RESENHA: SERAPHINA - RACHEL HARTMAN

sexta-feira, 10 de maio de 2013



Autor: Rachel Hartman
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850286
Ano: 2013
Páginas: 384
Tradutor: Denise de C. Rocha Delela
Leia o 1º Capítulo: clique aqui

Sinopse:
Neste livro você vai conhecer Seraphina Dombergh, uma garota de 16 anos com grande talento para a música e que possui um terrível segredo. A história se passa no reino medieval de Goredd, onde seres humanos e dragões convivem em harmonia durante décadas, desde a assinatura do Tratado de Paz. Criaturas extremamente inteligentes que podem assumir a forma humana, os dragões frequentam a corte como embaixadores. Seraphina se torna assistente do compositor da corte justo quando um membro da família real é assassinado bem ao estilo dos dragões. O clima começa a ficar perigosamente tenso e Seraphina passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o Príncipe Lucian Kiggs. Durante essa jornada que pode destruir a paz entre humanos e dragões, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida.



Resenha:

"A garota com o coração de Dragão."
Seraphina é uma jovem de 16 anos, órfã de mãe, e mora com o pai e a madrasta, e passa maior parte de seu tempo com o seu tio materno tendo aulas de musica. Essa é a vida que todos imaginam que ela leve, mas na verdade, tudo não passa de uma grande mentira. Por trás dessa aparente normalidade existe um segredo que precisa ser guardado a sete chaves, que pode comprometer tanto a vida de Seraphina, como a de seu pai e tio.
assim esta certo!

Estamos em uma época em que dragões e humanos vivem razoavelmente bem entre si. Há muito tempo um tratado foi assinado, para manter a paz entre as duas espécies, mas os humanos vivem em eterna vigilância, assim como os dragões, que apesar de poderem assumir a forma humana quando desejam evitam o contato.

Assim como os humanos, os dragões têm leis e regras, e mesmo assumindo a forma humana não é permitido o envolvimento emocional  entre as duas raças, até porque, os dragões são seres incapazes de sentirem qualquer tipo de emoção, são considerados sem alma. Mas também como nas leis humanas, sempre existe alguém que vá descumpri-las, e assim nasceu Seraphina, uma mestiça, filha de mãe dragão e pai humano, indo contra todas as regras, leis e contra a própria espécie dragontina. Como prova do "crime" cometido pelos seus pais, e uma herança de sua mãe, ela possui escamas nos braços e na cintura.

"(...)Não se pode voar em duas direções ao mesmo tempo. Não posso pousar entre aqueles que pensam que sou defeituosa. (...)"

Mas apesar desse segredo, Seraphina tem sonhos e desejos, e decidi abandonar o refugio seguro que a sua casa representa, para tentar o seu emprego dos sonhos: ser musicista.

Ela enfim consegue o empego, como assistente de um músico famoso na corte, e passa dar aulas particulares para a princesa Glisselda, uma menina decidida, mas sem nenhum dom para musica.

Logo também ela conhece o príncipe Lucian Kiggs, o capitão da guarda e primo de Glisselada, mas também seu noivo.

Lucian é filho de uma das filhas de rainha, que fugiu para se casar com alguém fora da corte, mas que acabaram ambos mortos, em um acidente em alto mar. E assim como Seraphina, ele precisa conviver com as consequências dos atos se seus pais, e apesar de ela não poder compartilhar seu segredo com ele, esse ponto em comum acaba por aproxima-los.

"(...)Esse é o segredo do bom desempenho: convicção. A nota certa tocada com hesitação ainda assim sai desafinada, mas toque-a com ousadia e ninguém lhe fará perguntas. Se alguém acredita que existe verdade na arte - e eu acredito -, então é preocupante ver o quanto a habilidade de atuar é parecida com a de mentir. Talvez a mentira seja também um tipo de arte. Penso mais nisso do que deveria. (...)"

