[RESENHA] Eve & Adam - Michael Grant e Katherine Applegate

terça-feira, 28 de abril de 2015



“- É só que... ela é minha mãe. Você pensa que conhece uma pessoa, que sabe do que ela é capaz, e então...
- Sim, a vida é cheia de surpresas [...]”

Evening Spiker, E.V ou Eve ~não~ é uma garota comum. Filha de uma cientista fria e manipuladora, dona de um super complexo de pesquisa, Eve acha que é uma garota comum.

Até que um dia ela sofre um atropelamento e perde a perna, além de ter terríveis outros machucados, é tirada do hospital e levada à Spiker (corporação de sua mãe) para iniciar um tratamento de recuperação da perna. Lá, Evening conhece Solo, um assistente de sua mãe, que tem sua idade, sendo jovem demais para estar ali trabalhando. Solo é reservado, bem esperto e bonito. E ele odeia Terra Spiker.

Durante sua recuperação, que acontece rápido demais, Evening fica entediada e por gostar de tudo relacionado a genética, Terra designa um projeto à sua filha: o projeto 88715, que consiste em criar uma pessoa perfeita, mexendo em genes e dnas através de um computador. Eve então decide criar um homem perfeito. Começa pelos olhos (azuis, iguais aos de Solo), cabelo, perna, peitoral e por fim, o cérebro. Aislin, a melhor amiga destemperada de Evening, namorada de um traficante, e descrita como “vagabunda”, decide chamar o “projeto” de Adam (fazendo analogia a Adão e Eva).


“É só DNA? É aquele código controlador que nunca conseguimos dominar? Tem algum cromossomo bem no fundo das células de Aislin que a deixa fada a uma vida de infelicidade com fracassados como Maddox? Por outro lado, Aislin, pelo menos, tem um relacionamento.”

Durante sua rápida recuperação, onde Eve não perdeu a perna, ela acaba se aproximando demais de Solo, e mal sabe o que ele e sua mãe escondem. Solo quer destruir Terra Spiker, que é tutora deles desde que ele perdeu seus pais em um acidente, 6 anos atrás, e desde então vive com ela no complexo Spiker. Assim, ele conhece cada detalhe da fria Terra e reúne todas as provas possíveis para a sua destruição. O que Solo não esperava era se apaixonar por Evening.

Será que ele teria coragem de destruir a vida da garota por quem se apaixonou? Será que tudo o que ele descobriu é verdade? Será que Terra é a verdadeira vilã? Será que Adam, o garoto perfeito, é tão perfeito assim?

“- Não me dê a tarefa de criar um ser humano a menos que queira que eu me sinta Deus.
- É só uma simulação - ele diz, estreitando os olhos de modo suspeito.
- Certo, e eu sou só uma simulação de Deus.“


O livro é maravilhoso! Eu praticamente devorei ele, eu precisava saber o destino de Evening, Solo, Adam, Aislin e Terra o mais rápido possível! Eu esperava um livro de amor, mas não, ele não tem só romance! Ele tem aventura, um quê de futurismo, biologia e mistérios! Além de ser fofinho.

Por um tempo eu torci para a Eve ficar com Solo, depois eu torci por Eve e Adam, depois por Solo, e Adam novamente. Eu estava mais indecisa do que ela! É uma história bem diferente do que vemos na vida real, tem ação nos momentos certos, fofura nos momentos certos, e conflitos nos momentos certos.

“Paro para pensar. Todo mundo devia ter defeitos. Não é isso que nos torna interessantes? Não é isso que nos impede de sermos cópias uns dos outros?”

O livro é narrado por Eve, Solo e Adam, sendo cada capítulo na visão de um deles, o que eu achei maravilhoso! Saber o que se passa na cabeça de vários personagens torna a história mais intrigante.
Sobre o layout e a diagramação da Novo Conceito: fonte perfeita para a leitura! E a capa condiz maravilhosamente o que acontece no livro (sim, é uma maçã futurista).


“Não consigo pensar em nada para responder, apesar de saber que acharei algo daqui a umas três horas, quando for tarde demais para ter importância.”




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