Resenha: Cidades de Papel - John Green - @intrinseca

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CIDADES DE PAPEL
JOHN GREEN
ISBN: 9788580573749

Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.




Quentin é um garoto tranquilo, em seu último ano do ensino médio ele não é popular, mas tem bons e divertidos amigos.
Não é o esteriótipo total do Nerd, mas anda com o pessoal da banda.
Ele não era inapto em relacionamentos amorosos, mas Quentin nunca teve coragem de se declarar à maravilhosa Margo Roth Spiegelman.

Margo Roth Spiegelman, a lenda. A entrepida, a bem humorada, bem relacionada, a alma da escola e do corpo discente.

De amigos inseparáveis na infância à desconhecidos no colegial. Quentin e Margo ocupavam pratos opostos na balança do ensino médio. 
O destino de Quentin seria continuar apreciando sua bela vizinha de longe, isto até a noite em que Margo invade sua casa...sua vida...e lhe inicia em um mundo completamente novo.
Uma noite de aventura com Margo e a vida de Quentin nunca mais foi a mesma!
Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter me casado com a Rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman.
Q

Cidades de Papel é o terceiro livro do John que eu leio assim na sequência e mesmo que este não tenha sido o meu livro favorito dele, como sempre tenho a dizer que ele continua sendo meu escritor favorito na atualidade.

John tem uma característica muito marcante na sua escrita que é o bom humor e principalmente a atualidade de seus temas. Assim como o completo entendimento do universo adolescente aliado ao cotidiano universal. Ou seja, ele fala sobre coisas que todo mundo já passou e que ocorrem todos os dias diariamente com nossos filhos e seus amigos.

A batida de Cidades de Papel é viciante assim como foi em O Teorema Katherine, onde o leitor embarca na diversão e não descansa até desbravar o último capítulo.

John Green conseguiu criar personagens muito fofos e cativantes. Eu adorei Quentin e seus amigos Ben e Radar. Ri horrores com este trio maluquinho, mas principalmente me diverti muito com o espírito indomável e contagiante de Margo.
Quando descobria que Margo estava prestes a chegar eu sempre ficava muito nervoso, pois ela era a criatura mais fantasticamente linda que Deus já havia criado. Na manhã em questão, ela estava de short branco e camiseta cor-de-rosa com a estampa de um dragão verde soprando um fogo de glitter alaranjado. É difícil explicar que na época achei aquela camiseta incrível.
Cidades de Papel - pág.: 12
Desde de a infância o mundo de Quentin era Margo. Mas assim como ocorre com muitas amizades, elas acabam se diluindo na adolescência.
O mundinho organizado e previsível de Quentin simplesmente gira de cabeça para baixo em apenas uma noite mágica e inusitada com Margo e juntamente com eles, os leitores vão presenciando os pequenos e maravilhosos milagres ilustrados nesta deliciosa narrativa página por página.

Um noite. Um lista. Uma missão: vingança.
E, com certeza muita diversão para os leitores.

Me diverti horrores com os planos malucos de Margo contra o seu namorado infiel, suas amigas da onça, mas sobre tudo para tirar Quentin de sua zona de conforto.

Afinal, para Margo: O Tédio também dorme com os peixes...hehehehe

A alegria da noite e dos planos muito bem sucedidos culminam com a invasão ao Sea World, mas as surpresas que aguardam e espreitam no dia seguinte não faziam parte do plano. Pelo menos não do plano de Quentin.
Margo desapareceu e sua única pista estão nas cidades de papel.

John Green consegue fazer o leitor transitar com a mesma velocidade e facilidade entre a diversão e o drama. Entre a narrativa leve e a densidade de um suspense que vai se prolongando ao conforme os capítulos de Cidades de Papel vão avançando.
Da euforia ao medo.

