RESENHA: AS REGRAS DA SEDUÇÃO (OS ROTHWELLS #1) - MADELINE HUNTER

quinta-feira, 12 de setembro de 2013


Título Original: The Rules of Seduction
Tradução: Teresa Carneiro
Páginas: 272
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 340g
Acabamento: brochura
Lançamento: 15/04/2013
ISBN: 9788580411416
EAN: 9788580411416
Preço: R$ 29,90
Leia um trecho: CLIQUE AQUI


Sinopse: Lorde Hayden Rothwell chega à casa de Alexia Welbourne sem aviso e sem ser convidado – um homem poderoso e sedutor, movido por interesses obscuros. Sua visita anuncia a ruína financeira da família de Alexia e o fim das esperanças da jovem de um dia conseguir um bom casamento.

Para se sustentar, a moça recebe a proposta de ser dama de companhia de Lady Henrietta Wallingford e preceptora de sua filha. O problema é que a oferta vem do sobrinho de Henrietta, ninguém menos que lorde Hayden.

Morando na casa da tia de Rothwell, Alexia descobre que a proximidade com o homem que destruiu sua família pode ser perigosamente irresistível. Num gesto impensado, ela se entrega a ele, e ambos se veem obrigados a se casar.

O que Alexia não sabe é que os atos aparentemente arrogantes de seu belo e sensual marido são motivados por uma dívida de honra que pode levá-lo a sacrificar tudo.

Com tantas mágoas e segredos entre eles, o casal tem tudo para se manter afastado. Mas Hayden é um homem apaixonante e Alexia, a tentação que o faz perder a cabeça. Morando sob o mesmo teto, eles acabam se aproximando e, juntos, vão descobrir um jogo de sedução em que cada um faz as próprias regras.

“Madeline Hunter é magistral na arte de envolver o leitor e criar personagens realistas e emoções fortes.” – Booklist


Nunca tinha enrolando tanto para escrever a resenha de um livro como As Regras da Sedução, tinha feito a resenha, apaguei tudo e estou refazendo a resenha, mas falando com algumas amigas blogueiras, cheguei a conclusão que todas passam por isso, quando você realmente amou a leitura de um livro.

As Regras da Sedução foi realmente um desses livros, principalmente com um início de leitura tão receoso por causa de algumas críticas em relação a narrativa de Madeline Hunter que li em algumas resenhas, enquanto os outros dois livros tanto da Julia Quinn quanto da Lisa Kleypas renderam em sua grande maioria críticas muitos positivas.


Com um estilo de narrativa mais refinada, elegante e com personagens que fogem um pouco do padrão, principalmente as femininas, com diálogos inteligentes, e uma trama forte na qual conduz o envolvimento do casal em um relacionamento progressivo em sentimentos, com diálogos inteligentes, e com grande sensualidade, porém uma visão mais madura é série e não tão divertida quanto a narrativa das outras autoras.

Como citei anteriormente uma característica interessante está essencialmente na descrição comportamental dos personagens, e talvez um dos aspectos que realmente admirei na narrativa de Hunter, foi a forma que a autora construiu as mulheres, todas as mulheres dos quatro livros da série tem perfis peculiares em relação as ladies do romances que estamos acostumadas a ler...



Alexia Welbourne,  uma moça em torno dos 26 anos, foi criada para ser uma dama de sociedade, porém depois do falecimento do pai, além de ficar sozinha e na pobreza, ela pediu ajuda dos primos, a família Longworth, já que os primos Benjamim e Timothy são sócios de um próspero banco.


Mesmo Alexia sendo considerada da família, principalmente pelas primas Rosalyn e Irene, que construíram uma amizade sincera, porém existe uma distinção nas regalias em relação as suas primas, e isso a deixa segura porque caso acontece algo a família ela poderá ser descartada, e isso ficou mais presente após a morte do primo Benjamim há 4 anos, diferente de Timothy, Ben lhe dava uma atenção especial, existe uma ligação romântica entre eles.



E os temores de Alexia se tornaram reais, já que o banco que Timothy era sócio está praticamente a falência, e com isso a família terá que vender tudo para saldar as dívidas, e trocar a cidade por uma vida mas simples no campo, porém Alexia não irá junto com a família, o primo alegando que não tem condições de sustentá-la, já que está difícil para ele e as irmãs.



