[CINEMA] DIVALDO: O Mensageiro da Paz

quinta-feira, 12 de setembro de 2019


Estreia: 12/09/19
Distribuidora: Fox Film
Gênero: Biografia / Drama
Direção: Clovis Mello
Sinopse: Convivendo com a mediunidade desde os quatro anos, Divaldo (Bruno Garcia) era rejeitado pelas outras crianças e reprimido pelo pai. Ao completar 17 anos, o jovem decide usar seu dom para ajudar as pessoas e se muda para Salvador com o apoio da mãe. Sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis (Regiane Alves), ele se torna um dos médiuns mais importantes de todos os tempos.




A crítica de hoje é colaboração da nossa colunista Rafaela Duarte.

Quando se trata de filme nacional, temos aquele receio de ir ao cinema, pois nem sempre temos boas histórias, mas em Divaldo o mensageiro da paz me deparei com um bom filme, história simples e emocionante contando a história do médium Divaldo Franco que foi muito bem interpretado nas três fases que foi dividido  e interpretado  por João Bravo na primeira fase, na segunda fase pelo ator Guilherme Lobo e na terceira fase por Bruno Garcia, Laila Garin( dna Ana, mãe de Divaldo), Caco Monteiro (sr Francisco, pai de Divaldo), Marcos Veras (espírito obsessor), Bruno Suzano (Nilson amigo de Divaldo) e na fase adulta por Osvaldo Mil, Ana Cecilia Costa (Laura amiga de dna Ana) e Regiane Alves (Joanna de Angelis).

História começa em Feira de Santana no ano de 1933, Divaldo ainda pequeno sempre via espíritos e era atormentado por seu obsessor, mas quando sua irmã Nair se casou e foi embora, ele sentiu muito a falta dela e começou a ser frequente ver e ouvir espíritos , porém a única que tinha paciência e ajudava Divaldo era sua mãe Ana, pois seu pai Francisco não acreditava nele e queria muitas vezes agredi-lo. Com o passar do tempo Divaldo não tinha amigos reais, pois os mesmos destratavam ele e Divaldo permanecia a conversar com os espíritos e num dia desses teve a surpresa de conhecer Maria Sinhoria, sua avó materna e após dna Ana presenciar Divaldo descrevendo a avó que a mesma sequer conheceu mas teve a confirmação que era verdade pela sua irmã, pois Divaldo descreveu a roupa que a mesma estava usando naquele momento e era a mesma roupa que a irmã de Ana colocou nela quando a mãe delas foi enterrada, dna Ana resolveu levar Divaldo na igreja e pedir ajuda ao padre, mas não obteve muito sucesso. 

Porém com o passar dos anos o dom de Divaldo só aumentava e foi num festival que Divaldo perdeu seu irmão e foi obsediado pelo mesmo e teve a ajuda da sra Laura, uma pessoa espírita que convidou Divaldo para ir estudar a doutrina espírita em Salvador e somente após se formar professor o pai de dele liberou o mesmo a ir. Chegando a Salvador Divaldo começou seus estudos espíritas e por muitas coisas horríveis o mesmo passou, principalmente por conta do espirito obsessor que não o deixava em paz, mas Divaldo tinha grande proteção de sua mentora, que se identificava como “espírito amigo” e era ela que orientava e não deixava Divaldo perder a fé e nem se abalar pelos obstáculos da vida, além de levar mensagens de espíritos falecidos aos encarnados nas sessões espíritas, com o tempo Divaldo começou a psicografar também, além de ter conhecido Chico Xavier e ter tido alguns ensinamentos com o mesmo, além disso tinha um grande amigo chamado Nilson que o acompanhava em tudo para ajudar.

Filme espírita diferente da história do filme de Chico Xavier, pois esperava ver uma história quase igual, por se tratar de um filme espírita, mas me enganei, foi bem diferente e mostrou uma linda lição de vida, além de tudo Divaldo Franco hoje com 92 anos fez e faz não apenas para as crianças, órfãos, mas também para os adultos amparando, alfabetizando, profissionalizando entre tantas outras coisas. Com uma mensagem bonita através de uma história simples, mas muito emocionante e abordou de maneira leve sobre a intolerância religiosa que muito se vê. Cenário e fotografia muito bons, filme prenderá a todos na cadeira, pois aborda a vida de Divaldo juntamente com sua religião de maneira belíssima e sem denegrir qualquer religião ou crença e sem fanatismo. 

Filme não possui cenas extras, mas ao final conta um pouco do trabalho que Divaldo a anos desenvolve com as pessoas necessitadas.





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