[RESENHA] A Morte de Sarai - J. A. Redmerski - @Suma_BR

segunda-feira, 16 de março de 2015

A MORTE
DE Sarai

I.S.B.N.: 9788581052571
Cód. Barras: 9788581052571
Número de Páginas: 144
Idioma: Português
Acabamento: Brochura
NÚMERO: 1
ANO: 2015
Sinopse: A autora do best-seller Entre o agora e o nunca traz uma história de paixão e sobrevivência. Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. Em “A morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.


Este livro ganha um ritmo alucinante e visceral. O leitor fica com o coração na boca a cada página com esta narrativa intensa e surpreendente.
A Morte de Sarai é um thriller policial eletrizante, amarrado com fios de romance e sensualidade. Com personagens marcantes que ficam na sua mente muito tempo após a leitura, com certeza é um dos melhores livros do ano.


Sarai é uma sobrevivente.
Vivendo desde os 14 anos em regime de escravidão sexual em cárcere privado no México nas garras de um renomado traficante ela ainda sonha com a liberdade.
Após 9 anos traçando seu plano de fuga, Sarai vê sua passagem para a liberdade na figura de um enigmático americano que chega à Fortaleza de Javier para negociar um serviço de execução.

O enigmático Victor é um assassino de aluguel. Contratado pelo poderoso traficante para eliminar um alvo, ele se vê em uma situação um tanto inesperada ao se dar conta de que tem uma clandestina em seu carro ao deixar a Fortaleza de Javier.
As lágrimas vem do nada, queimando meus olhos e nariz. Mas não estou chorando porque estou muito perto de casa, estou chorando porque a personalidade estranha e indiferente dele e suas respostas monossilábicas são o suficiente para que eu queira, figurativamente, me matar. Soluço na palma das mãos, pondo para fora meu medo e frustração com o americano, com tudo mais que trago pra mim: o alívio por ter finalmente fugido, o mede de ser mandada de volta para lá, a preocupação pela surra que Izel vai dar em Lydia, o simples fato de eu estar em uma situação muito longe de ser fácil de resolver, meu estômago vazio, minha garganta seca, os dois dias sem banho, o fato de que posso morrer a qualquer momento. A única coisa boa que me ocorre é que ainda estou viva e não tão longe de casa quanto pensava. (Sarai)
J. A. Redmerski está simplesmente brilhante neste primeiro livro da Série Na Companhia de Assassinos.
Com uma narrativa rápida, fluída e intensa. A autora narra em primeira pessoa alternando os pontos de vista entre Sarai e Victor de uma forma alucinante. Cada capítulo é um tiro curto a queima roupa.

Acompanhamos o mundo de Sarai se expandir e ao mesmo tempo implodir dentro dela mesma.
Depois de 9 anos sem vida própria, pode alguém simplesmente a prender a usufruir da vida? 
Depois que sua inocência foi roubada pela violência, e violência, medo e abuso é tudo o que se conhece, pode um ser humano conseguir levar uma vida normal? 
E depois de tudo isso, o quê pode ser considerado normal?
Duvido que um dia eu consiga entender os últimos nove anos da minha vida, e menos ainda os últimos dias. (...) percebo que não consigo me sentir eu mesma. Ao menos não a pessoa que eu era, ou a pessoa que eu deveria ser se essa oportunidade não tivesse sido tirada de mim por Javier. Por minha mãe. (Sarai)
J. A. Redmerski foi muito feliz na idealização da trama e construção dos personagens.
Da réstia de bandidos inescrupulosos, mas subalternos, dos asquerosos ao hediondos de colarinho branco, a autora foi brilhante na mescla dos estilos de mal feitores, assim como nos traços muito controversos da personalidade do casal principal.

O belo, disciplinado, taciturno e letal Victor.
A atormentada, passional, inteligente e desequilibrada emocionalmente Sarai.
Yin e Yang nesta gangorra de interesse, crime e descobertas.
Acho que agora sei como é quando uma pessoa passou metade da vida na prisão e é solta no mundo de novo. Ela não sabe o que fazer consigo mesma, não sabe como voltar a se inserir na sociedade. Fica o tempo todo olhando por cima do ombro. Não consegue acordar mais tarde do que cinco da manhã, nem acreditar que pode escolher o que comer e quando comer. Violência, escuridão e confinamento fazem parte dela a tal ponto que metade do seu ser nunca aprende outra forma de viver. (Victor)
Os desvios da personalidade de Sarai são contundentes. Reais.
Ao mesmo tempo em que nos sensibilizamos por tudo o que ela passou e entendemos suas contradições, também vamos vendo como se destrói uma pessoa e se constrói um sociopata. 

Victor vê isso.
Ele tenta dar alternativas à ela.
Tenta auxiliar na defesa de suas últimas linhas de inocência, na sua humanidade. E, embora Sarai seja uma mulher, para muitas coisas ela ainda é uma menina. Não tem experiência de vida.
Mesmo conhecendo a violência intimamente, J. A. Redmerski lhe dá à ela o dom da curiosidade quase que infantil para algumas situações, aliado à malícia sensual para a manipulação se disso depender sua sobrevivência.
Ela parece derrotada. Linda, suave e destruída de pé ali diante de mim, parcialmente vestida, à luz do luar que entra pela janela alta. Linda, mas derrotada. Seu olhar de alguma forma gruda em minha alma, e tudo o que quero é que ela se vire e vá embora. Porque sei que se ela não for, se me pressionar mais com esses lábios macios e esses olhos tristes e vulneráveis, vou sucumbir ao momento, e comê-la ou matá-la. (Victor)
As cenas de violência são muito reais. Em diversos momentos nos encontramos no meio da ação e com a adrenalina a mil, correndo ou mandando bala pela sobrevivência.

A Suma de Letras nos trouxe um livro maravilhoso! Com uma capa linda, tradução e diagramação caprichadíssimos, junto com J. A. Redmerski nos brindam com esta obra maravilhosa e certamente inesquecível. 
Realmente não sei o que será de mim até o lançamento do próximo livro que é "O Retorno de Izabel". 
Me apaixonei pela imperfeição de Sarai, pelo assassino que embora mate sem nenhum remorso, ainda assim é um Príncipe Encantado.

Donzela ou assassina fria?
Sociopata ou inocente?
Quem é Sarai? Leia entre de cabeça no submundo audacioso do crime.




1 comentários

  1. Scheila do céu, só com a tua resenha fiquei com o coração acelerado e arrepiada. Adrenalina do começo ao fim. Preciso urgente deste livro. Parabéns pela resenha.

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