RESENHA: LUA DE MEL - JAMES PATTERSON

segunda-feira, 19 de agosto de 2013



Uma vida que parece um conto de fadas

Linda, sexy e bem-sucedida, Nora Sinclair é desejada pelos homens e invejada pelas mulheres. E sua vida tem tudo para ficar ainda mais perfeita quando seu namorado, o atraente e rico Connor Brown, pede sua mão em casamento. Mas o que para muitos seria o começo do “felizes para sempre”, para Nora é a contagem regressiva para “até que a morte os separe”.

Uma sucessão de acontecimentos misteriosos

Coisas muito estranhas ocorrem às pessoas próximas a Nora, principalmente aos homens que entram em sua vida. E isso acaba despertando o interesse do FBI. Sarcástico, malicioso e implacável, o agente John O’Hara é esperto o suficiente para saber que belas fachadas podem esconder grandes perigos. Se há algo de errado com Nora, ele é o homem certo para descobrir.

Um detetive dividido entre a justiça e a obsessão

Mas a primeira coisa que O’Hara vai aprender é que Nora não seduz os homens, simplesmente. Ela os domina. Quanto mais tempo o agente passa perto dela, mais confuso se sente, até já não ter certeza se ainda está em busca da verdade ou se virou prisioneiro de uma atração que pode ser fatal.

Nora Sinclair é uma requisitada designer de interiores, sofisticada, sedutora e inteligente. Ela acaba de ficar noiva de Connor Brown, um administrador de fundos de investimento muito rico. Tudo parece perfeito na vida dos dois, mas dias depois do pedido de casamento Connor morre de repente. A necropsia indica óbito por parada cardíaca. No entanto, essa morte súbita pode esconder o crime perfeito.

Para sua grande surpresa, Nora é procurada por um corretor que lhe diz que ela é a única beneficiária de um seguro de vida milionário deixado pelo noivo. O que ela jamais poderia imaginar é que alguém se interessaria pelos muitos mistérios que a cercam.

Ao mesmo tempo, em outro canto da cidade, um homem mantém uma jovem refém. A única pessoa capaz de salvá-la é um estranho que atende pela alcunha de Turista. No centro desse caso há uma peça-chave: uma mala cheia de segredos.

O agente do FBI John O’Hara é chamado para investigar. Sarcástico e perspicaz, o detetive é especialista em improvisar e consegue manter a frieza até nos piores momentos.

Será que esses casos têm algo em comum? Enquanto corre para salvar sua vida, O’Hara vai aprender que uma mulher tem muitas armas. A sedução é apenas uma delas. 

Comecei minha fascinação por livros do gênero policial por culpa de James Patterson, por sua narrativa ágil e eletrizante que faz fluir a leitura, e com o livro Lua de Papel não foi diferente, tem todos esses elementos, porém algumas coisas me incomodaram...

Um hábito de Patterson e de outros autores, terem várias investigações acontecendo simultaneamente, uma o leitor é um observador, por exemplo, sabe quem é o assassino e fica na expectativa de como será descoberto, ou o leitor é o investigador juntamente com os personagens irão desvendando os mistérios da trama.

Mas em Lua de Mel  o autor nos deixou muito como observador, não que isso tenha perdido a expectativa do desenrolar da investigação, porém um leitor mais exigente poderia após a leitura entender que foram fracas algumas motivações acontecidas durante a investigação, mas vamos o contexto do livro...


Como está explicitada na sinopse, Nora Sinclair é uma bem sucedida designer de interiores, bonita, rica e sexy, além de ter um homem  bem sucedido e apaixonado aos seus pés, ou seriam homens???? Porém a vida dos sonhos de Nora pode se tornar um pesadelo.

Depois de um pedido de casamento romântico e como presente de noivado uma novinha Mercedes conversível, infelizmente o noivo Connor Brown faleceu de ataque cardíaco aos 40 anos, e mais traumático de tudo Nora presenciou tudo. Coitadinha?!?!?!?


Nora ficou tão traumatizada que precisou de consolo nos braços do marido, um famoso escritor Jeffrey Walker, como assim???  Ou seria ex-marido????  Não, o ex-marido era o médico cardiologista, isso.... o noivo era o Connor. Confuso não???? Como diria... “manutenção masculina”.

Mas só porque tem uma diversidade masculina, não quer dizer que ela seja uma assassina, ela é apenas ambiciosa, ardilosa e mostra o leitor que faz tudo para conseguir o que quer, e seu alvo principal é homens ricos e bem estabelecidos, mas quem a culpa? É unânime hoje vermos personagens femininas se relacionando com homens poderosos e apaixonados proporcionando vários mimos caros???? Ela é uma pobre mortal...

Por essas várias coincidências ela é secretamente investigada pelo detetive Jonh O’Hara ele é um agente da FBI especializado nesse tipo de caso, porém ele tem um fraco por mulheres bonitas, e é uma das causas do declínio do seu casamento, e também poderá se tornar um problema para a solução do caso.


Nora é uma mulher poderosa e atraente que sabe usar seus atributos femininos para conquistar qualquer tipo de homem, mesmo que  O’Hara não esteja na "lista da Forbes", Nora sente uma atração por ele, e não é diferente atração dele por ela. E isso foi um erro para ambos de maneiras diferentes.


