[RESENHA] A DAMA MAIS APAIXONADA (A DAMA MAIS... #2) - JULIA QUINN, ELOISA JAMES, CONNIE BROCKWAY

domingo, 5 de janeiro de 2020


TÍTULO ORIGINAL: THE LADY MOST WILLING

TRADUÇÃO: ANA RODRIGUES
FORMATO: 16 X 23 CM

NÚMERO DE PÁGINAS: 288

PESO: 0.39 KG
ACABAMENTO: BROCHURA
ISBN: 9788530600211
EAN: 9788530600211


MARCADOR DE PÁGINA: https://bit.ly/2zjjtcp

SINOPSE: SEGUNDO VOLUME DA DUOLOGIA "A DAMA MAIS...".

A dama mais apaixonada é uma história contada em três partes, repleta de diálogos espirituosos, conspirações e romances improváveis.

“Leitura obrigatória para fãs de romances de época.” – Kirkus Reviews

“Rico em inteligência e romantismo, A dama mais apaixonada é um livro inestimável.” – Booklist 

Três estrelas do Romance de Época se unem para transportar você a um mundo de tentação, paixão e amores inesperados.
                    
Quando os sobrinhos do proprietário de terras escocês Taran Ferguson se recusam a se casar para dar continuidade à linhagem da família, ele decide cuidar pessoalmente da questão e arranjar uma esposa para pelo menos um dos dois.

Numa noite de festa, Taran invade um castelo e sequestra quatro damas: uma linda e ousada donzela, uma herdeira com uma pequena mancha na reputação, uma bela e rica inglesa e uma jovem sem sobrenome tradicional ou fortuna. Uma delas certamente se apaixonará por um lorde escocês.

Resta saber se, em meio à fúria de um duque sequestrado por engano, um castelo decrépito e uma tempestade violenta que não vai permitir que ninguém vá embora tão cedo, haverá espaço para que um amor floresça.


A duologia A Dama Mais superou minhas expectativas em relação a leitura, não sou muito fã de antologias, dá uma sensação que falta uma elaboração melhor da narrativa, porém essa duologia escrita por três mãos (Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brockway) foi incrivelmente bem estruturada sem essa sensação que falta algo, pelo contrário o único sentimento de querer mais foi devido os personagens e suas histórias irresistíveis.


Mesmo sendo uma série de dois livros, as histórias não se interligam, por isso sem problemas de ler os livros fora de ordem, e já no início da resenha darei uma dica...  comece por este livro da resenha, A Dama Mais Apaixonada, o segundo da duologia A Dama Mais. Indico por dois motivos: Escócia e diversão garantida!!!

O escocês Taran Ferguson estava sem paciência e em sua percepção seus dois sobrinhos estavam demorando demais arranjar esposas, decidiu ele mesmo entrar em ação, de um modo nada convencional... raptando ladies para seus sobrinhos. Por meios tortos, esse plano mirabolante podia até dá certo...

Porém das quatro ladies raptadas, e de bônus um duque, somente duas supostamente estavam à altura dos seus sobrinhos, Robert Parles, conde de Rocheforte e Byron Wotton, conde de Oakley. Porém as outras foram raptadas erroneamente, uma delas era Catriona Burns.

Catriona era apenas filha de um proprietário de terras local, tanto que nem foi apresentada para alguém da aristocracia no baile onde foi raptada junto com as outras. Porém, na situação atual, presa num castelo, já que era inverno e as estradas estavam bloqueada pela neve, certas regras sociais não seriam aplicadas, tanto que acabou chamando a atenção do duque de Bretton...

