seu país.


Mas apesar da guerra ser o pano de fundo, o destaque dessa fase por mais antagônico que seja, é o romance. Elizabeth realmente vive um grande amor durante a guerra.

O tenente Carmichael,  era um homem diferenciado por isso essa atração mútua entre os dois, no decorrer da narrativa descobrimos que Archie  (Tenente Carmichael) é uma pessoa bem peculiar.


Ele tem uma sensibilidade e com isso consegue enxergar Elizabeth de uma maneira que ninguém jamais a viu, e com isso consegue ser ela mesmo, sem segredos e desconfianças, e eles vivem um intenso relacionamento, com grandes planos para o futuro já que ele a aceitou e a entende como ela é.


E tem até cenas sensuais e adultas que não tivemos no decorrer do livro, apesar de Elizabeth ter afirmado que já tinha outras experiências com outros homens, nesse período vemos uma relação completa de Elizabeth.

Confesso que foi a passagem do livro que mais gostei, sobretudo como a autora conseguiu transpor sentimentos dos personagens em poucas páginas. Além de nos mostrar sentimentos nobres em plena guerra.


* As imagens do casal retiradas do filme A Batalha de Passchendaele
E após esse período estamos encaminhando ao final do livro, e inicia a preparação para o próximo sabbath intitulado Samhain, e popularmente conhecido como Halloween:
"SAMHAIN - HALLOWEEN - 30 de Abril (hem. sul) / 31 de Outubro (hem. norte).Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces, além de muitas brincadeiras, danças e músicas. Antigamente, as pessoas colocavam abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain.Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e o mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa." (retirado da artigo ABC do Paganismo, clique aqui)
Acho que o sabbath sintetiza bem a fase final do livro, Elizabeth se prepara o grande confronto de Gideon, e ao mesmo tempo a autora nos passa o verdadeiro significado desse sabbath que por mais que a palavra morte seja a característica, mas na verdade significa uma nova vida.

Nessa fase não tem muito que escrever, já que será realmente o fim da perseguição de Gideon, e Elizabeth realmente se livrará da perseguição de séculos, ou realmente nunca foi a intenção de Elizabeth terminar com Gideon, na verdade ela pretende tomar outra atitude.

Que posso dizer que o final é condizente com toda a história do livro, e nessa fase temos várias passagens referentes à magia. Posso dizer que o livro iniciou com magia e terminará com ela.

Conclusão:
Não podia deixar de fazer uma resenha extensa, pois o livro é cheio de elementos interessantes, que talvez em apenas um resumo geral não pudesse expressar.

Se apenas escrevesse a história de uma feiticeira e seus infortúnios seria injusta com o livro, pois o livro é muito mais do que isso, é uma viagem ao tempo bem fundamentada e estudada pela autora. 

O livro traz fatos atuais com uma roupagem de época, com elementos de magia para caracterizar o certo e o errado, e também sobre amizade, amor e família.

Realmente eu adorei o livro, foi uma das minhas melhores leituras desse ano, e já faz praticamente um mês que terminar de ler, e a narrativa, os personagens e os acontecimentos ainda está na minha memória.

É um livro que te faz viajar na magia do tempo, com elementos reais.

Queria agradecer muito a Ana do blog IcultGen por disponibilizar o e-book que foi escrito por ela, “ABC do Paganismo” que está disponível para download – clique aqui   (mas por favor comentem no post do e-book). Para quem tiver interesse de saber mais a fundo sobre o assunto do livro indico a leitura, já que a minha resenha foi muito superficial referente à doutrina Wicca.


O próximo lançamento da autora Paula Brackston
 (sem previsão de lançamento)

A Feiticeira de Inverno


Na cidade em que vive, no início do século XIX, não há ninguém como Morgana. Ela é bonita e atrai pretendentes, mas é bastante diferente das outras garotas. Apesar de sua mente sagaz, Morgana não fala desde sua infância. Seu silêncio é um mistério, assim como sua magia: objetos que parecem se mover sobe seu comando, o azar que recai sobre as pessoas que lhe fazem mal. Pensando na segurança da filha, a mãe não vê a hora de Morgana se casar, e Cai Jenkins, um vaqueiro viúvo vindo de terra longínquas, que não conhece os rumores acerca da menina, parece ser a melhor escolha.

