[RESENHA] Respire - Livro 1 - Série Ten Tiny Breaths - K. A. Tucker

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

RESPIRE
K.A. TUCKER
Editora: Fábrica231
Nro de páginas: 320
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Sinopse: Kacey Cleary não chora, não suporta o toque das pessoas e canaliza sua energia para treinos intensos de kickboxing. Tudo isso depois de um ano de reabilitação física e de mergulhar num mundo de drogas e álcool para tentar lidar com a perda dos pais, da melhor amiga e do namorado, num acidente de carro do qual ela foi a única sobrevivente. Protagonista de “Respire”, primeiro livro da série Ten Tiny Breaths, sucesso de K.A. Tucker que chega ao Brasil pelo selo Fábrica 231, Kacey chegou ao fundo do poço, mas resolve lutar para sair de lá por Livie, a irmã caçula. Depois de irem morar com uma tia religiosa fanática e seu marido alcoólatra, as duas fogem para Miami para tentar recomeçar, e Kacey terá que enfrentar seus fantasmas para derrubar o muro que ergueu ao seu redor. Às vezes, respirar torna-se uma missão quase impossível, mas K.A. Tucker mostra que é preciso neste romance sobre perdas, amizade, amor e superação.

 Muito bom!
Experimentei uma gama de sentimentos ambíguos durante a leitura de respire. Achei o início da trama bem clichê, onde a mocinha traumatizada tem dificuldade em se relacionar com outras pessoas e acaba se fechando para o mundo.
Vestida com a sua capa de vadia grosseira, Kacey afasta todos que tentam se aproximar dela, já que praticamente toda a sua família foi arrancada dela em um trágico acidente de transito a 4 anos, ela construiu muros de proteção para ninguém se aproximar e assim ela não sofrer mais com a perda de pessoas queridas.

Fugindo da casa de seus tios com a irmã mais nova Livie, Kacey agora luta para domar seus demônios, conseguir sustentá-las e dar um futuro para digno à irmã, mas na maioria das vezes é difícil até mesmo respirar.
E numa espiral de raiva e frustração, Kacey também luta para manter a cabeça longe do álcool e outras drogas em busca do entorpecimento de suas memórias mais dolorosas.

Então, não que eu seja insensível ao Transtorno de Estresse Pós Traumático, que é a principal disfunção da protagonista. Mas enquanto ela é uma vaca literalmente com todos os que tentam se aproximar, fica meio difícil não ficar com raiva dela, afinal, problemas todo mundo tem e a dor de um nem sempre é maior que a do outro, apenas diferente.
Acho a Kacey egoísta ao extremo e enquanto ela pinta o sete ou dá mancada tudo em nome da segurança da irmã, não percebe que apenas se esconde dentro do seu casulo e realmente não consegue perceber o impacto de suas ações na vida da irmã que mesmo não demonstrando (pois Livie é muito mais serena e centrada), perdeu tanto quanto ela em seus meros 15 anos de vida.

E aí temos mais clichês. O mocinho lindo com pinta de badboy, mas que é super boa gente, honesto e completamente devotado à mocinha, mesmo em meio aos seus piores surtos.
A vizinha que se torna uma amiga improvável, mas que aos poucos vai conseguindo derreter o coração gelado dela e outros tantos personagens que mesmo com todas as grosserias de Kacey, vão encontrando um jeitinho de ir fissurando esta casca grossa dela.

Beleza! Até aí tudo, bem. Não que o livro tenha sido ruim até a metade pelo menos, mas em diversos momentos era mais do mesmo. Até que do meio pro fim K.A. Tucker literalmente nos tonteia com um plot twist que não vou dizer que fosse improvável, mas que realmente eu não esperava.
Quando tudo estava apenas se encaminhando para o “felizes para sempre” onde a vida de Kacey estava literalmente deixando de ser cinza e sendo colorida novamente com família, amigos e amor. Seu chão é arrancado de seus pés literalmente e ela é obrigada a passar por uma intervenção para tratar seu trauma definitivamente, mesmo que sua vida tenha desabado novamente.

Gostei bastante do livro, embora em alguns aspectos eu tenha esperado um pouquinho mais de algumas situações.
Embora Kacey seja uma personagem muito pouco carismática em um primeiro momento, aos poucos ela vai se desenvolvendo e ganhando a nossa simpatia. K.A. Tucker fez um trabalho divino com seus personagem secundários onde cada faceta que é revelada sobre suas personalidades acabam encantando ao leitor.

A reconstrução nem um pouco ortodoxa de Kacey também elevou muito o índice de satisfação com a trama, tornando Respire um New Adult visceral, que aborda com bastante realidade as relações afetivas, o sofrimento e o tratamento do TEPT (Transtorno de Estresse Pós Traumático).
Tive que dar o braço a torcer e admitir que adorei a leitura. Mesmo com um inicio deixando um pouco a desejar, a autora conseguiu dar a volta por cima e me conquistou, principalmente depois de tudo o que aconteceu com o Trent e como Kacey foi confrontada até não ter outra opção a não ser sair do buraco negro por ela própria!

