Lançamento de Cidades de Papel mobiliza fãs e leitores brasileiros

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A primeira semana de julho foi marcada por muita euforia, ansiedade e excitação.

Quem ousaria sonhar que um dia, John Green visitaria o Brasil e ainda traria Nat Wolff de acompanhante? Seja sincero na sua resposta.


Os dias pré e pós chegada do escritor americano, carinhosamente conhecido pelos brasileiros como João Verde, serão momentos que ficarão nítidos por muito tempo na vida de fãs e leitores.

John e Nat estiveram no Rio de Janeiro para o lançamento da adaptação cinematográfica, Cidades de Papel, baseada em livro de mesmo nome. E, cerca de uma semana antes, a editora Intrínseca, responsável pelas publicações dos livros do John por aqui, entrou em contato com seus blogs parceiros, convidando-os para participar de uma cabine de imprensa na última terça-feira, 30, onde seria exibido em primeira mão o filme Cidades de Papel e, da coletiva de imprensa, que aconteceria no dia seguinte, na quarta-feira, 01, no Copacabana Palace. Como você sabe, o Guardiã da Meia-Noite esteve presente e eu, Laira, vou contar tudo o que rolou.

Bem, o primeiro dia foi bastante tranquilo e, isso até me causou uma certa estranheza, mas, tudo bem. Cheguei no Botafogo Praia Shopping e aguardei o momento em que seríamos conduzidos para a sala onde seria exibido o filme. Até que fôssemos liberados para entrar, todos os blogueiros presentes foram presenteados com um KIT super fofo da editora Intrínseca e com um documento de embargo, entregue pela FOX, que deveria ser assinado por cada um ali presente, atestando que absolutamente nada relacionado ao filme seria divulgado até o dia 05 deste mês. Então, pessoal, mil desculpas. Por enquanto, estou impedida de falar qualquer coisa. 

Após o filme, fui para a casa da minha amiga, Fernanda, do Livros Minha Terapia. Ela me deu abrigo durante esses dois dias, portanto, compartilhamos todos os momentos que antecederam o dia 2.


Ficou combinado assim: chegaríamos ao Copacabana Palace às nove horas para fazer o credenciamento, o que permitiria a nossa entrada na Golden Room, o salão onde aconteceria a coletiva de imprensa com o protagonista do filme, Nat Wolff e com o próprio autor. E assim foi feito.

Ao chegar em frente ao hotel já haviam comentários de que por volta das oito da manhã, John e Nat tinham esbarrado com alguns fãs ao retornar da praia e, assim, a expectativa foi só aumentando.

Peguei a credencial e me dirigi ao local onde seria a coletiva. Na varanda de acesso ao salão, já estava tudo preparado para o Photocall. Enquanto os fotógrafos da imprensa não chegavam e os astros do dia não apareciam, tirei algumas fotos, conheci o lugar, lanchei, aguardei e aguardei até o momento em que, milagrosamente, consegui participar dessa sessão de fotos. John e Nat chegaram com uma filmadora à postos. Posaram para os fotógrafos, sempre muito simpáticos, faziam poses e conversavam com a galera que estava do lado de fora do hotel torcendo por um vislumbre de seus ídolos. Eu consegui gravar um vídeo do John falando algo que eu pedi para ele, mas, isso é surpresa, desculpem. Apesar disso, ninguém foi capaz de chegar perto de John Green e Nat Wolff. Ao que parecia, a nossa esperança de conseguir um autógrafo ou uma foto, estava lentamente se esvaindo. 


Nat Wolff e John Green posam em photocall de Cidades de Papel.
Eis que finalmente chegou a hora da coletiva. Sentei na fileira disposta no meio da sala. Estava num dilema terrível: fotografava, filmava ou anotava? Dei preferência às anotações, mas, fotografei quando deu. Peço desculpas pela qualidade de algumas imagens, as condições de iluminação não permitiram que a minha velha amiga Kodak, que já está mais para lá do que para cá, desempenhasse seu trabalho dignamente.

Durante a coletiva, John falou sobre várias coisas relacionadas ao filme. Percebi que a curiosidade de muitos se voltava para o fato dele escrever unicamente para jovens de maneira diferenciada e, mesmo que não seja o objetivo principal do autor, seus livros são também a alegria de muitos adultos. Ele comentou ainda sobre o peso do mercado brasileiro com relação à seus livros. "Sou muito grato por Cidades de Papel ter encontrado espaço aqui no Brasil. Fico feliz em saber que o livro e o filme são muito mais bem sucedidos aqui do que em outros lugares."

