Resenha: Pandemônio - Lauren Oliver - @intrinseca

terça-feira, 21 de maio de 2013


PANDEMÔNIO
Lauren Oliver
I.S.B.N.: 9788580573138

— E qual era seu nome? — pergunto, e Graúna para de repente, de costas para mim. — Antes de você vir para a Selva — insisto.

Por um momento ela permanece parada. Mas então se vira.

— É melhor se acostumar logo — diz, com uma intensidade contida. — Tudo o que você era, a vida que tinha, as pessoas que conhecia… adeus.— Ela balança a cabeça e completa, com um pouco mais de firmeza: — Não existe o antes. Só existem o agora e o que vem depois.

Duas realidades, duas Lenas, diferentes ameaças. Antes e agora. Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor, sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções: pouco a pouco a sociedade se incendeia pelas faíscas da revolta, vindas de todos os lugares... inclusive de dentro.




Cuidado!! Esta resenha contém Spoilers de Delírio!!



Nossa, quando Delírio acabou eu já fiquei com o coração na mão...tão devastada quanto a Lena e louca para ler Pandemônio.

Só tenho a agradecer à Intrínseca por me proporcionar um exemplar como parceria e o nosso evento na Saraiva e mesmo a série de TV não vingando, tenho a dizer que esta é uma das melhores séries distópicas do momento e os produtores que a vetaram para a telinha, simplesmente não sabem o tamanho do material que estão perdendo!!


Pandemônio começa exatamente onde deixamos Lena ao final de Delírio. Sozinha, devastada e enlouquecendo com o delíria pela perda de seu amado Alex.

Lena está delirantemente sem vontade de viver, não consegue assimilar a perda de Alex. Está muito ferida, faminta e perdida em meio à selva. O delíria corre em seu sangue como veneno e a dor da perda é insuportável. Ela não quer viver sem Alex. Ela quer atravessar o túnel e reencontrá-lo.

Lena estava praticamente morta quando foi encontrada por Graúna e seu estranho grupo. Aos poucos nos embrenhamos na Selva juntamente com ela que cercada de Inválidos tem que aprender a repensar sua vida, quebrar paradigmas com os quais foi condicionada durante sua vida inteira e principalmente, tentar sobreviver à dor da perda.

Lauren nos transporta para um Nova York completamente curada. Saímos do mundinho seguro de Portland juntamente com Lena e nos infiltramos no seio da ASD (América Sem Delíria) agora, assim como Lena e Graúna. Somos da resistência.

Pandemônio continua sendo narrado em 1ª pessoa pela visão de Lena, porém agora, Lauren altera a narrativa entre o Agora (quando Lena está infiltrada e aprendendo sobre o movimento da resistência e as ações para minar o governo e a ASD) e o Antes (logo que ela chega à selva e todo o seu período de adaptação e sofrimento).

A narrativa é muito rica em detalhes, principalmente quanto à adaptação da Lena à sua nova condição e a dor por Alex. Nos deparamos com novos personagens fortes e curiosos, assim como novas motivações são implementadas à trama, principalmente quando Lena começa a despertar para a condição política em que deve atuar a partir de agora.

Embora ela tenha começado como uma espiã um pouco questionável, no desenrolar do livro vamos vendo ela aprender a se defender e principalmente à sobreviver e é claro, com o desenrolar da trama, Lena também acaba juntando os cacos de seu coração.

Eu achei Pandemônio MARAVILHOSO!!! A narrativa rápida nos deixa eletrizados e simplesmente ávidos por cada nova página.

A beleza e a rudeza.
O amor e a dor.
A segurança e a incerteza.
Tudo está em check!

Estou tentando dar o mínimo de spoilers possível, mas fica um pouco difícil quando nos entregamos assim de coração e alma à uma série tão boa.

Já falei que os personagens novos são cativantes né? Adorei cada um deles, desde Prego até Azul, da teimosia e polivalência de Graúna, até o aconchego de Alistar.

Julian foi um delírio a parte por assim dizer... lindo, sensível, inocente e completamente apaixonante ele acaba roubando a cena em diversos momentos. Mesmo sendo o rosto jovem da ASD e não mais do que um mero peão para seu pai e para os revolucionários, ele é um doce de pessoa e aos poucos acaba nos conquistando, e não somente à nós...hehehehe...mas será que ele vai ser o suficiente para fazê-la superar Alex??

Lena ainda terá que lidar com a questão de sua mãe, desaparecida em algum lugar mas ao mesmo tempo, surpreendentemente por perto.

Com uma capa, diagramação e revisão fabulosas. Pandemônio, assim como Delírio é mais um exemplar de altíssima qualidade, que nos cativa e simplesmente nos faz amar cada novo capítulo.

Um livro rápido, fluído e muito dinâmico que para fechar com chave de ouro ainda por cima Laurens nos faz quase ter um treco com um final realmente “pé na porta” (literalmente!!! ) (isso para não dizer PQP!) e que nos deixa simplesmente em cólicas à espera de Requiém (3º e último livro da série).


Muitas coisas estão em jogo, principalmente seu coração. Qual será o próximo passo de Lena?

Contamine-se com esta série!!



4 comentários

  1. Já ouvi falar desse livro, mas ainda não o li. Parece interessante, mas não sei se é meu tipo de livro, de qualquer forma adorei a resenha e pode ser que eu dê uma chance a essa leitura...

    Beijos

    http://kastmaker.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Tenho Delírio e ainda não li. Fico feliz em ter esperado para ler e vou esperar até comprar Pandemônio para ler então.
    Essa resenha me deixou com vontade de ler logo.
    Bjos

    ResponderExcluir
  3. Tenho Delírio e ainda não li. Fico feliz em ter esperado para ler e vou esperar até comprar Pandemônio para ler então.
    Essa resenha me deixou com vontade de ler logo.
    Bjos

    ResponderExcluir
  4. Li Delírio e adorei, ainda não tive a oportunidade de ler Pandemônio... pq sei que quando acabar daquele jeito e vou morrer querendo a continuação!!! Vamos ver até quando aguento sem pegar ele para ler!

    ResponderExcluir

Deixe seu Comentário!