[RESENHA] Oblivion Song: Volume 2 - Entre Dois Mundos - Editora Intrínseca

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Oblivion Song: Volume 2 
Entre Dois Mundos 
Autor: Robert Kirkman
Editora: Intrínseca
Páginas: 136

Chega às livrarias o segundo volume da série Oblivion Song, HQ criada por Robert Kirkman
Mestre em traçar universos distópicos permeados por reflexões sobre família, morte e a natureza humana diante da crise, Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, reúne em Oblivion Song vários dos elementos que o consagraram. No segundo volume da série de quadrinhos que conquistou fãs e críticos, voltamos a acompanhar a saga do cientista Nathan Cole para reparar os erros do passado e começamos a entender o mistério que cerca o surgimento da nova dimensão aterrorizante com raros momentos de calmaria.
Anos atrás, 300 mil habitantes da Filadélfia foram repentinamente transportados para Oblivion. O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas as buscas foram encerradas. No entanto, algo motivou Nathan Cole a não desistir de procurar por sobreviventes. Quando revelações impensáveis sobre seu passado vêm à tona, ele passa a ter suas ações questionadas pelo governo. Há perguntas sobre Oblivion que só Nathan pode responder, e agora o futuro dos dois mundos está em suas mãos.
Com a arte vibrante de Lorenzo De Felici, Oblivion Song: Entre dois mundos reúne os fascículos 7 a 12 da série e entrelaça ação, suspense e ficção científica numa história sobre as renúncias e as escolhas necessárias para seguirmos em frente.


Nos últimos anos, a Image tem sido uma das editoras com um bom catálogo de lançamentos aqui no país do futebol, desde os títulos mais recentes como Tokyo Ghost pela DarkSide Books e Oblivion Song pela editora Intrínseca. E no caso, de Oblivion Song, cada novo volume é mais intrigante e intrincado que o outro. E o mais recente promete situações bem intensas.


Aos que não leram ou pretendem ler vai um resumo rápido: Há algum tempo no passado, 300 mil habitantes da Filadélfia foram transportados para Oblivion, uma nova dimensão aterrorizante que surgiu de forma inexplicável e destruiu áreas da cidade. Os desaparecidos tentam sobreviver enfrentando seres monstruosos em um ambiente inóspito e atordoante, marcado por raros momentos de calmaria. O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas depois de dez anos as buscas foram encerradas. Mesmo lamentando a perda de entes queridos, a vida seguiu seu curso para grande parte da cidade, e monumentos, memoriais e museus foram erguidos em homenagem aos que se foram. No entanto, se depender do cientista Nathan Cole, ficaria para trás. Nathan desenvolveu uma tecnologia extremamente instável que lhe permite visitar Oblivion todos os dias. Ele arrisca a própria vida em viagens solitárias, perigosas e muitas vezes infrutíferas na tentativa de resgatar sobreviventes.

Como muitas perguntas haviam ficado sem respostas no primeiro volume, aqui estamos com o segundo capítulo que, teoricamente, vem para responder. Mas será que elas são satisfatórias?

Começamos o quadrinho vendo o experimento que condenou a Filadélfia, mandando os habitantes para Oblivion e o governo apreendendo Nathan já que conseguiram localizá-lo. Seu irmão gêmeo Ed fazia parte do grupo de cientistas responsável pela transferência das pessoas da Filadélfia para Oblivion e agora o governo pode fazê-lo sumir do mapa.

Nathan ainda está obstinado em trazer as pessoas de Oblivion e junto de Ed, armam um plano para reaver o aparelho que começou a encrenca toda e que o governo pode estar interessado em transformá-lo em arma (que novidade). Porém Nathan diz a Ed que assim que conseguirem o dispositivo que Nathan o deixe em Oblivion.

O roteiro vem trazer questões como não pertencimento, rixa entre irmãos. Em um certo grau, é possível até ver um certo flerte com Rambo: Programado para Matar, pois vemos alguns personagens que entraram uma situação um tanto calamitosa e agora encontram dificuldade para recomeçar a vida e reencontrar significado para a vida, visto que seus antigos parceiros em dez anos seguiram com suas vidas e os mesmos estão com dificuldades em se adaptar a sua “velha” realidade, onde tudo o que antes importava era sobreviver e acabar com monstros gigantes.

Ed parece ter uma ilusão de que a realidade de Oblivion é mais verdadeira que a nossa, pois vê que os humanos se uniram naquela realidade e todos colaboram para o desenvolvimento de todos e não há mais pessoas rudes, mesquinhas e déspotas e que todos deveriam se transferir para Oblivion. Em um dado momento, um dos personagens perambula o núcleo acaba vendo que vários monstros de Oblivion entraram na nossa realidade e, quando o mesmo vai às ruas lutar contra os monstrinhos, ele recupera o seu sentido.

Os desenhos são bons. Lorenzo di Felici até faz um bom traço quando se trata do núcleo humano, porém quando está trazendo os elementos de Oblivion, seja monstros, seja cenários saídos diretamente de filmes como Alien - O Oitavo Passageiro e inspirados em H.R. Giger misturando elementos orgânicos com materiais diversos. Porém, nada disso seria incrível sem a ajuda de Annalisa Leoni, a colorista que está desde o começo da série. Suas cores sendo desde as mais soturnas ou as mais exageradas trazem uma sensação de imersão e credibilidade a obra.

Oblivion Song continua incrível e bem amarrada. Lá fora, a série já se encontra em sua 22ª edição. O gancho deixado é relativamente interessante e promete grandes desdobramentos para o futuro. Não é o mais inovador ou mesmo o gibi que irá influenciar o mundo ou redefinir os rumos de tudo o que se sabe sobre a nona arte, mas é um bom passatempo e muito acima da média do que tem saído.

Confira a resenha do primeiro livro AQUI!!






Essa resenha é cortesia do nosso novo colunista especialista em HQs Rafael Da Fonte de Hires.
Rafa é formando em Cinema e também atua como crítico de cinema.

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