John Shevington, duque de Bretton, o único personagem que apareceu nos dois livros da duologia, no primeiro era o possível pretendente da protagonista lady Gwendolyn Passmore, mas como falei anteriormente não é necessário ler em ordem, já que aparição dele no primeiro livro foi bastante sutil. E neste segundo livro ele se torna um dos protagonistas, assumiu o título ainda bebê, e seguia a risca as regras sociais, ou seja, Catriona, uma plebeia, não teria chances em outra ocasião, mas a moça que enfrentou o grande escocês Taran, chamou sua atenção, e se tornou também sua parceira na luta contra o “assédio” da outra lady raptada Marilla Chisholm, que não economizava sedução em relação a qualquer um dos lordes disponíveis, e pelo título sua vítima inicial foi o duque.

E cada vez mais que passavam juntos, mas crescia o afeto e admiração entre ambos, porém tinha esse problema, Catriona era uma moça sem títulos e dotes, e o duque teria que casar-se com alguém da sua posição social.

Já que Marilla viu que estava perdendo o duque, partiu a mira para Byron Wotton, conde Oakely, que inicialmente teve a mesma reação do duque, pediu ajuda para outra lady e irmã mais velha de Marilla, Srta. Fiona Chisholm.

Byron vinha de um noivado desfeito e mal resolvido, não tinha intenção de tão cedo encontrar outra noiva, porém ao conhecer a misteriosa e discreta Fiona, bem diferente da irmã, os sentimentos começaram a mudar, porém ela tinha um segredo que poderia impedir uma relação, mesmo sendo uma herdeira e a altura da posição de condessa.

Fiona Chisholm foi injustamente acusada de algo que aconteceu com seu ex-noivo, e virou pária da sociedade local, e talvez quando Byron descobrir seu segredo, com contribuição da maquiavélica irmã, a relação deles poderá sofrer sérios problemas. Seria outra forte decepção para Byron, e mais uma frustração para Fiona.

O livro é praticamente conduzido por Marilla e seus ataques audaciosos contra os homens da casa, ela quer um lorde com castelo, então porque não tentar seduzir, Robert Parles, conde de Rocheforte, meio inglês e francês, e real herdeiro do castelo de Taran, tinha uma personalidade divertidíssima, mas ficava bem carrancudo com a palavra, casamento, e fugia como diabo foge da cruz, e para piorar tinha outra moça tirando sua paz de espirito, mesmo ela não tendo feito nada para isso, ou melhor, nem sabia que provocava isso nele.

Lady Cecily Tarleton, filha do conde inglês de Maycott, um dos mais ricos da Inglaterra que comprado um castelo na Escócia, e estava dando uma festa de inauguração da nova moradia, e onde todos foram raptados por Taran. Ela se encantou por Robert no primeiro momento, porém ele não dava a mínima atenção para ela, apenas no momento da chegada dela no castelo, quando ele fez questão de recepcioná-la. Mas ela estava interessada nele, e já que o ambiente era propício para se comportar indevidamente, iria atrás do homem dos seus sonhos.  Pobre Robert... coitado nada, vai ter que decidir... entre a caça castelos, Marilla, e a simpática e discreta, Lady Cecily.

Todos as histórias dos três casais foram adoráveis, em minha opinião, achei esse segundo livro muito mais fluida as histórias devido a qualidade dos personagens e suas narrativas, e também facilitou bastante o ambiente propiciado pelo personagem Taran, que durante toda a narrativa você o ama e odeia, mas descobre que ele estava certo o tempo todo, e jogou um xadrez com todos os personagens.

Diferente do livro anterior, achei os personagens mais dinâmicos entre si, tanto a relação entre os casais, mas ainda mais a associação entre os personagens, criando momentos hilários, românticos e como dito anteriormente, bastante sensuais, diferente do primeiro livro que apenas um casal foi mais audacioso.
Parece que neste livro, e com certeza, devido a situação incomum e as convenções sociais podiam ser deixadas de lado, as autoras ousaram mais e tinham mais liberdade para criar momentos nada convencionais.

Nem preciso dizer que amei, A Dama Mais Apaixonada e a indico, mas cuidado para leitura em ambientes públicos, pois o risco de dar gargalhadas espontâneas e assustar as pessoas em volta, ou pior acharem que vocês estão ficando loucas, são imensos. Boas leituras!!!!

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