Resenha: Azul da cor do Mar - Marina Carvalho.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Autor : Marina Carvalho.
Editora: Novo Conceito
Selo : Novas Páginas
ISBN: 9788581633732
Ano: 2014
Páginas: 334

Sinopse:
ACASO, DESTINO ou LOUCURA? No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão. 

Antes de tudo, tenho que confessar, fui chamada de louca por ficar gargalhando sozinha enquanto lia este livro. Sinceramente, não sei qual é a formula, mas Marina Carvalho tem a mistura perfeita para prender o leitor do inicio ao fim da trama.
Quando conheci o primeiro livro da autora, Simplesmente Ana, logo fiquei encantada com a capa, mas quando realmente peguei para ler, não tinha a minima ideia de que ficaria uma noite em claro, ansiosa para descobrir o que viria no próximo capitulo. Concluída a leitura, fui pesquisar um pouco sobre a autora e descobri que era a sua primeira obra, logo ficou aquela duvida : sorte ou talento? Quando tive o oportunidade de ler "Ela é uma fera", o segundo trabalho da autora, ficou esclarecido a duvida,talento, e talento com T maiúsculo. Dai veio "Azul da cor do mar", e eu a elegi como a maior autora brasileira do gênero.
Exagero? Só quem leu sabe do que estou falando, um livro com uma narrativa leve, que flui fácil, uma trama bem construída, personagens carismáticos com personalidades forte e bem desenvolvidas, mantidas do inicio ao fim, um dos melhores romances "água com açúcar" nacionais que eu tive a oportunidade de ler. Fim!
Mas vamos falar sobre a trama e seu enredo, e assim vocês podem entender melhor do que estou falando.

Quando iniciamos a leitura somos apresentados a Rafaela Vilas Boas, uma estudante de jornalismo de 21 anos. Rafa tem três irmãos homens, e é a caçula. Ela mora de BH com dois de seus irmãos, e divide seu tempo entre a faculdade e organizar a bagunça dos meninos no apartamento.Ela também tem três fieis amigas, Gisele, Alice e Sofia.
Mas a rotina de Rafaela está para mudar, já que o fim do seu curso de jornalismo está próximo, e ela precisa fazer estagio para conclui-lo. Como uma das melhores alunas da turma e queridinha das professoras, logo consegue uma entrevista em um dos melhores jornais da Cidade, o "Folha de Minas", e apesar do nervoso , garante a vaga desejada.
Problema resolvido? NÃOOOO!! Rafa precisa aprender o oficio na pratica, e para tanto, precisa de alguém que a instrua.Mas o que fazer se esse alguém for completamente abominável, e implicar com ela desde o primeiro instante em que se conheceram? Pois é, essa e a situação em que Rafa se encontra. Bernardo Venturini é o "bambambam" do jornalismo investigativo, premiado e super bem visto dentro do Folha de Minas, e é momeado o mentor de Rafaela, a quem ela precisara seguir a todos os lugares, ser a sombra de Bernardo pelo tempo de estagio. Mas o rapaz é intragável, arrogante e com um super ego, completamente insuportável.
“Amigo! Pois sim. Eu preferia comer vidro a ter um amigo como Bernardo.”
"Se tratando daquele ser volúvel travestido de Clark Kent, sem os óculos e o cabelo preto, eu só esperava o pior."
Mas apesar de nada amistoso, a aparência de Bernardo é algo considerável, seu porte atlético, somado aos profundos os olhos azuis, são uma combinação quase irresistível para a maioria das mulheres. Mas Rafaela não se abala por isso,  por dois motivos: 1 - ele é insuportável, e a trata mal, deixando bem claro que não a quer por perto. 2- Desde os 11 anos, ela possui um amor platônico por um menino que conheceu em suas ferias de verão na casa de sua vó em Iriri. Um garoto que ela não sabe quem é e nem qual é o nome, mas que habita a sua imaginação a 10 anos, a ponto de ela manter um diário para o "Menino da mochila Xadrez". É claro que ninguém sabe disso, nem suas amigas.
"Foi nesse momento que seus olhos se ergueram e pararam nos meus. Eram azuis. Lindos. Abaixei a cabeça, com o rosto quente de vergonha. Quando voltei a erguê-la, o garoto da mochila xadrez já havia desaparecido do meu campo de visão.
Nunca mais voltei a vê-lo. Passei outras férias de verão em Iriri, mas jamais o encontrei novamente. Mesmo sem saber quem ele era, vivi os dez anos seguintes com aquela imagem da praia grudada em minha memória. Aquilo me marcou. Muito. Nem eu sei explicar porquê." 
Mas nem tudo no estagio é horrível, apesar de Bernardo se empenhar para isso. Em muito pouco tempo ela ganha a confiança da editora e dos colegas de trabalho, e também conhece Marcelo, um dos jornalista de esportes do jornal, que é tudo que Bernardo não é, simpático, solicito e amigável, e que parece gostar de estar perto dela.
Mas querendo ou não,gostando ou não, ela está ligada a Bernardo, precisa estar ao lado dele, mesmo que a contra gosto.Mas o que ambos não poderiam esperar é que a dupla apesar de não ter um bom relacionamento, acabaria por se tornar um time e tanto no trabalho, envolvidos em diversas matérias arriscadas e importantes, e com isso, obrigados a passar mais tempo juntos.
"Senti o sangue ferver - na verdade, borbulhar - dentro das veias. Agora mais essa. Cria de Satanás era um elogio para Bernardo. Ele era o próprio Satã, camuflado com uma linda pele de cordeiro."
O único "pitaco" que eu tenho a dar sobre todo o enredo, na verdade é uma coisa que me deixou curiosa, é fato de que os personagens criados pela autora tem uma leve(mega) tendencia a atitudes extremas nos desfechos, o famoso "tempestade em copo d'água". Mas não entenda mal, essa é uma opinião pessoal minha, e que não interferiu em nada na minha classificação de 5 estrelas para o livro e um coraçãozinho de favorito no skoob.
A obra em sí é linda, uma capa super charmosa e meiga, uma ótima revisão, paginas amareladas e fonte agradável. Novo Conceito também mandou super bem.
Enfim, este é um livro perfeito para os fãs de um bom chick-lit e para quem está a procura de uma leitura leve e divertida,  que é garantida pela descoordenada Rafaela Vilas Boas e pelo ego inflado do Bernardo Venturini.  É muito fácil o leitor se apaixonar por essa dupla, e pelo excelente trabalho da Marina.