Alexia terá que se reerguer novamente, e agora ela realmente está sozinha, e talvez a única pessoa que irá ajudá-la, é a pessoa que ela aprende odiar e injustamente culpada pelo declínio financeiro da família Longworth.





Hayden Rothwell, um homem de negócios financeiros, foi um grande amigo desde a infância de Ben Longworth, e devido essa amizade que se solidificou ainda mais depois da guerra na Grécia (pela época deve ter sido a Guerra de Independência da Grécia, veja abaixo), na qual vitimou Ben. Lorde Hayden depois de uma promessa feita a Ben, sente-se responsável pela família, por isso aceita mesmo não sendo, o culpado pela falência do banco.
"A guerra de independência da Grécia (1821–1829), também conhecida como a Revolução Grega, foi uma guerra promovida pelos gregos com o intuito de conquistar a independência da Grécia contra o Império Otomano. Após o longo período de conflito e com a ajuda das Grandes potências, a independência foi finalmente garantida por meio do Tratado de Constantinopla em julho de 1832. O povo grego foi o primeiro a adquirir o estatuto de Estado soberano frente ao Império Otomano. O aniversário do dia da independência (25 de Março 1821) é um feriado nacional na Grécia.”
Na realidade os responsáveis são os irmãos Longworths, por fazerem negócios escusos prejudicaram financeiramente o banco e o seu sócio Darfield. Timothy incentiva ainda mais a família pensar que a culpa é exclusivamente do "maléfico" Lorde Hayden, e com isso sair de inocente perante a família.



Mas por trás da aparência sisuda e para família Longworth, é um homem integro, honesto e solidário que sensibiliza com a situação de Alexia e a convida a ficar na casa para ser preceptora e dama de companhia da sua prima Caroline que irá chegar na cidade para a sua primeira apresentação na sociedade.



Ao mesmo tempo há uma atração de Hayden por Alexia, apesar de não ter grandes atributos atraentes, ele se encanta pela personalidade, porque mesmo com tudo que  está passando, ela não se deixa abater e enfrenta várias vezes Hayden com palavras que induzem a querer que Hayden tenha culpa de consciência pelo que aparentemente fez com seus primos.



Essa passagem de Alexia de moradora da casa, a praticamente uma emprega é bem trabalhada pela autora, todo orgulho que ela teve que engolir para aceitar um emprego vindo de alguém que é indiretamente a deixou nessa condição. Por exemplo, para o leitor que conhece os motivos de Hayden, o vê como solidário, mas para Alexia é mais uma das vilanias do tirano Hayden.



E o que torna tudo mais interessante, é que ela aprende a gostar dele, no decorrer do relacionamento, ao conhecê-lo melhor que as atitudes dele com ela, não condiz com o vilão que o primo Timothy descreveu para família.



E essa progressão de sentimentos entre ambos é descrito pela autora através de diálogos inteligentes e elaborados, e que está neles implícitos os sentimentos não revelados do casal.



A autora nos mostra uma personagem feminina, ou melhor uma heroína, que enfrenta tudo com uma maturidade e dignidade, e isso é uma grande característica da autora, já que Alexia não é uma jovem que pode frequentar a sociedade, pois não tem nenhum título e também idade para debutar e praticamente nem casar, já que na época 26 anos já era vista como solteirona.



E ao mesmo tempo, ela não podia trabalhar fora para se sustentar, porque também não era bem visto pela sociedade, e mesmo ela não se importante já que não tinha status para isso, ela vivia indiretamente nessas regras, mas mesmo assim não tinha receio se tivesse que infringir essas regras impostas pela sua educação para se sustentar sem depender da bondade de Hayden.



E também Hayden começou a investir já que ele sentia-se atraído por ela, e Alexia começou a almejar outras alternativas para não ficar vulnerável e dependente financeiramente de  Hayden, ou seja, ela nunca se acomodou em uma posição fragilizada.



Tanto que após ela perder a inocência com Hayden, ela nenhuma momento exigiu alguma posição dele, tem um trecho que ela exemplifica bem isso.