Depois do casamento, Morgana fica triste por deixar  sua mãe e desconfia de seu marido, que ela não conhece e a levará a iniciar uma nova vida longe dali, No entanto, a menina se apaixona pela fazenda de Cai e pelas montanhas que a cercam. Ali, onde frágeis humanos ficariam à mercê dos elementos naturais, a magia e a natureza selvagem de Morgana desabrocham. Cai se esforça para entender o ser lindo e um tanto selvagem que escolheu como noiva e, aos poucos, via ganhando o carinho dela.

Mas não demora muito para que a cidade onde a jovem foi morar comece a perceber o quanto ela é diferente. Lá, há alguém que não parará por nada até colocar toda a população contra Morgana, mesmo que isso custe a vida daqueles que são mais próximos a ela.

Em A Feiticeira de Inverno, Morgana precisará aprender a utilizar seus poderes para defender sua casa, seu marido e a si própria de males que chegam de todos os cantos, ou perderá tudo.




WICCA
Este pentáculo, usado como pingente, representa um pentagrama circunscrito, usado como símbolo da Wicca por muitos adeptos.
Wicca é uma religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural (como a magia) e os princípios físicos e espirituais masculinos e femininos que integram a natureza, e que celebra os ciclos da vida e os festivais sazonais, conhecidos como Sabbats, os quais ocorrem, normalmente, oito vezes por ano. Autoridades como Alex Sanders referem-se a ela como religião natural, "a mais antiga do mundo".  É muitas vezes referida como Witchcraft (em português: "bruxaria") ou the Craft por seus seguidores, que são conhecidos como Wiccanos ou Bruxos. Suas origens contestadas residem na Inglaterra no início do século XX, mas foi popularizada nos anos 50 por Gerald Gardner, que na época chamava a religião de "culto às bruxas" e "bruxaria", e seus seguidores "a Wica". A partir dos anos 60 seu nome foi normalizado para "Wicca".
A Wicca é uma religião politeísta, de culto basicamente dualista, que crê tradicionalmente na Mãe Tríplice e no Deus Cornífero, ou religião matriarcal de adoração à Deusa mãe. Estas duas deidades são muitas vezes vistas como faces de uma divindade panteísta maior, ou que se manifestam como várias divindades politeístas. A Wicca também envolve a prática ritual da magia, em grande parte influenciada pela magia cerimonial do passado, muitas vezes em conjunto com um código de moralidade liberal conhecida como a Wiccan Rede, embora não seja uma regra. Embora algumas tradições adorem o celta Cernunnos, símbolo da virilidade, e por vezes seja confundida com Satanismo, os wiccanos não creem em Lúcifer ou em Satã.
Existem diversas tradições dentro da Wicca. Algumas, como a Wicca Gardneriana e a Alexandrina, seguem a linhagem iniciática de Gardner; ambas são frequentemente denominadas de wicca tradicional britânica, e muitos dos seus praticantes consideram que o termo "Wicca" possa ser aplicado unicamente a elas. Outras, como o cochranianismo, Feri e a Tradição Diânica, tomam como principal influência outras figuras e não insistem em qualquer tipo de linhagem iniciática. Alguns destes não usam o termo "Wicca", preferindo "Bruxaria", enquanto outros crêem que todas estas tradições podem ser consideradas wiccanas. 

