[CINEMA] Crítica - A Cabana

quarta-feira, 29 de março de 2017

Data de lançamento: 6 de abril de 2017 (2h 12min)

Direção: Stuart Hazeldine

Elenco: Sam Worthington, Octavia Spencer, Tim McGraw

Sinopse: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.






Um filme para quem realmente acredita.

Antes de começar a tecer meus comentários, tenho a dizer que ainda não tive oportunidade de ler o livro, não sou cristã praticante e a última vez que chequei, estava mais para agnóstica do que para qualquer outra coisa.

A Cabana conta a história de um pai e sua culpa após perder uma filha de forma muito trágica e traumatizante.

Já no início me emocionei muito com as cenas do desespero desse pai e desta família após perderem a pequena Missy. Como mãe, o filme teve um apelo emocional muito intenso, visto que mexeu com um dos meus piores medos.

O elenco todo está de parabéns e mesmo que eu só tivesse visto Sam Worthington anteriormente em Avatar, ele me convenceu muito como ator dramático. E todos os atores, principalmente as crianças deram um show de atuação.

Mas o filme acabou por começar a se arrastar. Muitos momentos de cultos e louvores, onde quem não é praticante de religião acaba se sentindo um pouco desconfortável ou no meu caso mais cético ainda.

Depois que Mack (Sam) recebe o chamado, vai até a cabana e simplesmente parece que entra em outra dimensão, as coisas na trama vão ficando cada vez mais mornas.

Entendo que toda a jornada do personagem principal é baseada em seu sofrimento e o reencontro de sua fé para curar sua alma após uma perda tão traumática. E, exatamente por isso eu disse no início que A Cabana é um filme para quem realmente acredita e tem fé. 
Caso contrário fica impossível submergir completamente na trama, por mais encantadora que ela seja.

Otávia Spencer deu um show como Deus e realmente está ameaçando destronar Morgan Freeman. Mas sua atuação embora impecável, não foi o bastante para puxar um pouco mais de brilho nas atuações de seus parceiros atuando com o Filho e o Espírito Santo.


A atuação de Alice Braga foi uma das partes mais maçantes do filme pra mim. Mais uma vez entendo que a jornada do personagem foi longa e dura, mas sabedoria não conseguiu me prender, infelizmente arrancando de mim diversos bocejos e algumas pestanejadas até esta sequência terminar.

Mas o filme também tem sequências que nos fazem refletir muito, principalmente quando Mack é confrontado com seus próprios pecados. Seus medos de infância e principalmente a consciência de quantas vezes nos auto empoderamos do julgamento para com os outros. Quem nos deu o direito de ser o juiz e o juri para com as outras pessoas? 

Achei que o roteiristas conseguiram levantar muito bem diversos questionamentos para fazer o expectador ter uma visão mais holística e não tão passional como realmente agimos em meio à dor e a tristeza.

A fotografia do filme e os efeitos visuais estão lindos e aliados com uma trilha sonora completamente envolvente, vão dando aquele toque de emoção nas cenas, maravilhando o expectador com diversas sequências belíssimas, principalmente destes pedaços de paraíso que Mack vai atravessando durante sua jornada.

Para quem curte filmes com uma temática religiosa, A Cabana é uma ótima escolha. O feedback de quem leu o livro e gostou é que o filme está muito fiel, valendo muito para quem foi um grande fã da leitura.

Confira o trailer.

1 comentários

  1. Oi Scheila!
    Me emocionei demais lendo o livro e tô contando os dias pra assistir no cinema!
    Realmente acredito que tanto o livro, como o filme, são pra pessoas que acreditam, que tem sua religião definida, mas acho q vale a pena conferir, ir ao cinema é sempre bom hehehehe

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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