Essa relação dos personagens que não foi muito convincente, não pela atração, conhecendo a personalidade dos personagens o leitor já vislumbrava uma relação bastante sexual do casal, porém o envolvimento de O’Hara sendo ele um agente muito experiente de campo, incomodam um pouco com algumas situações passadas por ele, o questionamento que o leitor fica e como ele se tornou tão vulnerável em algo com muitas provas a favor?


E por falar em relação sexual, esse livro o autor abusou dessas passagens, praticamente todos o momentos de Nora com seus parceiros envolvia um ato sexual, isso e explica pela teoria da personalidade de Nora que foi desenvolvida pelo autor.

Conclusão:
Uma trama muito superficial, mas mesmo assim não deixou de ser tão interessante que prende o leitor de início ao fim, tanto pelo motivo de como será resolvido o caso, igualmente de como os assassinatos aconteciam sem descobrirem a verdadeira causa.

Tem uma investigação paralela feita por alguém denominado, Turista, que interliga um caso no outro, porém novamente faltou um pouco de desenvolvimento.

Um dos pontos positivos foi a crítica ao sistema de justiça americano que muitas vezes faz “vistas grossas” alguns criminosos em potencial em detrimento de não revelação de corrupções políticas essencialmente financeiras.


Indico a leitura do livro pela trama em si, mas não indicaria como primeira leitura do autor. O primeiro livro da série Private (resenha aqui), ou um dos livros da série Alex Cross ou até mesmo da série Clube das Mulheres Contra o Crime,  seriam bons livros que indicaria como um excelente exemplo da qualidade de narrativa de James Patterson.

Reafirmo novamente o livro não é horroroso ou ruim, para dizer a verdade gostei muito da leitura, porém como qualquer autor com muitos livros tem alguns ótimos, muitos bons e bons, Lua de Mel está na terceira categoria, ou seja, um bom livro.

Curiosidade
O livro Lua de Mel foi lançado como livro independente, porém pesquisando no site do autor encontrei um segundo livro lançado intitulado Second  Honeymoon (clique aqui), com John O’Hara como personagem principal em outra investigação, então fica dúvida será que tornará uma série ou apenas serão dois livros?


9 comentários

  1. Oi Pá!
    Entre todos os livros que já li do Patterson, esse é um dos mais fraquinhos =(
    Confesso que esperava mais da história, mas não consegui gostar do protagonista e isso acabou com qualquer vontade de ler =(
    Bjs!

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  2. Oi Paty,
    Eu amo James Patterson, já li alguns livros dele, mas agora que li tua resenha fiquei com o pé atrás, me pareceu bem fraco.
    Acho que isso de ter outras investigações paralelas é uma caraterística dele, acho que aconteceu em todos os livro, acredito que ficaria melhor se fosse focado em apenas um caso.
    Eu li em algum lugar que esse seria o primeiro livro de uma série (mais uma :().
    Tenho Lua de Mel aqui em casa, não gostei muito da capa, mas espero conseguir ler logo.
    Beijos.
    Katielle

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    1. Katielle, o que me incomodou é que o autor não foi muito convincente nas decisões, o relacionamento do detetive com a suposta criminosa achei tão sem sentido, e só foi baseado em sexo, ou seja, não teve um envolvimento afetivo, além do outro lado da ex-mulher, ele fez um detetive inteligente mas com cabeça de garoto de 15 anos. Apesar de achar os detetives dos livros da James um pouco infantiloides, mas esse de Lua de Mel é muito tapado.

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  3. Gostei bastante da resenha Patthy. Esse livro tem mesmo uma narrativa e desenvolvimento dos personagens bem diferente do comum que vizualizamos nos livros do Patterson. Isso talvez aconteça porque ele não escreveu o livro sozinho, então querendo ou não existe a influência e o jeito de uma outra pessoa na narrativa. Como vc disse, diferente, mas não ruim... Quem conhece o autor estranha um pouco... Eu gostei do livro, porque gosto muito de Patterson e Coben.

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  4. Eu adoro suas resenhas,e todo mundo fala muito bem desse autor,esse livro está lá em casa e eu não consigo ler...

    E como ainda não li nada dele,não devo reparar nessa diferença da narrativa...

    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  5. Oi Pat, resenha primorosa como sempre.
    Eu ainda não li nada deste autor, mas tenho muita vontade de conhecer seus livros, já que as resenhas que leio sobre eles, são semrpe elogiosas.
    E claro que vou seguir seu conselho. Irei iniciar minha leitura de Patterson por uma de suas séries mais conhecidas. Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  6. Gostei da resenha Pati. Já li alguns livros do James Patterson e curti bastante. Quero muito ler Lua de Mel,mas devido as suas ressalvas, não irei com muita sede ao pote. Beijo!

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  7. Acabei de ler e fiquei decepcionada. Pq a Olivia matou o marido? ? Qual era o conteúdo da carta que ela escreveu para a nora? ? Imaginei que fosse ser revelado o motivo da nora ser tão ruim com as pessoas que gostava dela!!!! Livro muito vazio. Posso dizer que o melhor livro de James que li até hj foi CARTAS DE SUZAN PARA NICOLAS

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    1. Também fiquei esperando saber o que tinha na carta, e não entendi como conseguiram encontrar Nora através da marca d'agua de um bilhete. Ficou bem vago esse final, além disso achei a relação entre os casos investigados muito forçado. Do início até a metade do livro estava bem interessante, mas o final realmente foi decepcionante, esperava muito mais quando comecei a ler.

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