CAÇA ÀS BRUXAS
A caça às bruxas foi uma perseguição política e social que começou no século XV e atingiu seu apogeu nos séculos XVI e XVII principalmente em Portugal, na Espanha, França, Inglaterra (chamada de Normandia), na Alemanha, na Suíça em menor escala. As antigas seitas pagãs e matriarcais, de fundo e objetivo Político, eram tidas como satânicas, de domínio popular com objeto diferente do religioso, sendo organizações diferentes do que costumam pregar a Bíblia, Corão e outros livros santos, tendo uma conotação de domínio político de Poder. O mais famoso manual de caça às bruxas é o Malleus Maleficarum ("Martelo das Feiticeiras"), de 1486, note-se o nome de Martelo, observação de Mario Henrique Simonsen em Legitimação da Monarquia no Brasil, onde denota a expressão de Dom João quando voltava para Portugal, por exigência e partidos estranhos que se formavam em Portugal. Ele e sua família pereceram em Portugal e esperava que Pedro de Alcântara, reparasse a coroa portuguesa no Brasil, "antes que um aventureiro o fizesse".
No século XX a expressão "caça-às-bruxas" ganhou conotação bem ampla, sua verdadeira conotação se auto revelou se referindo a qualquer movimento político ou popular de perseguição política - arbitrária, com o objetivo de Poder, segundo M. H. Simonsen a minorias existentes ou imaginárias, muitas vezes calcadas no medo e no preconceito submetiam a maioria, no que hoje poderíamos chamar de Terrorismo, afirma M. H. Simonsen, como ocorreu, por exemplo, durante a guerra fria, em que os EUA perseguiam toda e qualquer pessoa que julgassem ser comunista, seja por causa fundamentada e comprovada e/ou não, por medo do Terrorismo. Dessa forma, teve lugar a caça às bruxas comunista dos EUA, como também ao sul no Brasil aos chamados Nazi-comunista por Getúlio Vargas, antes da Segunda Guerra Mundial, de 1922 a 1942 quando entrou na Guerra efetivamente ao lado dos aliados, em que esses elementos sabotavam as organizações militares e governamentais de forma geral, principalmente aos Bancos, para angariarem fundos, se infiltrando nelas, como diz M. H. Simonsen.
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JACK, O ESTRIPADOR
Jack, o Estripador (em inglês: Jack the Ripper) foi o pseudônimo dado a um assassino em série não-identificado que agiu no distrito deWhitechapel em Londres na segunda metade de 1888. O nome foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém que se dizia o criminoso.
Suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida como prostitutas. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado. Teorias sugerem que, para não provocar barulho, as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou oficiais da época a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatômicos ou cirúrgicos.
Os jornais, cuja circulação crescia consideravelmente durante aquela época, deram ampla cobertura ao caso, devido à natureza selvagem dos crimes e ao fracasso da polícia em efetuar a captura do criminoso — que tornou-se notório justamente por conseguir escapar impune.
Devido ao mistério em torno do assassino nunca ter sido desvendado, as lendas envolvendo seus crimes tornaram-se um emaranhado complexo de pesquisas históricas genuínas, teorias conspiratórias e folclores duvidosos. Diversos autores, historiadores e detetives amadores apresentaram hipóteses acerca da identidade do assassino e de suas vítimas.
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LIVRO DAS SOMBRAS
Ao contrário da Bíblia e do Qur'an, a Wicca não possui um texto sagrado, embora existam algumas escrituras e textos que várias tradições diferentes suportam como importante e influente para suas crenças e práticas. Gerald Gardner usava um livro contendo diversos textos em seus covens, chamado de Livro das Sombras, que ele usualmente adaptava. No Livro das Sombras, há textos retirados de várias fontes, incluindo o Evangelho das Bruxas (1899) de Charles G. Leland e obras do ocultista Aleister Crowley, que Gardner conheceu pessoalmente. Além disso, o Livro traz poesias escritas por Gardner e sua Alta Sacerdotisa Doreen Valiente, sendo o mais famoso "Carga da Deusa".
"O Livro das Sombras não é uma Bíblia ou um Alcorão. É um livro pessoal de magias que funciona para seu dono. Estou dando a vocês o meu para copiarem e começarem: para ganharem experiência descartando aqueles feitiços que não servirem e substituindo pelos seus próprios feitiços."
Semelhante ao uso de grimórios na magia cerimonial, o Livro contém instruções de como realizar rituais e feitiços, como também poesia religiosa e cantos como o Eko Eko Azarak a serem usados durante os rituais do mago. A verdadeira intenção de Gardner era que cada cópia do Livro fosse diferente, porque o aluno teria uma cópia próprio da que fosse de seus iniciadores, mas entre muitos adeptos do Gardnerianismo, especialmente nos Estados Unidos, todas as cópias são mantidas idênticas à versão que a Sacerdotisa Monique Wilson copiou de Gardner, sem alterar nada. O Livro das Sombras foi originalmente concebido para ser mantido em segredo aos não-iniciados na BTW, mas partes do livro foram publicadas por autores como Charles Cardell, Lady Sheba, Janet Farrar e Stewart Farrar.
 Hoje em dia, os adeptos de muitas tradições não-BTW adotaram também o conceito de Livro das Sombras, com muitos solitários mantendo suas próprias versões, feitiços, práticas, por vezes com material retirado da publicação do Livro das Sombras garderiana. Em outras tradições, no entanto, as práticas nunca são escritas em livro ou papel algum, significando que para elas não há necessidade de um Livro das Sombras. 
Querem saber mais sobre Bruxaria (clique aqui). 