Depois disso foi o inicio do tumultuado relacionamento entre eles, porém antes queria mostrar uma parte com um leve toque de humor sarcástico da narrativa, que foi a cena da tia do Hayden, Henrietta, mãe da Caroline, uma daquelas mulheres afetadas e ardilosas que inicialmente queria empurrar a filha para o Hayden, mas nessa cena com Christian, irmão mais velho de Hayden, e com uma personalidade peculiar, digamos que ele não considera as regras convencionais da sociedade, preocupada com a partida prematura de Alexia:

"- Ah, aí está você – disse Christian. – Veja quem apareceu hoje de manhã, Hayden. Tia Henrietta fez a gentileza de nos fazer uma visita. E antes do horário comercial, para não interferir no meu dia. Que alegria, tia Henrietta. Quase sempre passo minhas manhãs isolado, dormindo demais, com nada a não ser um silêncio tranquilizador para me acompanhar.
Se Henrietta percebeu o sarcasmo, não demonstrou.
- Estou grata por ter me recebido. Estou bem menos preocupada agora, depois que conversamos.
- Tia Henrietta está muito perturbada, Hayden. Houve uma tragédia na casa dela.
- Tragédia é modo de dizer, é claro...
- Não, não tente se fazer de forte, tia Henrietta. As palavras que pronunciou foram: “Estamos enfrentando uma tragédia. Como chefe de família, você tem que fazer algo.”
Ele se virou para Hayden com toda a placidez.
- Ao saber de uma crise dessas proporções, é claro que me levantei e vim tratar da questão.
- Bem, é mesmo uma tragédia – disse tia Henrietta. – Não haverá como consertar o mal que essa mulher inconstante causou.
- Mulher?- perguntou Hayden, incerto deque se mostraria tão inocente quanto tentava parecer.
- A Srta. Welbourne – explicou Christian, fechando os olhos ao bebericar o café.
Ele deixou transcorrer uma eternidade antes de voltar a falar.
- Parece que ela está abandonando suas funções – concluiu por fim."

Ele irá atrás de Alexia, e esse momento entre os dois, tem um diálogo que define muito a personalidade e virtudes de ambos os personagens, e o que irá acontecer no decorrer do relacionamento:


A partir desse momento o relacionamento deles é cheio de altos e baixos, ambos tentando lidar com os sentimentos que começam a desenvolver entre eles, Alexia ainda muito presa a gratidão pelos seus primos, enquanto Hayden tem que lidar com os seus fantasmas pessoais , e ainda os empecilhos em relação a família Longworth.



Hayden, é uma homem que aparentemente frio, mas descobrimos na realidade que ele tem problemas em relação ao casamento dos pais, e com isso ele não consegue se abrir mais com Alexia, e também provar pra si mesmo que a história dele será diferente que a dos seus pais. E como todos os irmãos ele tem uma peculiaridade, quando está preocupado com alguma coisa ele se concentra em cálculos matemáticos,  e se isola de todos.



Outro aspecto da narrativa da Madeline é a sensualidade, e até nessa parte, a autora consegue ser sensual , elegante e madura. O casal é realista em relação a parte sexual, eles não estavam apaixonados, e descobriram no sexo o único ponto que ambos sentiam prazer da companhia um do outro,  porém as cenas não são frias e sem sentimentos, a autora faz o leitor a descobrir juntamente com o casal os sentimentos crescendo entre eles.


E mesmo a personagem de Alexia ser admirável, mas é o personagem do Hayden que nos surpreende quando começamos a conhecê-lo no decorrer da leitura, além do caráter, ele demonstra ser um bom amigo para Alexia, além de um amante bastante criativo e envolvente.



E ironicamente Hayden deu uma segurança emocional a Alexia, que ela nunca sentiu em momento nenhum em sua vida.



Além da trama forte que praticamente foi a peça central, o problema no banco, e as pessoas envolvidas que desenvolveram o romance e os infortúnios do casal, e no final terá uma revelação que poderá abalar a relação do casal.


Madeline Hunter conseguiu desenvolver um romance sem clichês,  as situações e todas as demonstrações de sentimentos foram de maneira adulta e madura.


Conclusão:
A resenha ficou enorme, demorei bastante para publica-la por todos motivos citados no inicio da resenha, porque realmente foi uma leitura marcante.

