RESENHA LIGEIRAMENTE CASADOS (OS BEDWYNS #1) - MARY BALOGH

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015


Título Original:  Slightly married
Tradução:  Ana Rodrigues
Páginas:  288
Formato:  16 x 23 cm
Peso:  400 g
Acabamento:  brochura
Lançamento:  06/10/2014
ISBN:  9788580413212
EAN:  9788580413212
Preço:  R$ 29,90
Preço E-Book:  R$ 19,90
Leia um trecho: clique aqui

Sinopse: “Mary Balogh começa esta série de seis livros com um casamento de conveniência entre dois dos personagens mais autossuficientes que já conheci. É uma alegria acompanhá-los na descoberta de que podem, sim, precisar de outra pessoa.” – Rakehell Reviews

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse – “Custe o que custar!”.

Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.

Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele – o que acontecerá em quatro dias.

Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.

Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...

Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo – e seduzem a cada página.

Sobre a autora:
Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, se mudou para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico.

Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses escrevendo na mesa da cozinha, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta. Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, depois de vinte anos de magistério, ela passou a se dedicar apenas aos livros.

Hoje Mary Balogh é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários.

As românticas de plantão, principalmente as apaixonadas por duques, marqueses, condes, lordes encantadores do período regencial, ficarão ou já estão deliciadas com algumas publicações da Editora Arqueiro.

Desde 2013 quando a editora estreou com três autoras (Julia Quinn, Lisa Kleypas e Madeline Hunter) e suas respectivas séries, e mesmo no auge dos eróticos, os livros de época, com narrativa leve, sensual e romântica, conquistaram espaço no mercado editorial, cativando novos leitores, e também aqueles fiéis ao gênero.

O sucesso das publicações impulsionou a aquisição de novas autoras, entre elas, Mary Balogh, com a série Os Bedwyns, e sendo o primeiro livro, Ligeiramente Casados.

Sempre que inicio uma resenha me deparo com um dilema: ser parcial ou imparcial, e mesmo optando pela segunda, sempre faço à primeira, vai entender?!?!??! Então sendo assim...  Ligeiramente Casados entrou na minha lista de leituras favoritas, mas confesso que até a aproximadamente a página 30 do livro, eu não estava apreciando a leitura... Oi?!?!?! Vou explicar...


A autora no início se dedicou em mostrar a situação na qual se encontravam os protagonistas (Eve e Aidan), expondo os seus dilemas, preocupações e dificuldades que eles estavam enfrentando. Mas depois a narrativa tornou completamente viciante.


Aidan Bedwyn, o segundo mais velho da família de 6 irmãos (Wullfric, Rannulf, Freyja, Alleyne e Morgan), esses nomes excêntricos foram dados pela mãe, que era uma leitora voraz (eu também sou, mas cruzes... esses nomes rsrsrs). O coronel lorde Aidan tem caráter forte, austero e um homem de palavra, e por isso acaba envolvido numa situação inesperada que acontece durante a Batalha de Toulouse.


Antes de morrer, o capitão Percival Morris, fez Aidan prometer que cuidaria da sua irmã, Eve Morris: “Custe, o que custar”.  Mesmo aceitando o encargo, porém sem saber de que forma poderia ajudá-la, a única certeza que ele seria o portador de más notícias ao chegar no Solar Ringwood.


Eve Morris uma jovem atraente, tem conhecimento que precisa se casar, não por imposição das convenções da época, mas sim para proteger a propriedade, pois não tem certeza de quando seu irmão voltará... Mas Eve já rejeitou diversos pedidos de casamento, esperando por John, Visconde Denson, que partiu para resolver assuntos diplomáticos, mas prometeu voltar e pedi-la em casamento.



Porém quando o coronel Aidan lhe dá a triste notícia, Eve tem certeza que irá perder o Solar, mas sua maior preocupação não é a propriedade física, e sim as pessoas que moram com ela e dependem da sua generosidade.



Tirando a Tia Mari, sua única parente, os outros ocupantes da casa, são pessoas que por motivos diversos, Eve as acolheu, e agora elas não terão lugar para ir... Porém existe uma solução...




Mesmo Eve garantindo ao Coronel que não precisava de ajuda, mas Aidan desconfiado, descobriu a real condição de Eve. E após conhecer o possível proprietário do Solar, Cecil Morris, ele tomou uma decisão que irá modificar a sua vida, e a de Eve...