TERCEIRA BATALHA DE YPRES
Data: 31 de julho de 1917 a 6 de novembro de 1917
Local: Passendale, Bélgica
Desfecho: Vitória táctica aliada; Insucesso operacional Aliado; Vitória estratégica Aliada
Intervenientes: Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul, França X Império Alemão.
Principais líderes: Douglas Haig, Hubert Gough, Herbert Plumer, John Monash, Arthur Currie, François Anthoine X Erich Ludendorff, Rodolfo da Baviera, Friedrich Bertram Sixt Von Armin

A Terceira Batalha de Ypres, também conhecida como Batalha de Passchendaele foi uma campanha da Primeira Guerra Mundial que opôs os britânicos, e os seus Aliados (canadenses, sul-africanos e as unidades ANZAC), ao Império Alemão. A batalha teve lugar na Frente Ocidental, entre Junho e Novembro de 1917, e o seu objectivo era controlar as zonas a sul e leste da cidade belga de Ypres, na região da Flandres Ocidental, como parte integrante de uma estratégia decidida pelos Aliados num conferência em Novembro de 196 e Maio de 1917. Passchendaele fica situada na última colina a leste de Ypres, a 8 km de um entroncamento ferroviário em Roulers, uma parte vital do sistema de abastecimentos do Quarto Exército alemão. A fase seguinte da estratégia Aliada era um avanço até Thourout – Couckelaere, para bloquear o caminho-de-ferro controlado pelos alemães entre Roulers e Thourout, que só ocorreria em 1918. As operações adicionais e o apoio britânico ao ataque da costa belga de Niewpoort, juntamente com um desembarque anfíbio, chegariam a Bruges e à fronteira holandesa. A resistência do Quarto Exército alemão, um clima muito húmido, o começo do Inverno e a mudança dos recursos franceses e britânicos para Itália, a seguir à vitória austro-germânica na Batalha de Caporetto, (24 de Outubro – 19 de Novembro), permitiu aos alemães evitar uma retirada geral, que lhes parecia inevitável em Outubro. A campanha terminou em Novembro quando o Corpo Canadiano capturou Passchendaele.  Em 1918, a Batalha de La Lys e a Quinta Batalha de Ypres, tiveram lugar antes de os Aliados ocuparem a costa belga e terem chegado à fronteira holandesa.
Uma campanha na Flandres era um assunto controverso em 1917, e assim continuou. O Primeiro-ministro britânico Lloyd George opunha-se à ofensiva tal como o general Foch, o Chefe-de-Estado francês.  O comandante britânico, marechal-de-campo Sir Douglas Haig, teve que aguardar aprovação para a operação na Flandres do Gabinete de Guerra até 25 de Julho. Algumas questões controversas entre os participantes na batalha, escritores e historiadores, incluem a visão de efetuar uma estratégia ofensiva após a malsucedida Ofensiva Nivelle, em vez de aguardar pela chegada dos exércitos americanos a França; a escolha da Flandres em vez de outras zonas mais a sul ou a Frente italiana; o clima e as condições atmosféricas na Flandres; a escolha do general Hubert Gough por Haig e o Quinto Exército para liderar a ofensiva; a forma de dar início ao ataque; o intervalo de tempo entre a Batalha de Messines e o ataque de abertura das Batalhas de Ypres; a influência dos problemas internos dos exércitos franceses na persistência dos britânicos na ofensiva; o efeito da lama nas operações; a decisão de continuar a ofensiva em Outubro com a mudança nas condições meteorológicas; e o custo das perdas humanas da campanha nos exército alemão e britânico. 