Já li diversos livros do gênero, e mesmo com a mesma premissa dos outros livros, Madeline para mim inovou na sua heroína essencialmente, e nos surpreendeu com seu herói.



E pelo visto no próximo livro irá surpreender muito mais, em Lições do Desejo, os personagens centrais são Phaendra Blair, única amiga de Alexia, que vive com regras peculiares para uma mulher solteira, enquanto Elliot irmão de Hayden demonstra ser mais conservador, pelo que demonstra essa passagem abaixo:



Nem preciso dizer que indico o livro não é???? Acho que ficou bem evidente...rsrsrsrs.



Gostei tanto da escrita da autora, que vários trechos e frases do livro ficaram marcados, e não podia colocar tudo em montagem, então essa parte são de alguns trechos ou frases interessantes do livro As Regras da Sedução da talentosa autora Madeline Hunter:

“- Você não está apaixonado por mim nem eu por você. Mas isso... – falou olhando de relance para a cama. – Isto é uma alegria e talvez o que compartilhamos aqui seja uma boa base para um casamento. Enquanto durar, eu seria uma boba se fingisse que não é real.”

“- Às vezes a pessoas pode ser sensata demais?
- Ela é muito jovem. A sensatez é uma virtude que combina melhor com a maturidade.”


“- Um som juvenil de alegria e excitação, mas não um amor juvenil. Prefiro amar como uma mulher. É muito mais profundo. Mais rico. Muito mais romântico, e gosto disso também. Tão diferente eu não sabia como denominar essa emoção que me comovia de modo tão profundo quando o estreitava em meus braços.”


"- Você não está apaixonado por mim nem eu por você. Mas isso... – falou olhando de relance para a cama. – Isto é uma alegria e talvez o que compartilhamos aqui seja uma boa base para um casamento. Enquanto durar, eu seria uma boba se fingisse que não é real."

(...) Amor à primeira vista é poético demais, ilógico demais  para você. Você poderia deseja-la de imediato ou poderia leva-la para a cama, mas não se apaixonaria à primeira vista.
Ele fechou os olhos. Ela só descrevera o homem que via. O homem que ele era. Então por que soava tanto como um insulto?  Um ano antes ele teria assentido, em total concordância.
Mas eu me apaixonei por você. Eu a desejei de imediato, fiz amor com você e depois ME APAIXONEI.

- Casamento? Por quê?
Ele riu e começou a abraça-la. Ela escapou de suas mãos.
- Você estava certa. Se você ainda estivesse morando com os Longworths, se tivesse um pai ou uma família, se não estivesse sozinha, vulnerável e pobre, eu nunca a teria seduzido. Eu até gostaria, mas essas proteções teriam me impedido.
- Então agora concluiu que as melhores regras se aplicam a mim também e fez a proposta obrigatória. Confesso que pensei que você tinha mais... independência.
- Não se trata apenas de regras, Sua  natureza franca, que provavelmente deve ter afastado a maioria dos homens, combina comigo. Somos muito parecidos em nosso modo sensato. Saberemos como contar um com o outro e nos trataremos com mais honestidade também.
Ele estava discriminando o que ela trazia para esse casamento. A lista a surpreendeu por ser muito parca.
- Você ganha muito pouco com isso. Você não precisa de uma esposa. Se decidiu ter uma, deveria achar uma moça rica, elegante ou bonita.
- Do seu jeito, você tem essas três qualidades.
O elogio a desarmou, (...).

- Não vamos falar sobre isso agora – disse ele. – Não posso ordenar seu perdão, mas quando eu a beijar, não quero sua amargura entre  nós. Quero que deixe os Longworths do lado de fora da porta quando você e eu nos encontrarmos na cama.
Ela parecia refletir sobre seu pedido. As pontas dos dedos dela roçaram devagar o rosto dele. O leve toque o hipnotizou a ponto de fazê-lo perder a noção da realidade.
- Não penso em nada quando você me beija, então serei perfeitamente capaz de esquecer meus primos enquanto estiver cumprindo meus deveres de esposa.
Ela fez uma pausa.
- Todos os primos.

