Resenha: A Seleção - Kiera Cass - Editora Seguinte

quarta-feira, 10 de abril de 2013


A Seleção
Kiera Cass
I.S.B.N.: 9788565765015

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. 

É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo.

Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.



Gente, sabe aquele livro que te cativa já desde a primeira página? Que te encanta de tal forma que você não consegue fazer nada mais a não ser devorá-lo? E, mesmo depois de terminar, você só pensa nele e volta o tempo todo para reler suas partes favoritas? É, eu sei que sou doente...mas realmente nunca esperava que isso fosse acontecer comigo ao ler A Seleção...e no fim...ACONTECEU!!

América Singer é uma bela e jovem, uma musicista muito talentosa da Casta Cinco, pena que em seu mundo, o que define uma pessoa normalmente é a sua Casta e não seu talento ou capacidade. A vida de América é difícil  visto que como artistas, ela e a família tem que aproveitar as datas festivas para juntar dinheiro com apresentações e demais trabalhos como esculturas e pinturas a fim de sobreviverem ao ano todo.

Com a reestruturação do novo país, Illéa, muitas datas festivas já não são mais comemoradas e após terem deixado de ser um estado anexo da China os antigos E.U.A agora não mais possui tantas datas especiais assim no ano e inclusive seu ano novo passou a ser comemorado em outra data conforme o Ano Novo Chines. Herança da cultura de seu antigo conquistador e novo colonizador.
Embora A Seleção seja um romance maravilhoso com uma história apaixonante. Kiera Cass conseguiu com muito bom gosto e criatividade nos apresentar uma ótima distopia como pano de fundo para esta trama.

Illéa é um novo país que após ter sido conquistado pela potência da China, luta para manter-se soberano, mesmo ainda com laços frágeis com seu antigo conquistador e ainda tentando manter sua cultura e novas tradições após a nova emancipação. 

Mas o novo país infelizmente foi estruturado conforme um sistema muito arcaico de castas (bem similar ainda ao que ocorre na Índia da antigüidade, até os dias atuais, por exemplo). Onde conforme a contribuíção dos seus antepassados na reconstrução deste novo país, se determinou a que casta a família pertenceria. Sendo os Oito os mais desvalidos (normalmente formados por indigentes e mendigos), os Seis seriam os trabalhadores braçais, serventes de obras, operários, mineiros, serventes de limpeza, assim como os Cinco como América são os artistas (atores, escultores, cantores, musicistas em geral que atuam no divertimento das castas mais abastadas), como por exemplo as castas Três e Dois. Sendo a casta Um a Elite, ou seja, A Monarquia e seus cargos co-relacionados.

Rebeldes estão sempre tentando invadir os castelo e derrubar o governo, e mesmo que ainda neste primeiro livro ainda não tenhamos certeza das razões para os levantes, sabemos que eles passarão a ter mais força muito em breve e com certeza uma disputa política tomará as páginas desta deliciosa distopia provavelmente durante o próximo livro.

Narrado em 1ª pessoa, embarcamos através dos olhos de América na difícil tarefa de sobreviver com pouco, e mais ainda, nos sonhos de um mundo melhor, mesmo com a fome sempre à espreita e massacrando de tanto trabalhar por um futuro menos miserável dentre as castas mais baixas. 

É em meio a esta segregação por castas que o amor entre América e o jovem Aspen tenta sobreviver. Juntos a dois anos, eles sonham em conseguir guardar alguns tostões para um dia se casarem. Ele trabalha muito para alimentar sua família (mãe e muitos irmãos) e ainda assim tenta economizar para um dia formar uma família com ela.

Aspen é lindo, inteligente, meigo, mas é um Seis. América sabe que sua mãe que se orgulha tanto da irmã mais velha ter casado com um Quatro, nunca permitiria o relacionamento entre ela e Aspen. Mas ela não se importa e principalmente, sabe o quão mais difícil ainda será sua vida com ele, mesmo assim, ela o ama e está disposta a passar por tudo com ele.