Mas se manter anônima não é mais o único problema se Seraphina. Príncipe Rufus, tio de Glisselda e Kiggs, foi morto, em circunstancia suspeitas, com evidencias de que um dragão o tenha assassinado. E essa é a faísca que todos precisavam para questionar o tratado de paz entre as duas espécies. Mas quem seria o dragão que ousaria acabar com a paz e violar a lei? Bom, esse é a pergunta que todos estão se fazendo, mas talvez só Seraphina conheça a resposta.

Seraphina é narrado em primeira pessoa, então temos a visão dos fatos a partir do ponto de vista da protagonista. Rachel Hartman criou um universo novo, abordando um tema que estava bastante tempo esquecido. Ela criou um mundo totalmente novo, com personagens e elementos incríveis, uma estória muito criativa. Confesso que inicialmente eu comparei o livro a Firelight da serie Draki, apesar de as estórias se passarem em épocas diferentes, as protagonistas tem muito em comum, mas a comparação fica por ai, o universo de Seraphina é muito mais elaborado.

Além de todo o desenvolvimento da historia e apresentação de seres até então desconhecidos para o leitor, temos um romance no meio, que é totalmente desnecessário, pois a relação deles é muito mal desenvolvida, chega a ser irritante, a autora mantem o romance insosso e ofuscado pela trama principal por quase o livro inteiro, porém nas ultimas paginas ela resolve investir nisso, o que acaba deixando a sensação de que foi forçado.

A narrativa do livro é muito empolgante, e a autora não nos deixa perdidos, apesar do universo apresentado ser complexo, ela descreve tudo detalhadamente, nos fazendo imaginar todos os cenários.

Apesar de não concordar com o romance criado, é inegável que todos os personagens são bem estruturados, cada qual com a sua personalidade e características pessoais muito bem definidas. Até mesmo os coadjuvantes são importantes para a trama central, apesar de historia ser desenvolvida ao redor do trio de protagonistas.

E mesmo com essa grande quantidade de personagens a autora não se contradiz em nenhum momento, apesar de no inicio do livro, Seraphina ter medo de sair em meio à multidão, e acidentalmente acabar se machucando e expondo o seu sangue, que por ser meio dragão é prateado, mas no final do livro, ela corta o braço e o seu sangue é normal. É um pequeno detalhe, é claro, mas que me deixou intrigada.

Este livro é uma leitura muito agradável, leve e rápida, que eu recomendo a todos, principalmente os que gostam de historia e arte, e não apenas pelos amantes da ficção.
(...)O mundo não é grande o bastante para nós se não tivermos um verdadeiro trabalho. Os Santos têm um propósito para você. Ore, ande com o coração aberto, e você vai ouvir o chamado. Vai ver a sua tarefa brilhando diante de você, como uma estrela(...)

Book trailer:


Sobre a autora:
Rachel Hartman sempre foi apaixonada por música. A famosa canção renascentista "Mille Regretz" inspirou-a a criar esta obra de ficção fantástica baseada em música. 

Ela escreveu Seraphina enquanto escutava rock com gaita de foles bretã, polifonia italiana medieval, metal progressivo, música barroca latino - americana e música tradicional irlandesa. 

Rachel mora com sua família em Vancouver, no Canadá.



3 comentários

  1. Esse livro me atraiu logo de cara.. gosto de dragões,amo ficção e depois de ler sua resenha confirmei que o livro é o meu número..

    ele está por aqui,aguardando a chance de ser lido...

    linda resenha.

    bjsss

    Bianca


    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  2. oi Gessica! eu li o livro também achei a mesma coisa que você mas achei que o que mais deixou a historia um pouco chata foi a falta de romance entre lucian kiggs e serafina , uma coisa também me deixou em duvida;o que aconteceu com os outros meio-dragão? sera que a autora escrevera mais livros para este livro (serafina)
    espero que sim!

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  3. Esse livro sempre me atraía pela capa e finalmente consegui lê-lo. Não achei o romance forçado, muito pelo contrário, achei que a aproximação foi gradual e me convenceu.
    Acho que na parte da multidão a Seraphina tava com medo do Orma se machucar e mostrar o sangue, não ela... agora tô em dúvida

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