[RESENHA] Dezesseis - Rachel Vincent - @univdoslivros

terça-feira, 8 de agosto de 2017

DEZESSEIS
Autora: Rachel Vincent
Editora: Universo dos Livros
I.S.B.N.: 9788550301532
Páginas: 240
Compre: SARAIVA - AMAZON
Sinopse: Em um mundo em que todos são iguais, uma garota se destaca por sair do padrão. Uma história promissora e de ritmo acelerado, escrita por Rachel Vincent, autora best-seller do The New York Times. “Nós temos cabelos castanhos. Olhos castanhos. Pele clara. Somos saudáveis, fortes e inteligentes. Mas só uma de nós já teve um segredo.” Dahlia 16 vê seu rosto em toda multidão. Ela não tem nada de especial – é apenas uma entre as outras cinco mil garotas que foram criadas visando o bem da cidade. Ao conhecer Trigger 17, porém, tudo muda. Ele a considera interessante. Linda. Única. Isso significa que ele deve ser defeituoso. Quando Dahlia não consegue parar de pensar nele – nem resistir a procurá-lo, ainda que isso signifique quebrar as regras – ela percebe que deve ser defeituosa também. Mas, se ela for defeituosa, todas as idênticas também são. E qualquer genoma com defeito descoberto deve ser recolhido. Destruído. Ser pega com Trigger não apenas selaria o destino de Dahlia, mas o das cinco mil garotas com o mesmo rosto. No entanto… e se Trigger estiver certo? E se Dahlia for mesmo diferente? Subitamente, a garota que sempre seguiu todas as regras começa a quebrá-las, uma a uma…

Excelente!!
Excelente!! Acabei este livro completamente sem chão!

Depois que a modinha das distopias deu uma esfriada, eu praticamente não peguei mais nada do gênero pra ler e Dezesseis veio pra me colocar novamente no turbilhão das sociedades e dos futuros alternativos que trazem uma crítica muito forte de para onde a nossa raça está se encaminhando.
Sair da zona de conforto e refletir sobre o presente e o futuro, aliando a uma trama muito rápida e envolvente, eis a beleza de uma boa distopia. E Dezesseis é excelente em todos os quesitos.

Dhalia 16 é uma garota comum. Criada na força de trabalho juntamente com suas outras 4999 iguais para ser uma agricultora hidropônica e após sua formatura integrar as fileiras de trabalhadores para a glória de Lakeview.
Mais do que a mesma aparencia, elas foram criadas para fazer bem o seu trabalho, como um grupo coeso e eficiente. Não há espaço para a individualidade. E indivíduos defeituosos devem ser recolhidos e o genoma tirado de circulação. Todos os 5000 exemplares deles.

Então quando Dhalia16 conhece o cadete Trigger 17, ela não consegue entender o porque não resiste em falar com ele. Em tocá-lo, mesmo sabendo que isso é proibido e ao transgredir a política de socialização, ela não estará condenando apenas à ela. Mas também à todas as suas 4999 iguais.

Mas por que Dhalia só pensa em Trigger e vice e versa?

Rachel Vincent consegue nos transportar para uma sociedade não muito distante, onde a clonagem e eficiencia genética são os pilares e onde cada genoma não produz mais apenas um indivíduo, mas sim um pixel que forma uma imagem maior.
Uma sociedade coletiva onde não pode haver individualiades e caso ocorra, isso é encarado como uma falha. Uma anomalia.

Me encantei com a forma de Rachel contar esta história pelos olhos inoscentes e curiosos de Dahlia.
Suas descobertas. Sua necessidade de questionar, mesmo sabendo que não deveria e a forma como vai processando as novas informações, mesmo sem entender o contexto geral, mas nos dando um vislumbre de seu alto intelecto.

Trigger é um indivíduo altamente treinando e certamente letal. As distinções entre sua criação, treinamento e as regras para o seu genoma são fascinantes, tanto para Dhalia, quanto para nós durante a leitura.
E mesmo que ele entenda muito mais da vida do que ela, a doçura com a qual ele se entrega à ela e ela à ela, fazendo os fãs de um bom romance torcer para que isso floresça durante o desenrolar de sua aventura.

Achei um livro muito bom para apenas 240 páginas.
A trama foi super fluída e bem amarrada, nos fazendo realmente entender como a sociedade de Lakeview funciona, mas também a personalidade destes personagem que ainda tem muito o que crescer.
Neste primeiro livro, embora tenha sido mais introdutório para a série, já conseguimos sentir aquela agonia da expectativa e principalmente a adrenalina dos momentos de tensão.

Mal posso esperar pelo próximo livro, visto que este final me deixou de queixo caído e como li rápido demais, acabei ficando um pouco sem chão e louca pra saber o que vai contecer agora!! #medo

A Edição da Universo dos Livros está muito legal. A capa ficou linda e a distinção da garota tem um significado todo especial completando inclusive a trama. Adorei!

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