[RESENHA] Elevador 16 (As crônicas dos mortos) - Rodrigo de Oliveira - @FaroEditorial

sábado, 25 de março de 2017




2017, Brasil.
Mais um sábado de trabalho na vida de Mariana. Porém, um sábado atípico. Paro o resto do mundo, esse dia representa um grande evento: um planeta recém-descoberto que está em rota de colisão com a Terra, ficará visível a todos – um grande evento mundial. Para Mariana, esse dia apresenta outra realidade: ela está grávida do seu quase ex-namorado – uma grande mudança na sua vida. Naquele sábado, não foi só a vida de Mariana que mudou.

Na hora do almoço, 16 empregados da empresa entram no elevador. E no exato momento da passagem do novo planeta, a energia cai, o elevador para entre dois andares e junto com isso todos os telefones param de funcionar. Presos e incomunicáveis dentro de um cubículo, eles não sabem que a ajuda não chegará, e que o mundo, não é mais o mesmo.

Em alguns instantes, 10 dos presentes no elevador desmaiam, em um surto coletivo. Os 6 que ficam em pé, entram em desespero. O caos aumenta quando um dos desmaiados acorda... com olhos vazios, brancos e uma sedenta fome de carne (humana). Sua humanidade se foi. Ele acordou do vale dos mortos.

Esperar pela ajuda não é mais opção. Fugir e sobreviver ao que quer que isso seja é prioridade. Será que alguém vai sobreviver à volta dos mortos e conseguir sair desse prédio minado de monstros?




Esse é o primeiro livro que eu leio (e diga-se de passagem, que eu conheço), escrito por um brasileiro, e que se passa no Brasil, com a temática mortos-vivos. Confesso que eu fiquei com um pouco de receio quando comecei a ler, não sabia bem ao certo o que esperar, e imaginava que a história não seria boa. Ficava, erroneamente, achando que o livro não chegaria aos pés de uma história ao estilo the walking dead. Felizmente, a história me surpreendeu. Não que seja uma super história revolucionária. Mas ela me prendeu e me conquistou, da forma como deveria.  Sabe aquele tipo de livro que parece uma história de filme? Foi assim, durante toda a leitura (já fiquei imaginando altas cenas no cinema!).

O que mais me agradou na obra, sem sombra de dúvidas, foi o fato de que os personagens já conheciam histórias de zumbis, e já sabiam mais ou menos como lidar com esses seres. Normalmente, em filmes ou séries do gênero, os protagonistas desconhecem totalmente os zumbis. Nessas histórias nunca existiram as lendas dos mortos vivos. Pensem bem, se hoje, na nossa realidade, acontecesse algo que transformasse a maioria de nós em zumbis, já saberíamos como matá-los correto? Afinal, a gente vê filmes e séries com essa temática o tempo todo (eu, particularmente, sou formada em 7 temporadas de the walking dead e tenho 2 especializações em fear). Então isso foi usado na história. Os possíveis sobreviventes sabiam o que aquelas coisas eram e como elas agiam. Ponto positivo!

Não quero dar muitos spoilers da história, mas vocês podem esperar muito sangue, muito acontecimento inesperado, muita contaminação e claro, muitos conflitos pessoais: tudo que uma boa história de zumbi precisa.


O livro inicial é bem curtinho, apenas 60 páginas. Mas são suficientes para contar a história sem enrolação, e de uma forma que prende o leitor e o deixa curioso para o próximo livro (são 5 no total!). Ele tem início, meio e fim, e o que eu entendi é que ele é uma história extra à principal, que inicia no livro O vale dos mortos #1 – que aliás, preciso e quero ler imediatamente!

Fãs de mortos vivos – e que estão à espera do apocalipse zumbi, para mostrarem suas habilidades de combate – não percam tempo e leiam o quanto antes essa obra! Vocês não vão se decepcionar!



Ótimo! 
 
Elevador 16: As Crônicas dos Mortos | Rodrigo de Oliveira
ISBN: 9788562409455 | Ano: 2014 | Páginas: 60 | Editora: Faro Editorial | Adaptação cinematográfica: Não  

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