A vida de América dá uma guinada de 180 graus após ceder aos apelos da mãe e de Aspen para que ela pelo menos se inscreve-se para A Seleção, onde uma moça dentre a plebe de Illéa terá a chance de desposar o belo Príncipe Maxon, e as demais 34, apenas por terem participado já terão mudado de casta e auxiliado suas famílias devido a bolsa recebida pela participação no "programa" por assim dizer.


Aspen entende que o seu mundo não será justo com América e ela merece mais do que isso.
Ao entrar no palácio, Améria realmente tentou deixar tudo para trás. Embora seu coração ainda estivesse muito machucado e seu pensamento ficara na Carolina, seu amor por Aspen teria que ser superado.
Agora América está na Seleção e já que lá estava, iria pelo menos aproveitar a estadia, e assim, quem sabe, curar um pouco do seu coração partido.

Gostei muito da dinâmica da narrativa empregada por Kiera. A estória flui maravilhosamente bem e mesmo com a riqueza de detalhes para descrever o novo mundo que se apresenta aos olhos de América, em nenhum momento as coisas tornam-se descritivas de mais ou entediantes.

Ao melhor estilo do programa The Bachelor...hehehe...A Seleção nos traz personagens muito cativantes, além de uma (ou melhor, duas) história(s) de amor muito empolgante(s) e envolvente muito bem equilibrada em cima de vários pilares distópicos.

E ainda temos o Príncipe Maxon, bem na boa, eu não levava muita fé nele não, até porque, assim como a América, eu estava completamente apaixonada pelo Aspen.
Mas vamos combinar...quem se lembra do Aspen após realmente conhecer Maxon???

A melhor coisa em A Seleção é Maxon, é não é porque ele é lindo, inteligente, bem humorado e totalmente do bem, mas porque ele é simplesmente cativante. Ele consegue ir de uma meiguice e insegurança que dão à ele um ar de menino à um força e convicção realmente dignas de um chefe de estado.

Maxon aos poucos vai penetrando na carapaça defensiva de América e juntos descobrem que os prazeres mais simples estão na honestidade da companhia um do outro. Aos poucos vamos acompanhando uma bela e inusitada amizade florescendo entre eles, assim como a inevitável mudança entre seus sentimentos.



Uma das coisas que não ficam nada claro e deixa tanto o Príncipe, quanto nós leitores sempre com a pulga atrás da orelha é entender o porque dos ataques rebeldes, visto que pelo que percebemos em A Seleção tanto Maxon, quanto seus pais não são déspotas e tentam sempre fazer o melhor para o país. Claro que muita coisa tem que mudar e nosso amado Príncipe aos poucos também vai acordando para a dura realidade da maioria de seu povo.

Entre os ataques rebeldes e muitas garotas histéricas que muitas vezes querem simplesmente furar os olhos uma da outra em busca da coroa. A Seleção nos brinda com momentos ímpares de diversão, amizade, companheirismo e sobre tudo sonho. Pois vamos combinar, quem não gostaria de ter sido selecionada para o Palácio e assim ter uma chance com o Maxon que é verdadeiramente um Príncipe Encantado??? Eu, é claro que queria.

A partir de agora muitas coisas e corações estão em jogo e América, Maxon e todos os outros precisam se preparar para mais um embate. 



Nos apaixonamos mais ainda por Maxon após ler o conto gratuíto disponibilizado pela Seguinte nas melhores livrarias (eu baixei o meu pela Saraiva, clique AQUI!), onde podemos acompanhar toda a ansiedade do nosso Belo Príncipe antes do início da Seleção, assim como vislumbrar um pouco de seu relacionamento com o Rei e é claro suas divergências, assim como o relacionamento com sua mãe a Rainha Amberly, que em sua época também participou da Seleção para chegar ao trono.

