Resenha: Drácula – Bram Stocker, Tradução de Lúcio Cardoso

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Título Original: DraculaISBN: 978-85-200-0874-4Tradução: Lúcio CardosoPáginas: 252Acabamento: BrochuraLançamento: 2013
Sinopse: "Drácula - o homem da noite", de Bram Stocker, ganha nova edição, com tradução de Lúcio Cardoso. A publicação faz parte das comemorações do centenário do nascimento do mineiro, completados em 2012. A tradução traz a marca de Cardoso, conhecido pelo estilo introspectivo, cheio de conflitos psicológicos. A tradução de "Drácula" foi feita em 1943 e está sendo relançado pela editora Civilização Brasileira.

Oi pessoal!

Hoje trago a resenha de Drácula, com uma brilhante tradução de Lúcio Cardoso, que tentou manter o máximo possível as decisões vocabulares do autor, deixando a leitura muito agradável.

Bram Stocker (1847-1912) foi um irlandês que amava teatro e trabalhava como funcionário público. Foi conterrâneo de grandes autores como Oscar Wilde e dedicou grande parte de seus escritos aos textos de terror e às adaptações ao teatro.

Bram somente adquiriu fama depois de sua morte, quando sua obra prima, chamada Drácula, fez enorme sucesso com adaptações para o teatro e posteriormente para o cinema.
Acreditem, mas somente após quase cinco anos que li meu primeiro livro de vampiros, resolvi ler Drácula. Adorei a leitura e vou dizer para vocês o que achei.
Originalmente escrito em 1897, Drácula é um romance composto por cartas, recortes de revistas e páginas de diários. Assim foi feito para que além de que tivesse mais realismo e deixasse a narrativa mais fluida. Tudo no livro é inebriante e nos deixa curiosos. Faz-nos sentir o mesmo que quem os escreveu passou, questionando se estes sobreviveram ou não ao que passaram.
 “Atravessei o limiar e ele se apoderou bruscamente da minha mão. Estremeci ao contato gelado dos seus dedos.-- Seja bem vindo a minha casa – repetiu --, entre livremente, regresse são e salvo e deixe aqui um pouco da felicidade que traz consigo.”

O livro se inicia com o relato de Jonathan Harker em seus diários. Ele é um jovem advogado que é enviado ao castelo do Conde Drácula, onde este vai realizar a compra de terras na Inglaterra. O cenário é a Transilvânia, e imediatamente somos transportados para lá, levados pelo excelente relato da viagem. No caminho, além da degustação da culinária local e das diferentes culturas, nosso narrador se vê envolto em mistérios que vão desde o clima literalmente nebuloso, até o medo que sente dos moradores locais.
“Rabisco estas linhas enquanto espero a diligência, que naturalmente está atrasada... Conservo sempre a pequena cruz no pescoço. Será a presença desse objeto, ou porque tenha sido contagiado pela inquietação da hospedeira, o certo é que não me sinto como habitualmente. Se este diário tiver de chegar um dia, antes de mim, às mãos de minha querida Mina, que ele lhe transmita o seu pensamento fiel.”
O clima de medo se intensifica quando Jonathan começa a ter sonhos estranhos, que se confundem com a realidade. Os latidos de cães e uivos dos lobos o atordoam. E, quando ele vai sair da pousada onde está hospedado, percebe, mesmo em meio ao idioma que não conhece, que as pessoas temem muito o conde e o local onde ele vive. A senhora que tenta de toda a forma dissuadi-lo de ir até lá, quando vê que ele não desistirá, dá-lhe seu crucifixo.
Será uma crendice popular ou será verdade? O jovem advogado vai, mas com a cabeça e o coração cheio de dúvidas que se tornarão ainda maiores e piores quando chega lá. E agora que está frente a frente com o tão temido Conde Drácula, ele tentará de todas as formas desvendar os mistérios e ao mesmo tempo sobreviver a tudo o que está atormentando seus dias de enclausurado.
“Encontrei o meu bem-amado num triste estado, tão magro e tão pálido! Seus olhos não têm mais aquele brilho, ele não é mais que a sombra de si próprio e perdeu toda a memória do passado. Ao menos pretende tal coisa, e prefiro não insistir nisso.”
O livro é bem dinâmico e a narrativa fluída, fazendo com que a gente leia rápido. Possui textos intercalados, onde os narradores se alternam contando a história. Vemos através da história o porquê de Drácula ter se tornado um dos mais famosos clássicos da literatura e do cinema. Só que achei, como sempre, ainda melhor que no cinema... (mal de leitor, né?).
Por isso, indico com alegria a todos que adoram vampiros, não se pode perder o Conde, Senhor da escuridão... Leiam, divirtam-se e tremam de medo com a leitura de Drácula.

Até a próxima!

7 comentários

  1. Oiaaaaaaa quero muito ler, eu gostava do filme, agora quero o livro hihih

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Mi, querida.... Vale a pena conferir.... É diferente e ao mesmo tempo tão conhecido, sombrio... Leia amore! Beijo

      Excluir
  2. Não sou muito fã de histórias de vampiros, mas confesso que tenho vontade de ler o Drácula pois é uma clássico né..

    Agora to ainda com mais vontade de ler *-*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Luana, vale muito a pena conferir, eu adorei! Obrigada pelo carinho, beijo

      Excluir
  3. Sempre vale a pena ler os clássicos!!! Amei a resenha Lú e sei que é um absurdo eu ainda não ter lido...mas pretendo me redimir em breve!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pelo elogio e pela oportunidade, Sche, valeu pelo carinho de sempre! Fico muito feliz! Beijo

      Excluir
  4. Oi, acabei de descobrir esse blog :D:D
    Fiquei muito curioso com o livro, agora vc saberia me dizer se essa edição que mostrou é com o texto integral ou é uma adptação? pq tem poucas páginas comparadas as outras edições.

    ResponderExcluir

Deixe seu Comentário!