RESENHA NÓS, OS DEUSES (O CICLO DOS DEUSES #1) - BERNARD WERBER

sexta-feira, 25 de abril de 2014


Título Original: Nous, les Dieux
Coleção: Trilogia O Ciclo dos Deuses #1
Tradução: Jorge Bastos
Gênero: Literatura Estrangeira, Mitologia
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 434 páginas
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 45,00
ISBN: 978-85-286-1578-4

Sinopse: Nós, os Deuses é o produto de uma imaginação maravilhosa e um suspense fora do comum

Conhecido mundialmente pela série best-seller O Império das Formigas, que vendeu mais de um milhão de cópias somente na França, Bernard Werber apresenta agora mais uma trilogia: O Ciclo dos Deuses. Neste primeiro volume, Nós, os Deuses, a misteriosa história ocorre na Ilha de Aeden, numa estranha escola em que os professores são nada mais nada menos que os doze deuses do Olimpo.

Em algum lugar muito, muito distante, no planalto de uma ilha conhecida pelo nome de Aeden, localiza-se a cidade de Olímpia. Ali funciona a Escola dos Deuses, uma inusitada instituição sob o comando dos doze deuses da mitologia grega, responsáveis por ensinar aos seus aprendizes uma arte que requer talento, criatividade, inteligência, sutileza e intuição: a arte de ser deus.

Após evoluírem em suas vidas como mortais e desempenharem satisfatoriamente a função de anjo da guarda, os 144 alunos-deuses receberam a missão de gerenciar multidões humanas. Para isso, cada um deles é encarregado de cuidar de uma população, ajudá-la a desenvolver instintos de sobrevivência, criar cidades, guerrear, inventar religiões.


Entre os escolhidos para essa nova turma de estudantes divinos estão figuras anônimas, como o protagonista Michael Pinson e seus amigos Edmond Wells e Raul Razorback, e personalidades ilustres, como Marilyn Monroe, Édith Piaf, Gustave Eiffel, Joseph Proudhon, Sarah Bernhardt, e muitos outros.

Mas eles logo descobrem que não à toa a profissão de deus é considerada a mais difícil das atividades. Todos precisam lidar com a influência de seus mestres – entre eles Afrodite, a deusa do Amor, que desperta em Michael uma paixão arrebatadora – e com a presença de um deicida desconhecido, que resolve eliminar um a um os próprios colegas.

Além disso, os segredos da Ilha de Aeden despertam muita curiosidade, e os alunos-deuses estão dispostos a arriscar o que for preciso para descobrir, principalmente, o que é a brilhante luz no alto da montanha e que parece vigiá-los. O que será que aquilo significa? Certamente nem todos sobreviverão para desvendar esse mistério.

Em Nós, os Deuses, Bernard Werber leva o leitor ainda mais longe na descoberta das espiritualidades e mitologias. No fim dessa extraordinária saga, em que se misturam aventura, suspense e humor, todos vão se perguntar: “E eu, se fosse Deus, o que faria?”

“Este livro, para resumir pura e simplesmente, é uma obra-prima.”
(The Sunday Times)

“O extraordinário romance de Bernard Werber convida os leitores para um mundo altamente criativo.” (Publishers Weekly)

Próximo título: O Sopro dos Deuses

Sobre o autor: Bernard Werber começou a estudar jornalismo em 1982, quando, então, descobriu o escritor Philip K. Dick. Entre 1983 e 1990, trabalhou como jornalista para a revista científica Nouvel Observateur enquanto começava a escrever seus romances. Em 1991, publicou seu livro de estreia, As formigas. O sucesso foi imediato: mais de 1 milhão de exemplares vendidos somente na França. Isso o impulsionou a publicar mais dois volumes – O dia das formigas e A revolução das formigas – e formar uma trilogia, publicada pela Bertrand Brasil. Nós, os deuses é o seu quarto lançamento no Brasil, e o primeiro volume da trilogia O Ciclo dos Deuses. Para saber mais sobre o autor, acesse www.bernardwerber.com


