[Séries] Insatiable - Como se sentir insultada de todas as maneiras possíveis pela Netflix

domingo, 12 de agosto de 2018


Criado por Lauren Gussis (2018)
Com Debby Ryan, Dallas Roberts, Alyssa Milano mais
País: EUA
Gênero: Comédia , Drama
Status: Em andamento
Duração: 45 minutos

Sinopse via Adorocinema: Um advogado insatisfeito com sua vida acaba se tornando um treinador em um concurso de beleza. Lá, ele acompanha uma adolescente tímida, que sonha em ganhar a competição. O advogado só não imagina que a jovem planeja se vingar de todos os colegas que já zombaram dela.

Gostaria de conseguir DESver!


Nunca na minha vida pensei que conseguiria ser insultada por uma série de TV, mas realmente a Netflix conseguiu com Insatiable!

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa prática, sem mimimis. Adoro uma piada nada politicamente correta e humor negro, até porque a vida não é nada politicamente correta, então, temos mais é que rir da agruras do cotidiano.

Mas o que deveria ser uma série onde poderíamos tirar alguma coisa boa ou uma bandeira de luta contra o bullying, na verdade se torna um afronte à qualquer pessoa!
Além de ser completamente gordofóbico, me fez me sentir muito mal por tratarem de forma tão banal e completamente descuidada temas que para muitas pessoas são sinônimos de sofrimento ou gatilhos.

Paty é uma menina confusa, mas que ao emagrecer se torna um verdadeiro monstro. Entendo que a adolescência não é fácil e mesmo sendo magra quando passei por isso, tive meus problemas, mas esta personagem não tem nenhuma consciência social, nada de empatia. É egoísta e completamente descontrolada.

E todas as situações em torno da nova Paty são tão erradas em tantos sentidos que me deixaram profundamente enojada.

Temos menores fazendo sexo com maiores de idade ou tentando fazer o tempo todo.
Ambição e narcisismo ao extremo. Relacionamentos doentios de todos os lados que te fazem não achar graça do deboche quanto ao "American Way of Life" mas sim ficar muito preocupado com o quanto a nossa sociedade já doente pode achar isso normal na televisão ou o quanto nossos filhos podem se espelhar nesses esteriótipos degradantes.


Fui magra na adolescência, mas gorda durante praticamente toda a minha vida adulta. Recentemente emagreci 21 quilos e embora isso tenha acontecido, foi muito mais por saúde do que por estética. Claro que estou muito feliz com a minha nova aparência, mas continuo me sentindo violada quando pessoas que não me vêem a algum tempo me perguntam se melhorei da depressão, pois vários já afirmaram que foi por isso que eu emagreci.
E sim, sou muito mal educada quando falo que a minha vida sempre foi maravilhosa tanto gorda, quanto magra.

Mas uma coisa é certa, a frase célebre do Bob o advogado/preparador de concursos de que a magreza é mágica, não é verdadeira e não deve ser encarada assim!

Apesar de todas as falhas e porcarias dos primeiros episódios, a partir do 5º capítulo até passamos a ver uma chance de redenção para esta série. Onde alguns dos personagens começam a respeitar a diversidade e a se tocar de que nem tudo é apenas aparência e o que importa é o que as pessoas tem por dentro.

Mesmo assim, o teor da série é fraco e superficial, jogando no lixo o empoderamento brando que começou a acenar aos expectadores.

"Ser magra não significa nada se for feia por dentro."
Acho que esta é a máxima que poderemos tirar desta série tão fraca da Netflix. 



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