O distanciamento e a raiva de Hayden a faziam sofrer. Uma dor física, lá dentro do coração. Sentia frio, como se o calor que a banhara tivesse sido retirado. Não percebera a importância dele, mas agora sua falta a assustava.
Ela olhou para Hayden. Quando esse calor tinha transbordado das horas noturnas, invadindo seu dia? Quando ela havia começado a esperar por ele com tanta ansiedade e encontrado tanto conforto e paz em um simples abraço? Ele não a havia procurado na noite anterior e o desapontamento dela fora intenso, ela ficara tão triste que não sabia o que fazer a respeito.
Também não sabia o que fazer com o misto de emoções que a assaltava agora. Não sabia como escapar disso. Temia que saltar da carruagem trouxesse o perigo de perder algo importante.
Um calor cobriu sua mão. A luva de Hayden estava pousada sobre a dela em um gesto de consolo e posse. Ela olhou para seu perfil. Ele também olhava perdido pela porta aberta.
Ele levou a mão dela até a boca e a beijou. Então a passou para o cocheiro.


Nunca lhe havia ocorrido que fora amor, e não crueldade, a causa de tanto sofrimento. A paixão de um homem por uma mulher que amava outro poderia ser perigosa. Hayden estava tentando controlar a extensão do perigo.
Ele se dirigiu à cadeira e se ajoelhou diante dela. Pegou sua mão, tão pequena e elegante, e lhe deu um beijo. Fechou os olhos e saboreou a sensação da pele dele sob seus lábios.
Ela mergulhou os dedos em seu cabelo.
- Você está tão pensativo. Lamenta que ele tenha que ir embora logo depois que o encontramos?
E você?
- Não é isso. Estava admirando como você é bonita e percebendo como seus mínimos movimentos são graciosos.
Ela sorriu de um jeito desconfiado e despenteou o cabelo dele. O gesto pôs de lado o que ele tinha dito.
- Você não acredita em mim.
- Sei que não sou bonita. Mas é muito gentil por me fazer elogios.
- Você é muito bonita. Fico agitado só de olhar para você. Sua beleza me venceu desde o início, querida. Fiquei rendido. Não é só o prazer que me motiva. Eu me apaixonei por você.





SOBRE O TRABALHO:



1) Começando bem do início de sua carreira, por que você escolheu ROMANCE HISTÓRICO como seu gênero de escrita? O curso de História da Arte influenciou sua decisão?



M.H.: Acho que ser uma historiadora da arte ajudou na minha escolha, visto que eu tanto gosto de história, quanto conheço bastante do assunto. Mas escolhi escrever sobre isso porque eu mesma gosto de ler romances históricos e ficção histórica. Como eu escrevo primeiramente para mim mesma , eis o porquê de minha decisão.




2) Você disse em seu site ter escrito seu primeiro livro em 1996, mas este só foi lançado quatro anos depois, o que a manteve no foco? O que a ajudou a acreditar que conseguiria realizar seu sonho em ser escritora?



M.H.: Oh... Eu realmente gostaria de saber o que me manteve acreditando, assim eu poderia engarrafar o segredo e vendê-lo! 

Eu tive muito incentivo que me ajudou e encontrei um agente rapidamente. E eu tive um feedback positivo, às vezes até mesmo dos editores que me rejeitavam. Mas principalmente eu trabalhei a minha mente para não desistir. Entretanto, não vou fingir que houve momentos em que me senti tentada a fazer isso.



3) Como é o seu processo de escrita?


M.H.: Eu coloco o meu traseiro na cadeira, releio o último capítulo escrito e, então, começo. Uma vez começado, o resto acontece naturalmente. Sou uma escritora intuitiva. Não planejo o que será escrito. Deixo a história e os personagens evoluírem.


4) Quanto tempo você leva para terminar um livro?

M.H.: Atualmente levo cerca de 6 meses.


5) Como autora, qual o seu maior desafio?

M.H.: Seria o de começar as coisas. Como a maioria das pessoas eu tenho a tendência de procrastinar e evitar determinados trabalhos.


6) Qual é o comentário negativo sobre o gênero ROMANCE que mais te incomoda?

M.H.: Incomoda-me muito quando alguém que nunca leu um livro desse, ou leu apenas uma parte do livro, e chama-o de lixo. Isso é insultante para os escritores E leitores. É claro que este é exatamente o objetivo dos críticos. Normalmente este é o modo da pessoa se mostrar superior e intelectual.