Margo sumiu do mapa. Ou será que deixou um mapa?
- Escute filho. O negócio é o seguinte: algumas pessoas normalmente as meninas, têm o espírito livre, não se dão bem com os pais. esses adolescentes são como balões de hélio presos por um barbante. Eles fazem força na direção oposta ao barbante e fazem mais força, até que algo acontece, o barbante se rompe e eles vão embora, voando. E talvez a gente nunca mais os veja. Eles pousam no Canadá ou algo assim, começam a trabalhar em um restaurante, e, antes que se deem conta, o balão passou trinta anos miseráveis na mesma lanchonete servindo café. (...)
Cidades de Papel - pág.: 122
Quentin é o único que entende Margo, ou pelo menos tenta e a partir de agora, a corrida começa.
Onde estará Margo? Como encontrá-la?

Cidades de Papel acaba se revelando um bom livro de suspense, mesmo com sua narrativa leve, John Green consegue nos deixar na expectativa e assim como Quentin e seus amigos nos encher e esperanças com cada nova pista descobertas, mas também nos deixar ansiosos e tensos ao perceber que a busca não avança.

Mesmo com o medo do pior pairando constantemente sobre o grupo enquanto Margo não é localizada, ainda vivenciamos os laços de amizade adolescentes sendo forjados. O amor acontecendo, novas experiências sendo vivenciadas, os horizontes destes garotos se expandindo, mas principalmente a expectativa por encontrar Margo.

E as perguntas continuar pairando no ar.
Onde estará Margo? Como encontrá-la?
Convido vocês para juntamente com Quentin e sua trupe embarcar nesta indiada (programa de índio como se diz aqui em Porto Alegre) e juntar as peças deste mistério que é Margo Roth Spiegelman, mas principalmente desvendar quem é ela e juntos desbravar ou derrubar as Cidades de Papel.




7 comentários

  1. Olá, acabo de visitar seu blog e segui-lo. Lhe desejo foco, sucesso e força. Que conquiste muitas realizações através do mesmo. E também convido você e seus/suas leitores/leitoras a conhecer o meu blog: toobege.blogspot.com.br . Beijinhos e espero você lá também *0*

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  2. Não sou muito fã de John Green, devo confessar. Eu achei que ele escreveu "A Culpa é das Estrelas" muito bem e pronto. Cidades de Papel tem recebido críticas tão negativas que eu perdi toda a pouca vontade que tinha de ler. ´

    Beijos

    P.S.: Saiu resenha de Trono de Vidro lá no SEA, se puder conferir.
    http://seaoficial.tk/17XiYwb

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    1. Leo, eu adoro o John...mas Cidades de Papel não foi o meu livro favorito não. Gostei da leitura, mas não foi o bixo. Gosto muito da escrita dele e da forma bem humorada e leve com que a estória flui e é isso que mais gosto em seus livros, mas realmente este não foi o seu melhor trabalho.

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  3. Eu gostei de Cidades de Papel ,mas realmente esperava um final muito diferente... Quentin é um amor , já li todos os livros do John Green , comecei a ler Deixe a neve cair e estou gostando bastante , adoro tbm a maneira que o John ( tri intima hahahaha) escreve assim como ele consegue facilmente nos fazer rir ele tbm consegue nos fazer chorar . O legal de Cidades de Papel é que enquanto tu lê tu fica naquela expectativa de saber o que realmente aconteceu com a Margo , e os amigos do Quentin são muito legais o Radar então psokdskodkoskds dei muita risada com ele. É um livro que vale a pena ler mesmo não sendo tão bom quanto A culpa é das estrelas

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  4. Para você que leu/vai ler "Cidades de Papel" de John Green: confiram minha resenha.
    http://world-book-4you.blogspot.com.br/2013/12/cidades-de-papel-john-green-resenha.html

    Na resenha também tem um vídeo do Próprio autor falando um pouco sobre o livro!
    Não percam!!
    Se gostar, siga e comente ;)
    Se tiver um blog, sigo de volta.

    obrigada pela atenção
    bjos
    Kamilla

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  5. Oi Sheila.
    Adorei sua resenha. Eu tenho o livro aqui em casa mas ainda não li. Agora eu animo em conferir a história.

    Bjos

    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/

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