Acompanhamos sob sua ótica como foi o seu primeiro encontro com América e principalmente tudo o que ele sentiu e como ele agiu. AMEI!! AMEI!! AMEI!!


Muita coisa ainda está por vir e agora dia 23/04 temos o lançamento de A Elite, livro 2 da trilogia.
O ruim é que o livro 3 está previsto apenas para 2014, assim o negócio é roer unha até lá...e com certeza devorar A Elite assim que sair e ir acompanhando os preparativos para a estréia do Seriado baseado nos livros que ainda não há data definida...mas deve ir ao ar em breve nos Estados Unidos pela CW.


7 comentários

  1. Muito boa a resenha! (:
    Nunca ouvi falar da série! Curti *-------*

    Já tá na minha lista...

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  2. Gente!!!!!!!!!!!! Não esperava que o livro fosse assim, já lançaram o segundo não é????

    E que história é essa de número, um 4 é melhor que um 6, então um 10 é o que o "homem encosto" ?????

    Adorei a resenha!!!! Deu uma vontade louca de ler o livro, mas eu tenho tanto tanto tanto tanto tanto tanto afff livro pra ler que vou fazer uma cirurgia para implantar dois olhos, ou ativar o cego kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk A Elite sai agora dia 23/04 mas já estou quase louca visto que li o 1º capítulo que tinha no ebook do conto do Príncipe...e as castas vão só até a 8 que os coitados já são o cocô do cavalo do bandido...hehehehe...mas na Boa...depois de conhecer o Maxon...vcs nem lembram mais quem pe Aspen...hehehehe...eu voto pra ela pegar a Coroa e fisgar o Príncipe que realmente é um encanto!!

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  3. Nossa que surpresa boa essa resenha! Nunca me interessei por essa série, nem sabia do que se tratava... Então me surpreendeu que possui coisas nela que curto bastante. Só fiquei com o pé atrás pela Distopia... Mas acho que encararia a leitura.

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  4. Oii Scheila,
    Nem preciso dizer que adorei a resenha. A Seleção também me pegou de jeito. No inicio até torci um pouco por Aspen, mas depois apareceu Maxon e Aspen foi totalmente ofuscado, ainda mais depois no final, cheguei a ficar com raiva dele.
    Maxon é realmene um principe e ainda tem um toque de ingenuidade que eu adoro.
    Estou super hiper ansiosa por A Elite.
    Bjussss!

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  5. Oiii... sempre quis ler esse livro.... mais depois da sua resenha quero mais ainda.
    Só que é tanto livro e tão pouco tempo e tão pouca grana tbm..hehehe..
    Mais Seleção já é o proximo da minha lista...
    Sempre acompanho seu blog e gosto mto viu! Parabéns.
    Bju

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  6. Oi Scheila, saudades!
    Gente esse livro é tão neném, não tem como não gostar! A Kiera conseguiu fazer uma distopia com um romance fantástico com o qual não tem como não se envolver. Eu jurava que não ia curtir, mas, nossa!, o livro me conquistou totalmente. Acabo de ler A Elite e estou mais apaixonada ainda, porque o que A Seleção tinha em romance, em A Elite foi acrescentado os fatores que classificam o livro como uma distopia e tudo ficou ainda melhor! Só existe um problema em A Elite: a magia pelo Maxon acaba. Ainda amamos ele, mas passamos a ver os defeitos dele também, e não só as qualidades.

    Ou eu que acabei virando Team Aspen mesmo e só não admiti ainda, ehehhe. Afinal, eu sempre amo os caras errados. Vide Jogos Vorazes e meu amor pelo Gale (a quem o Aspen me recorda em muitos aspectos).

    E, por fim, deixo aqui um convite: também fiz uma resenha de A Seleção, no link http://migre.me/elZyt, que tal dar uma conferida? Gostaria de saber tua opinião sobre ela. :)

    Att.,
    Eduarda Henker
    Só mais um
    http://blogsomaisum.blogspot.com.br

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