7) Você teria alguma heroína de seus livros de sua preferência?

M.H.: Oh...Isso seria muito difícil de responder porque eu admiro todas as minhas heroínas e me identifico com muitas delas.


8) Você costuma sugerir idéias para as capas de seus livros?

M.H.: Posso das sugestões, mas não tenho controle sobre as capas. Sou abençoada por ter editores que fazem um trabalho muito bom.Eu só não gostei de poucas, e ainda assim não são nenhuma das mais modernas.


9) Você acha que o gênero Romance Histórico pode dar às mulheres uma impressão errada sobre relacionamentos verdadeiros?

M.H.: Eu acho que os leitores de Romances Históricos são muito inteligentes – pelo menos aqueles que conheço pessoalmente – e sabem que nos livros há fantasias e desenvolvimento de enredo para disfarçar as partes mais difíceis num relacionamento. Então, com poucas exceções, não acho que eles dão uma ideia errada às mulheres. Por outro lado, se uma mulher só conheceu na vida maus relacionamentos, ela tem a chance de aprender que nem todo relacionamento é propriamente ruim. 


10) O que você acha do gênero ERÓTICO? Com todo o sucesso da literatura chamada “porn mommy”. Você se sentiu de alguma maneira obrigada a mudar suas cenas de amor para algo mais apelativo?

M.H.: Em nenhum momento me foi pedido que mudasse minha maneira de descrever as cenas de amor. Eu acho que o ROMANCE ERÓTICO e ERÓTICA vão continuar a vender bem por um bom tempo, e em seguida diminuirão até que haja muitos autores conhecidos e, assim, o gênero em si não será mais tão comentado.


11) Já pensou em escrever um ROMANCE CONTEMPORÂNEO?

M.H.: Até o momento não, mas nunca se sabe. Nunca diga nunca.


PERGUNTAS PESSOAIS:

1) Você tem algum hobby?

M.H.: Muito poucos. Ler e escrever eram meus hobbies até que viraram minha vocação. Eu adoro comprar antiguidades e amo jóias artesanais, e talvez até me aventure em afazer algumas num futuro próximo.


2) Como você lida com a fama?

M.H.: Eu a evito. Para ser sincera, eu não entendo porque algumas pessoas têm fascínio por ela. Eu sei que sou diferente a esse respeito. Quando alguém me encontra, eu espero ser simpática e agradável, especialmente com os leitores. Eu adoro encontrá-los, mas prefiro quando nos encontramos como iguais e batemos um bom papo.


3) Já pensou em conhecer o Brasil? E escrever um livro com um personagem brasileiro?

M.H.: Eu viajo muito e gostaria muito de conhecer o Brasil e os outros países da América do Sul. No momento não há planos quanto a isso, mas vou começar a investigar sobre isso. 
Quanto ao personagem brasileiro também não planejei nada ainda, mas gostaria de, caso venha a fazê-lo, saber que fiz da maneira certa. Então eu gostaria de primeiro conhecer os brasileiros para depois fazer isso.


4) Gostaria de aproveitar a oportunidade e enviar uma mensagem aos seus fãs brasileiros?

M.H.: Gostaria apenas de dizer que eu realmente aprecio quando um leitor dá a chance a um de meus livros de serem lidos, e sou muito grata quando este mesmo leitor se torna um fã. Obrigada a todos vocês e espero conhecê-los em breve.

Entrevista concedida à Vânia Nunes (Borboleta que lê) para a página Madeline Hunter Brasil.

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Próximo livro!!!!!
(já está disponível para venda)

LIÇÕES DO DESEJO

"Lições do desejo é a sequência de As Regras da Sedução, lançado em abril pela Arqueiro.
O livro foi vencedor do prêmio RITA na categoria Romance Histórico, o mais importante trofèu dedicado ao gênero romântico."


“Madeline Hunter tem uma compreensão inata da vida que lhe permite criar personagens inteligentes e tramas fortes. Você vai simplesmente se apaixonar por esta histórica.” – Romantic Times.