Uma consideração sobre Cecil Morris, é que lembra muito Mr. Collins, de Orgulho e Preconceito da Jane Austen. Essa cena acima parece um dos encontro dele e Mr. Darcy, porém Cecil tem uma má índole, diferente do pobre coitado Mr. Collins.



O casamento se torna uma solução para Eve, porém  será um problema para Aidan.  Sendo ele irmão do Duque de Bewcastle (Wullfric Bedwyn), exige todo um protocolo social. Além do mais, Aidan é um herói de guerra. O ideal era estar casado com uma moça da alta sociedade, ou com alguma filha de militar, que se encaixaria melhor ao seu estilo vida.



Mesmo o acordo do casal era de seguir vidas separadas, mas as obrigações de Aidan, levam Eve para Londres. Onde ela além de enfrentar o esnobismo da família Bedwyn, já que suas origens não são nobres,  entrando em choque com os ideais da família.




Mas a personalidade forte de Eve não será facilmente “domada”, nem pela família Bedwyn, e muito menos por Aidan, que na verdade é vista com admiração por ele. O interessante da relação é que eles irão se apaixonar, porém ambos conseguem esconder os sentimentos deles mesmos.



Por outro lado o casal terá a oportunidade de se conhecerem melhor, e a convivência contribuirá para uma maior intimidade, mas o mesmo tempo surgirá sentimentos conflituosos...


Os momentos íntimos e cada vez mais frequentes, ruirá a frieza de Aidan, enquanto Eve receia que seus sentimentos por ele, nunca serão retribuídos. Já que sempre a atormento o momento que Aidan terá que partir...



Porém o tempo junto está acabando, mesmo com outros contratempos envolvendo as duas crianças órfãs (Becky e Davy) que Eve havia acolhido na sua propriedade. As páginas finais do livro mesclam momentos fofos e adoráveis envolvendo as crianças e o casal, e também momentos de bastante apreensão, principalmente com o retorno de John que tentará reconquistar Eve, já que Aidan irá partir em breve a deixando sozinha... ou não...


Conclusão:
Antes de concluir sobre o livro, quero fazer uma observação... Quando a editora anunciou a publicação da série, algumas leitoras comentaram que existiam dois livros anteriores, caso não fossem lidos antes podiam atrapalhar a leitura de Ligeiramente Casados. Os dois livros são, "One Night For Love" e  "A Summer to Remember".


Em minha opinião, não atrapalhou em nada, óbvio quando Freyja refere-se ao seu relacionamento com Kit (A Summer to Remember ), desperta certa curiosidade sobre o que aconteceu entre eles, mas não tem nenhuma ligação com a narrativa de Ligeiramente Casados.


Mary Balogh nos agraciou com personagens ricamente desenvolvidos, uma trama cheia de reviravoltas, que lembrou muito Judith McNaught, o que gerou a expectativa do “felizes para sempre” (momento lindo no livro).



Aidan inicialmente passa a imagem de um homem avesso a sentimentos, porém no decorrer do livro percebemos que na realidade ele é sensível e tem um enorme coração. E em relação à Eve a situação inverte, já que para esconder seus sentimentos, ela se comporta com certa frieza, diferenciando totalmente da personagem sensível e leve do início do livro.


Além de tudo isso, existe os outros irmãos, mas o que despertou minha curiosidade foi o Duque de Bewcastle, gostei da fragilidade que ele demonstrou em um determinada momento do livro, no caso no trecho acima. 


Ligeiramente Casados, um livro romântico, com humor refinado, diálogos inteligentes, personagens fortes e uma narrativa arrebatadora. 


Batalha de Toulouse (1814)

Data: 10 de abril de 1814
Local: Tolosa
Desfecho: indefinido
Combatentes:
 Reino Unido
 Portugal
 Espanha
 Império Francês
Comandantes:
Duque da Vitória
Marechal Nicolas Soult

Forças:
49.446 (Reino Unido, Portugal, Espanha)
42.430 (Império Frances)

Baixas:
593 mortos,
4.054 presos 

(Reino Unido, Portugal, Espanha)
3.236 mortos ou presos (Império Frances)

