[RESENHA] O jogo do amor e da morte - Martha Brockenbrought - @veruseditora

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018


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Marco Antônio e Cleópatra. Helena de Troia e Páris. Romeu e Julieta. E agora... Henry e Flora. Há séculos o Amor e a Morte escolhem seus jogadores. Eles estabelecem as regras, jogam os dados e ficam por perto, prontos para influenciar, em busca da supremacia. E a Morte sempre ganhou. Sempre. Mas pode haver um casal cujo amor realmente mude esse jogo? Flora Saudade é uma garota afro-americana que, de dia, sonha em se tornar aviadora e, à noite, canta nos esfumaçados clubes de jazz de Seattle. Henry Bishop nasceu a alguns quarteirões e milhares de mundos de distância, um garoto branco com o futuro garantido — uma rica família adotiva em meio à Grande Depressão, uma bolsa de estudos para a faculdade e todas as oportunidades do mundo. Os jogadores foram escolhidos. Os dados foram lançados. Mas, quando seres humanos fazem suas próprias jogadas, ninguém pode prever o que acontecerá em seguida. Dolorosamente romântico e brilhantemente imaginado, O Jogo do Amor e da Morte é uma história de amor inesquecível.



O Amor escolheu Henry. A Morte escolheu Flora. E esses são os jogadores do Jogo do Amor e da Morte, um jogo milenar que só tem dois finais possíveis: amor eterno ou morte de algum deles – ou dos dois, como foi o caso de Romeu e Julieta.

Henry é o menino com futuro garantido, adotado pela família rica do melhor amigo (Ethan), com bolsa de estudos garantida para a faculdade e jogador do time de beisebol, com um sonho de se tornar músico. Flora é uma jovem audaciosa, dona de uma casa noturna junto com seu tio, cantora de Jazz à noite, e que sonha em ser uma grande piloto de avião.

Eles não sabem do jogo. E nem que ele encerra no dia 07 de julho de 1937. São apenas alguns meses. O acordo? Se ambos assumirem seu amor para o outro até a data, viverão felizes até o fim da vida, caso contrário, a Morte levará a alma de Flora como prêmio. O Amor, até hoje, nunca venceu o jogo. E fará de tudo para ganhar desta vez. Para isso, assumirá a forma humana de James e se aproximará dos jogadores, enquanto do outro lado, a Morte assume a forma de Helen, prima de Ethan.

Um amor possível e construído com base na música, porém cheio de dificuldades no caminho. Henry, além de rico, mora com o dono de um dos maiores jornais de Seattle. Enquanto Flora, além de não ter concluído os estudos básicos, é pobre e negra – um amor mal visto aos olhos da população da época.


Amor ou Morte? Quem vai vencer essa disputa cheia de armadilhas e interferências? Façam suas apostas!



Quando eu li o título do livro, jamais imaginei que se tratava literalmente de um jogo entre o amor persona e a morte persona. Imaginei uma história de amor, provavelmente com mortes no caminho. Mas me enganei. Um engano bom, muito bom! A história de Martha Brockenbrought é diferente, reflexiva e atual – embora se passe na década de 30.

Além de abordar o clássico amor e morte, a autora aborda o racismo e a homossexualidade, ambos assuntos muito delicados para a época e que precisam de atenção ainda hoje. É uma abordagem leve, mas que passa muito bem o recado. Outro assunto, também abordado mas sem muita ênfase, é a dislexia, que eu particularmente leio pouco nas histórias por aí.

Nossos personagens principais são aqueles que não possuem uma forma concreta. São o Amor e a Morte, Flora e Henry são apenas peões de um jogo maluco. Achei muito interessante ter essa visão do amor e da morte, especialmente desta última. Conflitos, atitudes e a relação dos dois foram algo novo para mim. Afinal, eu nunca tinha parado para pensar em amor e morte como “pessoas”. E o fato deles interagirem com os peões, deu um toque a mais. Os dois queriam ganhar, então tiveram que jogar – nem sempre de forma justa e limpa.


É um livro totalmente novo e diferente de tudo que já vi. Uma história bem construída, com reviravoltas incríveis e personagens marcantes, cada qual com seu valor. Uma história sobre amor, morte, amizade, construção, desafio, sonhos e crescimento pessoal. Um casal improvável, marcado por um jogo com final perigoso. Convido a todos a conhecerem mais sobre o amor e a morte, e a embarcar nesse jogo, que pelo que sabemos, o Amor nunca venceu. Será que Flora e Henry finalmente irão mudar isso? Ou o destino do Amor é sempre ser vencido pela Morte?

"- A vida é uma condição temporária, Henry. E incerta. É por isso que temos que aproveitar as chances quando as encontramos. Buscar o que queremos. Assumir riscos. Viver, amar... tudo isso. Todos nós, sem exceção, vamos morrer, mas, se não vivermos como realmente queremos, se não ficarmos com quem queremos, já estamos mortos."


Um desabafo divertido: eu tenho um irmão chamado Henri e no livro nós temos o Henry, assim como na história tem a Helen e eu sou Ellen – nomes iguais, porém americanizados. Na trama, a Helen tenta conquistar o Henry, e isso pra mim foi muito complicado de aceitar, pelo simples fato de: meu irmão nããããão! Era engraçado cada vez que eu pensava nisso! Até tentei trocar o nome da Helen, mas não funcionou, rs. Atenção! Não é critica, de forma alguma à conquista de Helen ou aos personagens. É só um fato que me perseguiu ao longo da leitura e que eu compartilho com todos quando vou falar desse livro!


 
Ótimo! 

O jogo do amor e da morte | Martha Brockenbrought
ISBN: 9788576864301 | Ano: 2017 | Páginas: 304 | Editora: Verus | Adaptação cinematográfica: Não









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