FILME: A BATALHA DE PASSCHENDAELE


Sinopse:  Ambientado no ápice da 1ª Guerra Mundial, Passchendaele conta a história do Sargento Michael Dunne, um soldado que foi brutalmente ferido na França e retorna a Calgary com cicatrizes emocionais e físicas. No hospital militar em Calgary, conhece Sarah, uma atraente e misteriosa enfermeira, por quem se apaixona. Quando o irmão de Sarah, David - que sofre de asma - se alista para lutar na Europa, Michael sente-se compelido a retornar à Europa para protegê-lo. Michael e David, como milhares de canadenses, são enviados para lutar na terceira batalha de Ypres (cidade no sudoeste da Bélgica, lugar onde aconteceram três grandes batalhas durante a Primeira Guerra Mundial) numa batalha contra possibilidades impossíveis, conhecida como "Passchendaele".

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7 comentários

  1. Oi Paty, ler sua resenha e todo o post em si foi muito esclarecedor. Sempre tive muita vontade e curiosidade de saber mais sobre este universo Wica. Sempre gostei de filmes e livros que contenham estes elementos e bruxas. Taí, um livro que me deixou bastante curiosa... Já adicionei na minha lista imensa de desejados. Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  2. Parabéns pela resenha Paty, brilhantemente construída e detalhada! Uau!! Nem preciso dizer que estou ansiosa para ler A Filha da Feiticeira, né? Beijo!

    www.newsnessa.com

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  3. Resenha linda Patthy! Eu estava esperando uma resenha para esse livro e decidir se compro ou não compro! Resumindo... Terei de comprar! Parece ser muito bem narrado, escrito e ambientado! Não tem nenhum triangulo amoroso chato! E fala de um assunto que eu adoro: magia! Claro que vou ler! E essa dica de filme? Gostei! Não conhecia e vou querer assistir! Linda resenha como sempre Patthy! Depois vc me pergunta porque eu não esqueço de você nem em sonho! hahahahaha

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  4. Amei sua resenha,já tinha lhe dito que queria muito e o livro e tu me faz uma resenha dessas?? de enlouquecer as pobres leitoras ???!!!

    quero demais ler o livro e ainda vou procurar o filme!!

    linda resenha filha adotiva!!!

    Aproveita e me dá o livro de presente,o dia das mães está chegando... kkkkkkk


    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  5. Nova por aqui virei a seguidora numero 2900 rsrs, gostei do blog, super completa sua resenha gostei dos detalhes, amei a capa e estou louca pra ler esse livro

    bjos

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  6. OI Pá!

    Ah! Eu consegui o livro essa semana, e não vejo a hora de conseguir desfrutar da leitura ;)
    Bjs!

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  7. Esse livro é o LIVRO! Muitoooo bom, me prendeu do começo ao fim! É uma viagem e tanta pelo tempo, e tbm as memórias, os personagens, vem tudo à mente. Super recomendo! Simplesmente amei!

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