Sobre a autora:

Marina Carvalho nasceu em Ponte Nova, Minas Gerais, conhecida como a terra da goiabada. Adora queijo, rock progressivo, pudim de leite condensado, café com pouco açúcar e filmes com finais felizes. Ama ler, seja um bom livro policial, um chick-lit despretensioso ou o jornal do dia. Quando criança lia as revistinhas da Turma da Mônica, incentivada pela mãe, e ficava esperando ansiosamente pela chegada delas todos os meses. Formou-se em Jornalismo pela PUC-Minas e exerceu o cargo de assessora de comunicação de uma empresa por sete anos. Hoje é professora de língua portuguesa e literatura na Escola Nossa Senhora Auxiliadora. Mora em sua cidade natal com o marido e os dois filhos.

7 comentários

  1. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Minhas saudações.
    Sou António Batalha.

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  2. Oi. Quando vi o lanchamento desse livro nao me interressei muito, sempre tinha outros na frente na lista de aquisição, mas ao seber q a autorra tmb escreveu 'Simplesmente Ana' ele subiu ao topo. Simplesmente Ana um livro q me surpreendeu muito, pela leitura leve, engraçada e de personagens marcantes, ainda mais pq so resolvir ser o livro pelo nome, já que tenho uma irmã chamada Ana. Umas das coisas maravilhosas de ler nacionais é você conhecer os cenários e a cultura, coisa muito difícil na literatura estrangeira, pena q não temos tantos livro desee gênero nacionais. Espero ansiosamente por outros livros da autora. :)

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  3. Oi Geeh!

    Bem, apesar de nós sempre gostarmos dos mesmos livros, confesso que estes da Marina não me encantaram... as capas são lindas, mas... não rolou aquela química sabe? rsrsrsrsrsrs Enfim, adorei sua resenha, coo sempre, super sincera, quem sabe eu não acabe dando uma chance....

    bjo bjo^^

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  4. O, eu quero muito ler esse livro, li o outro livro da autora e adorei, espero que Azul da cor do mar me encante tanto quanto Simplesmente Ana, o modo leve como a Mariana escreve, acho que é isso que faz com que eu goste do livro, adorei a sua resenha.
    Beijos!!!

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  5. Também gostaria de saber que tipo de droga a Marina Carvalho coloca em seus livros, eles são tão viciantes. AMO Simplesmente Ana, e fiquei como você, passei a noite em claro lendo esse livro maravilhoso. A capa desse mais novo trabalho da Marina é muito linda e fiquei com mais vontade ainda de ler o livro após ler a sua resenha. Deve se maravilhoso também.

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  6. Eu não gosto muito de livros "águe com açúcar", mas ao ler a sua resenha me deu vontade de ler esse e os outros livros da autora. Pelo que tu disse eles parecem ótimos e são daqueles que a gente não consegue parar de ler e as capas são lindas, principalmente a do Simplesmente Ana.

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  7. Nunca li nenhum livro da Marina, parece ser um bom livro, e tenho certeza que esse Bernardo é o garoto que ela viu à 10 anos atrás na praia, quando o final está obvio não gosto muito do livro. Mas é bom ler quando não tem nada o que fazer e quer alguma coisa leve e divertida.

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