Título Original: Lessons of Desire
Tradução: Teresa Carneiro
Páginas: 272
ISBN: 9788580412017
EAN: 9788580412017
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 320 g
Acabamento: brochura
Lançamento: 05/09/2013
Preço:  R$ 29,90
Preço E-Book:  R$ 19,90
Leia um trecho: clique aqui 

Sinopse: Atraente, sutil e tentador, lorde Elliot Rothwell é um homem acostumado a fazer sucesso entre as mulheres e a conseguir tudo o que deseja delas.

Mas isso não se aplica a Phaedra Blair. A brilhante e exótica editora não parece disposta a ceder a seu pedido e cancelar a publicação das memórias de um membro do Parlamento que podem manchar o nome da nobre família Rothwell.

A pedido de seu irmão mais velho, o marquês de Easterbrook, Elliot vai a Nápoles para negociar com Phaedra. Historiador de renome e autor de livros respeitados, tudo indica que ele seja a pessoa ideal para a tarefa.

Porém, em vez de encontrar a bela mulher descansando à beira do mar Tirreno, Elliot descobre que ela está presa por causa de uma acusação injusta. Graças ao prestígio da família, o nobre consegue libertá-la, mas também se torna responsável por ela até voltarem à Inglaterra.

Percorrendo juntos uma das regiões mais belas e românticas da Europa, eles vão descobrir que discordam de quase tudo o que o outro pensa ou faz – exceto o que fazem juntos na cama. E, nessa aula de prazer, será cada vez mais difícil saber qual dos dois tem mais a ensinar.

(em inglês)

8 comentários

  1. Sou suspeita quando o assunto é Madeline Hunter. Os romances dela não são para qualquer um não. Ela tem um ritmo mais sério, que pode causa estranheza para quem não está acostumado, mas quando a gente pega um dos seus livros para ler, sai de baixo, que é emoção a cada página...

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  2. Patricia!! Valeu super a pena esperar para ler uma resenha tão cheia de emoção quanto a sua,faço minha suas palavras,pois esta livro me marcou muito também,toda a trama envolvendo os Hayden E Alexia é super envolvente e não tem como não se render aos encantos desse sedutor que é lindo,gentil,amigo,meio fechado sim,mas ele é bom demais para Alexia e depois que os dois se rendem é mais lindo ainda!!

    ADOREI!!

    bjsss

    Bianca

    ApaixonadasporLivros

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  3. Regras da sedução é um livro que me seduziu, sem regras... rsrs
    Como não se apaixonar por Hayden, com seu jeito sério e desconfiado, mas tão profundamente apaixonado? Um homem para poucas.
    Claro que teve momentos que queria bater na Alexia, mas ela também foi me cativando. Adorei o livro desde a primeira vez que li, e com certeza vou reler mais vezes.
    Bjkas!
    Monique Martins

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  4. Obrigada por transcrever a entrevista e dar os devidos créditos.
    Ela foi muito simpática ao fazê-la, mostrando-se uma pessoa simples, sem estrelismo das grandes autoras.

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  5. Bem, a resenha está sempre perfeita... Vc sempre escreve bem e dá destaque para as características importantes da obra. Eu amei esse livro. Ainda não me decidi se gostei mais de Hayden ou de Simon de O Duque e Eu... Personagens maravilhosos e tramas surpreendentes. E não tinha mais gato não para usar nas montagens? Adorei....

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  6. Eu gostei muito deste livro. A autora tem um jeito bem peculiar de contar a sua história. Um jeito que a primeira vista pode causar estranheza, mas que ao continuarmos com a leitura vamos nos admirando com seu talento e escrita. Super recomendo a autora e o romance. Um dos melhores que já li. Hayden e Alexia, são o casal mais atípico que já tive o prazer de ler em um romance histórico.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  7. Oi Pá!
    Como sabe, ainda não consegui ler o livro =(
    Como não quero fazer uma leitura "corrida", o livro está aqui do meu lado, rs.
    Não tenho dúvidas de que vou gostar do livro, o problema será ter que esperar o lançamentos dos próximos volumes, rs
    bjs!

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  8. Parabéns pela resenha Pati! Estou ansiosa para ler As Regras de Sedução. Parece ser uma trama muito envolvente e apaixonante! Beijo!

    www.newsnessa.com

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