[RESENHA] PIANO VERMELHO - @joshmalerman - @intrinseca

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

PIANO VERMELHO
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
I.S.B.N.: 9788551002063
Páginas: 320
Compre: Saraiva - Amazon

Sinopse: O novo thriller do autor do best-seller Caixa de pássaros. Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.


Quando a Intrínseca me mandou Piano Vermelho eu já fiquei mega curiosa quanto ao livro, principalmente pela carta de amor aos fãs brasileiros escrita por Malerman e também pelo kit enviado pela editora onde realmente nos faz pirar na ideia do livro e nos corroer de ansiedade para saber o que este autor que já estreou arrebentando com Caixa de Pássaros tem guardado para nós nestas páginas.
Piano Vermelho conta a história de Philip Tonka, pianista da banda Danes. Ex veteranos de segunda gerra mundial, ele e seus companheiros vivem dos excessos comuns dos músicos que perseguem sua inspiração e fama decadentes, tentando dar sentindo à sua obra ou simplesmente não sucumbir no atoleiro criado por eles mesmos e estes excessos.

Josh Malerman construiu um premissa muito interessante em Piano Vermelho, com sua narrativa em terceira pessoa mas com uma linha de tempo meio truncada entre passado recente e o presente. Vamos acompanhando o pós Segunda Guerra Mundial, onde Philip e o restante de seus amigos músicos seguem o "caminho" até cruzarem novamente com o exército e necessidade de descobrir o mistério sobre este som, tão singular e letal.
Os capítulos curtos criam o efeito de mudança de foco enfoque rapidamente, que ao mesmo tempo prende a leitura, mas em algumas situações acaba também desorientando o leitor.

Não sabemos o que aconteceu com Philip e seus companheiros. Como ele chegou até este hospital e nem como milagrosamente sobreviveu e agora está se curando em uma velocidade muito espantosa por assim dizer.

Piano Vermelho é o tipo de narrativa que deixa o leitor completamente no escuro e vai construindo um clima de tensão e suspense tão opressivo que nos sentimos literalmente presos junto com Philip, só que entre as paredes da narrativa instigante de Malerman, conjecturando todos os tipos de hipóteses, nos agarrando a cada pista que encontramos, ou que achamos que encontramos junto com seus personagens.

Aqui temos tanta coisa acontecendo, tantos nortes para onde a trama pode ser direcionada, que o autor literalmente brinca com as vontades do leitor dando guinadas doidas para o sobrenatural, ficção científica e com doses bem apimentadas de teorias da conspiração.
A única ressalva que faço é que em alguns momentos achei tudo isso muito confuso ou estava tão presa no capítulo que parecia não conseguir sair do lugar para avançar na trama.

Mas, gosto muito deste estilo inovador de Josh Malerman contar suas histórias. 
O importante aqui é a viagem e não o destino, e isso pode frustrar algumas pessoas acostumadas com desfechos concretos.

Esta edição da Intrínseca está fabulosa. Com um acabamento impecável, a capa ficou linda e todo o design gráfico valorizando os capítulos sobriamente acabam contribuindo muito para a imersão completa do leitor na história.

Se você curte um bom thriller de suspense, Josh Malerman é um nome a se respeitar e a curtir com vontade e mente aberta.

1 comentários

  1. Curto muito um thriller de suspense. E já estou desejando muito ler esse livro.
    Li o livro " Caixa de Pássaros",e fiquei fascinada e curiosa durante toda a leitura.
    Se esse livro seguir o mesmo padrão,tenho certeza que vou adorar! 😉

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