Nat, por sua vez, falou sobre as similaridades entre ele e seu personagem no filme, Quentin Jacobsen. "Eu me senti como Q. em vários momentos. Principalmente quando eu era mais novo (...) Continuo achando que a amizade é muito mais importante do que o amor." 

Na Golden Room do Copacabana Palace, John e Nat recebem imprensa e blogueiros.

Segundo John Green, Cidades de Papel é um livro que fala sobre a complexidade dos outros. Ele contou que a definição de Paper Towns muda com o decorrer da história e que ao final, acaba se transformando no fenômeno da cartografia. Para John, Q. amplia seu círculo de amizade e, seu objetivo como autor, era fazer com que ele visse Margo como uma pessoa normal e não como alguém a ser endeusada. Já Nat, acrescenta: "Acho que eles [Quentin e Margo] são amigos desde o início e ele acaba projetando a imagem dela mas, no fim da história, ele acaba a conhecendo melhor."

Nascido em Indianápolis, John revela que conheceu as cidades de papel durante uma road trip, quando passava pela Dakota do Sul. "No mapa dizia que havia uma cidade próxima, mas, na verdade, era uma planície."

Após o bate-papo super bacana, ficamos ansiosos para saber se teríamos um momento com o autor e o ator. Apesar de nada ter sido prometido para nós, alimentávamos esse fiozinho de esperança que foi extirpado pelo pessoal da FOX. O número de blogueiros presentes não era exorbitante. Ouso dizer que havia mais gente da FOX fazendo de tudo para impedir o nosso contato com John e Nat, do que pessoas que realmente queriam contato. Sim, fiquei muito chateada com isso. Assim que a coletiva foi dada por encerrada, Nat já seguiu direto para a porta lateral, tipo, tchau e bença. Enquanto isso, John tentou atender a primeira fileira de blogueiros mas foi rapidamente impedido por seus assessores. Se cinco pessoas conseguiram um rabisco em seus livros, foi muito.

Não me entendam mal. Fiquei super feliz pela oportunidade que tive. Sou muito grata à Intrínseca e acredito que todos os blogueiros que puderam estar presentes, também estão. A atitude da editora de nos inserir em um momento tão único como esse foi maravilhosa. Afinal, antes de sermos blogueiros, somos fãs. Somos leitores. O que me deixou indignada foi o esforço da FOX de não permitir que uma sessãozinha de autógrafos fosse permitida para os leitores ali presentes. Primeira vez de John Green no Brasil, lugar que de acordo com o próprio autor, é um de seus grandes mercados e, ainda assim, sensibilidade zero. Perguntamos milhares de vezes para pessoas da FOX e da Intrínseca se haveria a possibilidade de rolar um encontro com o autor e a resposta era a mesma: não. A única coisa que falavam para a gente fazer era ir para o Cine Odeon, na Cinelândia, porque ali aconteceria uma premiere do filme às oito da noite.

E assim começa a saga do Odeon. Gente, eu tenho 23 anos, mas sou o exemplo de sedentarismo e não sei se um dia faria tudo o que fiz novamente. 

Cheguei na Cinelândia por volta de uma e meia da tarde, haviam fãs acampando em frente ao cinema. Escolhi um lugar e fiquei, fiquei, fiquei, fiquei. Infinitamente fiquei, até às vinte horas e quinze minutos. Isso porque no twitter oficial da FOX foi dito que John chegaria às seis horas para falar com os fãs antes do tapete vermelho. Passei sete horas na fila, os pés em pedição de miséria, a coluna já não existia e pasmem, nem havia tanta gente assim na fila. Nada que não pudesse ser aglomerado dentro de uma livraria para uma tarde de autógrafos previamente organizada, mas, tudo bem.

Nat não compareceu à premiere. Ele tinha que voltar para os Estados Unidos por conta da agenda, mas, John foi falar com os fãs. Autografou, só autografou. Fotos não eram permitidas. Tipo, "OI?" Enfim, consegui o meu autógrafo e permaneci no local. À medida que John Green ia distribuindo os autógrafos, o povo ia se dispersando e indo embora, parecia efeito dominó. Permaneci no local até às nove e meia e não é que ele voltou para falar com o restinho de fãs que ainda continuava lá? Pois é, foi assim que consegui o autógrafo para a Scheila. Totalmente de última hora. Nesse mesmo momento, baixou a Dona Hermínia na minha pessoa e palavras em inglês saíram da minha boca: "Posso tirar uma foto com você?" ELE DEIXOU, MINHA GENTE. Eu finalmente teria uma foto com John Green. Mas, atentem para uma coisa: eu não tenho iPhone; a câmera frontal do meu Samsung para aquele horário já não servia de mais nada. Tive que me virar para fazer uma selfie com a minha compacta véia mesmo. Não tinha para onde esticar o braço, o povo me esmagando, ninguém podia tirar a foto para mim. Deixo vocês adivinharem o final da história. Selfie desastrosa.