Recomendo e estou aqui esperando ansiosa que a Fabrica 231 lance rapidamente o segundo volume da série.


14 comentários

  1. Usando suas palavras, tbm achei mais do mesmo. Veja bem, não li a história e já fiquei com raiva dessa mocinha egoísta, tbm não estou fazendo pouco caso da doença, mas o que pareceu é que ela usa a doença como uma moleta. Mas fiquei bem curiosa pela reviravolta.

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  2. Oi, Scheila!
    Achei as atitudes da Kacey bastantes egoístas em relação a irmã, e concordo com você, só porque ela está sofrendo não quer dizer que a dor dela é mais importante que a dor das outras pessoas, sério, detesto pessoas que agem assim... por isso, no momento Respire não vai para a minha lista de leitura mas se a oportunidade de o ler surgir no futuro vou arriscar a leitura sim, acredito que vale a pena ser lido por causa dos personagens secundários que pelo visto é o destaque em Respire, né?!...
    Bjos!

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  3. Quando a protagonista não é carismática, os personagens secundários tornam-se fundamentais e gostei de saber que eles encantam o suficiente pra passar por cima das partes em que a mocinha decepciona. Ainda não sei o que pensar sobre o livro, a história apesar de ter um inicio clichê como vc disse, também parece ter uma reviravolta e fisgar o leitor, mas me preocupa o fato do TEPT, com álcool e drogas, os livros que li com foco em drogas não me conquistaram, enfim vou dar mais pesquisada sobre o livro antes de decidir se leio ;)

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  4. Olá, Scheila!!
    Nunca li nada parecido com esse tema!!! Gostei muito da resenha!!
    Achei a protagonista meio perdida em suas atitudes!! Mas Adorei os outros personagens!!
    Beijos

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  5. Olá, Scheila.
    Não sou muito fã desse gênero e pelo jeito vou odiar essa protagonista. Odeio pessoas assim que acham que a dor deles é maior que a dos outros e tem direito de tratar todo mundo mal. Vide a irmã dela que também perdeu as mesmas coisas que ela e tem outro tipo de atitude. Mas fiquei em duvida porque fiquei curiosa com o que acontece depois e que dá a reviravolta na história. Talvez eu leia.

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  6. Vi algumas coisinhas falando desses lados clichês e dramáticos demais da história. Que tem partes que podem gerar um certo desconforto porque parecem bem desnecessárias, até chatas. Mas sei lá, adoro um drama. E se for bem escrito nem me importo com o clichê disso. Acho que esse livro é bem escrito, então agora resta ver se alguma coisa vai incomodar ali. Mas é legal, pode ser uma leitura bem interessante se você gosta de histórias mais ou menos assim. Queria ler.

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  7. Eu estou com muita vontade de ler esse livro! Ele parece ser muito bom, e eu amo New Adults <3
    É uma pena que ele seja um pouco clichê, mas fiquei super curiosa pra saber o que acontece no final. Só espero ler esse livro logo *u*

    Bjss ^^

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  8. Já estava bastante interessada em ler esse livro só pela sinopse, e agora depois de ver essa resenha fiquei ainda mais curiosa em conferi essa história, faz bastante tempo que tenha lido algum livro em que a protagonista tem Transtorno de Estresse Pós Traumático.

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  9. Não gosto muito deste gênero, mas essa obra parece diferente. Por começar no clichê e depois ter uma reviravolta que muda tudo, acho que vale a pena conferir. É bom quando você não espera muito de obra e ela te surpreende, uma pena que não é um livro único, estou um pouco cansada das séries. Gostei muito da resenha.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

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  10. Eu gosto muito dos livros do gênero, e estou sempre procurando algo novo para ler. Esse livro parece ser bem clichê, mas eu acho que também vou gostar dele. Goste de saber que a Kacey foi se desenvolvendo no decorrer do livro, e eu espero gostar dela. Eu ainda não li nenhum livro onde algum personagem sofre de TEPT, mas fiquei com vontade de ler este.

    Beijos!

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  11. Confesso que a premissa do livro não me interessou, ainda mais com o mistério presente no livro ser previsível,não gosto muito livros assim

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  12. Confesso que a premissa do livro não me interessou, ainda mais com o mistério presente no livro ser previsível,não gosto muito livros assim

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  13. Oi.
    Adorei a premissa do livro, uma pena que eu não gostei muito da história, mas infelizmente eu não gostei muito não, tudo foi muito clichê e previsível, apesar de que em alguns momentos a história boa, mas não me conquistou muito não.
    Boa Tarde.

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  14. Oi.
    Eu particularmente gosto bastante dessa premissa, mas achei a história bem clichê, não sei se seria uma leitura para mim no momento, essa coisa toda de Brad vou não me conquistou não.
    Boa Noite.

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