Sabe aquele livro que você não tem expectativa nenhuma, tem interesse porque tem um contexto mitológico, mas realmente não tinha noção do que iria encontrar nas páginas de Nós, Os Deuses, primeiro livro da trilogia Círculo dos Deuses.
A leitura foi tão surpreendente pela riqueza de informações e o vasto conhecimento em diversos assuntos, que o autor Bernard Werber habilmente conseguiu um equilíbrio para apresentar desde a teoria de origem da vida, política e religião.
 “Eles se esforçam para reduzir a infelicidade, em vez de construir a felicidade.”
O livro inicia quando o ex-anjo Michael Pinson, vira um aluno-deus. Aluno-deus??? Pois é... Michael foi encaminhado para desempenhar um nova tarefa, ser um deus, mas para isso terá que enfrentar diversas aulas, com outros alunos-deuses, o que é uma das partes interessantes dos livros, esses alunos são pessoas ilustres das artes, da política, economia entre outros, por exemplo, Marylin Moore, Mata Hari, Sarah Bernhardt, Van Gogh, Claude Monet, Pierre Joseph Proudhon e muito outros.
Os proibidores realizaram autos de fé de livros científicos e destruíram todas as obras de arte que não fossem suas. Considerados feiticeiros, por serem essencialmente democratas, os médicos foram mortos e as epidemias se alastraram. Tendo já proibido a educação para as mulheres, a tecnologia e a medicina, os proibidores baniram as viagens, a música, a televisão, os livros; desautorizaram até mesmo o canto dos pássaros, considerando que podiam prejudicar o chamado à oração... Os proibidores reescreveram a história com bem entenderam e eliminaram todas as distrações, exceto o espetáculo obrigatório das execuções públicas em estádio. O medo se instalou em todo lugar.
Para se tornar um deus, cada aluno aprenderá a construir e administrar um planeta, na visão que o autor expõe ao leitor, os deuses tem poderes de criar vários planetas,  e esses alunos terão que cumprir cada etapa dessa criação.


Cada etapa é ministrada por deus, a primeira etapa por exemplo, é por Cronos, que ficou responsável de ensinar destruir o planeta Terra anterior, já o segundo professor, Hefesto é responsável pela criação de um nova terra, o terceiro é outro deus, responsável pela vida, e assim consecutivamente cada aula e professor faz os alunos progredirem na construção desse novo planeta.
(...) Além disso, o que um pequeno número de pessoas determinadas pôde destruir pelo viés de uma religião, outros podem reconstruir pela espiritualidade.- Sim, mas a nova religião deles somos nós – ironizou Proudhon. – Substitui-se a religião que inventaram por outro, imposta. Qual diferença?- Não estou falando em religião, mas de espiritualidade.- Para mim, é a mesma coisa.- Pois, para mim é exatamente o oposto. A religião é o pensamento pré-fabricado, imposto a todo mundo, e a espiritualidade é uma percepção elevada do que pode estar “acima de si” – explicou Lucien Duprés. – Mas cada um as distingue de um modo diferente.
Mas no final de cada aula, os alunos são avaliados por suas criações naquela aula, caso o aluno obtém o êxito necessário, e automaticamente retirado da turma, ou a palavra que defina melhor é “eliminado”, e esse é o outro mistério do livro, para onde estão indo esses alunos.


Paralelamente a isso, Michael Pinson e seus amigos, Freddy Meyer e Raul Razorback, estão desconfiados de alguns mistérios que rondam a ilha onde localiza a escola, com diversas espécies de quimeras (seres que são mistura de animais e humanos), além das diversas mortes que andam ocorrendo com alunos da escola, e no primeiro momento parece que a única pessoa que poderá desvendar será Michel.


Nesse primeiro livro o autor nos dá uma visão geral do que nos espera nos próximos dois livros da série, mas o final do livro foi bastante instigante e não contribuiu em nada para esclarecer algumas perguntas e desvendar alguns mistérios, na realidade nos deixou querendo o segundo rapidamente.

Conclusão:

Tem algumas coisas que devemos destacar nesse brilhante livro, primeiro que cada personagem famoso na sua parte de criação da terra empregou sua personalidade característica, no caso da Marilyn Moore que criou um povo somente de mulheres guerreiras, onde homens no caso eram escravos, ou o próprio Michael o personagem principal do livro, criou uma comunidade de pessoas inteligentes e equilibradas como característica do seu próprio personagem.


Mas tiveram outros conhecidas personalidade da história, que o autor aproveitou na minha visão para tecer algumas críticas na visão de determinados pensadores da história, no caso de Joseph Proudhon foi em minha opinião um crítica do modo que ele pensava, e do modo como ele começou a agir, por exemplo, a comunidade que ele criou eram de homens completamente violentos, que utilizavam a força para subjugar as pessoas, porém o verdadeiro Proudhon é reconhecido até hoje como defensor do anarquismo, o que torna a personalidade descrita pelo autor contraditória, o que me levou a pensar numa sutil crítica.