Uma palavra para descrever tudo isso? Honestamente, não sei. Muita simpatia por parte do autor, muita fofice por parte do Nat, que apesar de fofo, estava com o media training em dia, mas, muita falta de sensibilidade para com os fãs por parte de algumas pessoas da FOX. À equipe da Editora Intrínseca, sempre solícita e disposta a conversar com a gente, muito obrigada. Deixo aqui o meu agradecimento à Vanessa e Helô também.

Quanto a FOX, seria bom repensar tudo isso e planejar as coisas com mais cuidado. Depois de ver fãs esperando horas para falar com o John, "resolvem" que no dia seguinte o levaria para uma livraria da Barra da Tijuca para autografar livros. Vai entender!


7 comentários

  1. Uauuuuu que saga, fiquei com dó de você menina. Mas entendo afinal é John Green!!!! Eu enfrentaria também.hehe

    Li algumas pessoas reclamando sobre a posição da fox. Muito chato, acredito que os blogueiros que lá estavam mereciam ganhar uma foto e autografo já que, como você disse não eram tantos.

    Mas aposto que no fim valeu né?
    Parabéns :D

    Bjos
    Sá França
    http://nosleitoras.com

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  2. Laira,que maravilhoso!Uma cabine de imprensa em alto estilo,para exibição do filme,coletiva,Copacabana Palace?Que luxo Laira!Então o primeiro dia foi tranquilo,estranho?!Que bom.Parabéns,pelo kit,que pena que terei que esperar até o dia 5.Parabenizo a Fernanda pela hospitalidade.Nossa que expectativa foi o segundo dia!É bom saber da simpatia do Nat e do John.Estou ansiosa para ver o vídeo gravado.Que dilema hein?Foto,filme ou anotações.Desculpada pela qualidade das imagens.Concordo com o Nat a amizade é mais importante do que o amor.Que assessoria antipática.Parabéns a Intriseca.Que coragem ir até o Odeon,a Scheila deve ter ficado muito feliz com o autógrafo,uma foto não importa a qualidade valeu a pena sim!Agora a Fox repense as suas organização.Beijos!!!

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  3. Bom, nem sei o que falar, tirando a parte invejável que voce pôde conhecer João Verde e Nat Wolff ;P
    Vi que ficou magoada com a assessoria, mas afinal, quem não ficaria. Mas de qualquer forma deve ter sido incrivel. Parabéns! Abraços.
    E-mail: sandrinha.icm@hotmail.com
    Facebook: https://www.facebook.com/AlessandraFernandes.S2

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    1. Lembrando que desde o dia 07.07.2015 SANDRINHA, ou seja, eu, fará os comentários como Alessandra Fernandes. Obg.

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  4. Puxa, conhecer seu ídolo é demais... Não gosto do John green, só li o ACEDE porque ganhei de aniversario. Agora vai ter evento dos livros dele com foco no Cidades de Papel na minha cidade e eu resolvi ler o livro. Estou gostando bem mais da história!

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  5. Ai que sonho hein?! Na metade do caminho parecia um pesadelo, mas que bom que no final deu tudo certo e conseguiram os autógrafos (tb queroooo) e a foto, mesmo que desastrosa, hehe.
    Com certeza foi uma oportunidade única que tiveram e é fruto desse excelente trabalho que realizam com o blog e com o facebook. Pra mim vcs são uma das melhores de fontes, sempre fico sabendo por vcs as novidades e tudo mais.
    Infelizmente em qualquer empresa existem pessoas que acham que é dona do mundo, mas nao são apenas pobres mortais que estão trabalhando, mas acham q tem poder de desastrar os outros.
    Quero ver o filme e tirar a imagem ruim que tive da estória.
    Bjuu

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  6. Estava acompanhando a vinda pela pela internet mesmo, já conferi dois livros do autor e simplesmente me apaixonei por sua escrita. Amaria ter a oportunidade de conhecer-los e ainda mais de tantos elogios que li sobre eles.

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