A Batalha de Toulouse (10 de abril de 1814) foi uma das batalhas finais dos Guerras Napoleônicas, quatro dias depois que Napoleão deu rendição do Império Francês para as nações da Sexta Coligação. Depois empurrou o desmoralizado e desintegrado exército imperial francês de Espanha em uma campanha difícil no outono anterior, os exércitos anglo-lusos e espanhol sob o comando do Marquês de Wellington prosseguiu a guerra no sul de França, na primavera de 1814.
Toulouse, a capital regional, foi defendida bravamente pelo marechal Soult. Uma divisão britânica e duas divisões espanholas ficaram gravemente maltratadas em combates sangrentos em 10 de abril, com perdas superiores as aliados contra as baixas francesas por 1.400. Como Wellington puxou de volta para reorganizar suas unidades destroçadas, Soult manteve-se na cidade por mais um dia antes de orquestrar uma fuga da cidade, com todo o seu exército.
A entrada de Wellington, na manhã de 12 de abril foi aclamada por um grande número de franceses monarquistas, validando medos anteriores de Soult de potenciais elementos da quinta coluna dentro da cidade. Naquela tarde, a palavra oficial da abdicação de Napoleão e o fim da guerra chegou a Wellington. Soult concordou com um armistício em 17 de abril.

Armistícioé um acordo formal na qual as partes envolvidas num conflito armado que concordam em parar de lutar. Não necessariamente é o fim da guerra, uma vez que pode ser apenas um cessar-fogo enquanto tenta-se realizar um tratado de paz. A palavra deriva do latim: arma (arma) e stitium (parar).
Um cessar-fogo refere-se ao fim temporário de combates entre as partes geralmente em um período limitado de tempo em determinado território. Geralmente o cessar-fogo é necessário para a negociação de um armistício.
O armistício é um modus vivendi, diferente de um acordo de paz, que pode levar meses ou anos para ser assinado. O armistício da Guerra da Coreia de 1953 é um exemplo cujo tratado de paz ainda não foi assinado.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas geralmente tenta impor o cessar-fogo, sendo os armistícios negociados posteriormente entre as partes conflitantes, sem a imposição de termos pelas Nações Unidas.

O aspecto fundamental de um armistício é o conflito encerrar sem haver rendição.

Fonte: Wikipédia


Os Bedwyn Prequels

Eles foram publicados em Portugal:

1. Uma Noite de Amor (One Night for Love): Numa manhã perfeita de Maio… Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso… apesar do abismo que agora os separa. Até que Lily fala com franqueza… E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de… Uma noite de amor.

2. Um Verão Inesquecível (A Summer to Remember):  Kit Butler é um dos mais afamados solteirões de Londres, casar é a última coisa que lhe passa pela cabeça. Mas a sua família tem outros planos. Para contrariar o casamento que o pai lhe arranjou, Kit precisa de encontrar uma noiva... e depressa. Entra em cena Miss Lauren Edgeworth. Lauren foi abandonada em pleno altar pelo seu noivo, Neville Wyatt. Destroçada, decide que não voltará a passar pelo mesmo: nunca casará. O encontro entre estas duas forças da natureza é tão intenso como uma tempestade de verão... e ambos engendram um plano secreto. Lauren concorda alinhar na farsa em troca de um verão recheado de paixão e aventura. No final, ela romperá o noivado - o que afastará possíveis pretendentes - deixando-os a ambos livres. Tudo corre na perfeição, até que Kit faz o impensável: apaixona-se por Lauren. E um verão já não é suficiente para ele. Mas o tempo não para e Kit sabe que terá de apelar a mais do que as suas vulgares armas de sedução para conseguir convencer Lauren a entregar-lhe o seu coração... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para o resto das suas vidas. 



Próximo livro: Ligeiramente Maliciosos em Abril


Sinopse: Sinopse: A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso? (retirada da versão portuguesa)

3 comentários

  1. Também adooorei Ligeiramente Casados e não vejo a hora de o próximo livro da série ser publicado.
    Parabéns pela resenha, Pati!
    beijos

    ResponderExcluir
  2. Olá!
    Vim parar aqui pois também faço parte do grupo de Literatura de época, que adoro!
    Completíssima sua resenha, adorei....já li esse livro e também fiz resenha, mas essa está de arrebatar, não fui tão minuciosa nos meus escritos.
    Eu só li até agora esse e um verão inesquecível, que também curti muito. Acho a escrita da autora bem inteligente e caprichosa, sem contar que as novas capas da Editora Arqueiro me seduziram, mal posso esperar pelo ligeiramente maliciosos.
    Bjs
    Renata
    www.umaleituraamais.com.br

    ResponderExcluir
  3. Também amei ligeiramente casados, e sua resenha ficou perfeita!
    nunca tinha lido nada dessa autora mas ela já me conquistou

    ResponderExcluir

Deixe seu Comentário!