- No passado, inclusive, houve uma expressão defendida não pelos anarquistas, mas por outros extremistas: “a ditadura do proletariado”. Com essas palavras comportam paradoxos... Ditadora do proletariado...- O que há de tão engraçado? – incomodou-se Marie Curie que, em seu tempo, militou no partido comunista e, por isso, reconheceu a expressão tantas vezes repetida nas reuniões.- Isso significa “tirania dos explorados”, se quiser um sinônimo. Como dizia um humorista de “Terra 1”: O capitalismo é a exploração do homem pelo homem e o comunismo... o contrário. Resumindo, querida Marie Curie, caso tenha a memória curta, gostaria de lhe lembrar o pacto alemão-soviético. Numa época em que as pessoas achavam que o contrário do comunismo era o nazismo. E, de repente, pronto! Hitler e Stálin se apertaram as mãos. E é como se cai na armadilha dos rótulos. Para nós, deuses, um ditador sanguinário é um ditador, esteja ele atrás de uma bandeira negra, vermelha ou verde. A partir do momento em que se criam milícias com cassetetes e se trancam os intelectuais em prisões, deve-se perceber. E saber entender os “sinais”.
* A frase referida na citação acima é do autor Millôr Fernandes.

Outro aspecto é as introduções antes de cada capítulo da enciclopédia de Edmond Wells, um personagem fictício criado pelo autor e inspirado no entomólogo, Edward Osbourne Wilson, conhecido até hoje como um dos melhores especialistas em formigas, que aparece bastante como referência na trilogia, O Império das Formigas já publicada pela editora Bertrand.

Essa enciclopédia antecede cada capítulo com uma explicação mais precisa de um determinado assunto que será abordado nesse capítulo. Por exemplo, antes do capítulo que antecede a aula de algum deus, através dessa suposta enciclopédia ele descreve a história mitológica desse deus.

E Edmond Wells, Michel Pinson, Freddy Meyer, Raul  Razorback, Marilyn Monroe são todos personagens de outra trilogia do autor, Império dos Anjos, no qual Edmond Wells era o mentor de angelismo de Michael Pinson, nessa trilogia que originou a frase:


Um dos mistérios do livro e referente aos números, o número da casa do Michel por exemplo, é denominado o número misterioso, bem interessante, tinha vontade de colocar essa parte na resenha, mas prefiro instigar vocês adquirem o livro... e também não darei o número da página. Esqueçam...

Resumindo são tantos assuntos tratados no livro e muito interessantes, que realmente impossível explicita-los numa resenha.

Nós, Os Deuses, é  leitura obrigatória para leitores que querem expandir seus conhecimentos e instigar a busca de informações complementares sobre mitologia, política, economia, sociologia, religião, entre outras curiosidades.
A experiência relatada por Edmond Wells nos deixou perplexos. Ela mostrava que, independente do caminho seguido, todo esforço é vão, dado a natureza dos seres. Os papéis eram sempre os mesmos: exploradores, explorados, autônomos e sacos de pancada.

8 comentários

  1. Olha, não conhecia o livro, mas adoro o genero, então pode ter certeza que o colocarei na minha listinha de desejados!

    adorei a resenha e os quotes, ficaram perfeitos!

    bjo bjo^^

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  2. Oi, eu nunca tinha ouvido falar desse livro, mas parece que ele é muito bom, fiquei hiper mega curiosa, o livro faz muito o meu estilo, to vendo que irei ficar fã hehehe
    Beijos!!!

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  3. Oi Paty, eu já tinha visto o livro, mas não me liguei nele. Sua ótima resenha me deixou curiosa sobre ele. E já anotei a dica. Assim que possível vou comprar e conferir esta história que te deixou tão empolgada.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  4. Não conhecia o autor e nem o livro, mas adoraria conhecer essa obra. Mas achei "um pouco" caro o preço do livro, mas acho que vale a pena!

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  5. Esse autor colocou mitologia, anjos, política, economia, sociologia, religião... no mesmo livro simplesmente amei. Esse é um livro que vale muito a pena ler ^^

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  6. Logo que comecei a ler o post e vi que o livro era sobre mitologia fiquei desanimada porque não gosto muito de mitologia, mas comecei a ler a resenha e gostei muito da história me deu vontade de ler. A série deve ser muito boa e gostei bastante da capa.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Realmente um livro fantástico, eu super recomendo para aqueles que nunca leram, eu terminei ontem a trilogia e foi o primeiro livro que não me decepcionou o final, com uma história única e um entender novo de todo o universo, incrível!!!!

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