[Diários da Quarentena #5] Crítica: Hollywood - Netflix

quarta-feira, 13 de maio de 2020


Após a Segunda Guerra Mundial, atores e cineastas novatos fazem de tudo para conquistar o estrelato em Hollywood.

Hollywood é uma minissérie americana de drama estrelada por David Corenswet, Darren Criss, Laura Harrier, Joe Mantello, Dylan McDermott, Jake Picking, Jeremy Pope, Holland Taylor, Samara Weaving, Jim Parsons e Patti LuPone. Criada por Ryan Murphy e Ian Brennan, a estreia ocorreu em 1º de maio de 2020 na Netflix.




Misturando personagens fictícios, com ícones de Hollywood, Ryan Murphy nos transporta à era de ouro do cinema americano, enquanto acompanhamos um grupo de jovens talentos e sua árdua escalada rumo ao sucesso.

Definitivamente o criador e produtor de Glee não poupou esforços e criatividade ao retratar todo o luxo e depravação da Hollywood dos anos 50. Onde os sonhos podem se tornar realidade, desde que você tenha ou faça o que for necessário para alcançar o sucesso.

Gostei muito de como Ryan pintou todo o glamour da era de ouro, assim como os desvios de caráter dos poderosos e estrelas da época. Uma fase onde tudo era lindo na tela, mas por trás dela imperavam os excessos, que acabavam sendo uma válvula de escape contra uma sociedade preconceituosa e conservadora.

Na série, é muito bem retratado temas que infelizmente ainda continuam muito atuais, como o racismo, homofobia e principalmente o jogo de poder para manipular os aspirantes ao estrelato e o que cada um está disposto a fazer para alcançar o objetivo, inclusive abrir mão de seus princípios ou ceder ao assédio moral ou sexual para não perder a sua "chance na vida".

O elenco não poderia ter sido mais assertivo, embora eu ainda ache que o papel do Darren Criss não o favoreceu muito, visto que ainda vi muito da ingenuidade do Blaine de Glee em diversos momentos.

Jim Parsons por sua vez se puxou nas asquerosidade do ambíguo e imoral agente de talentos Henry Wilson e foi muito interessante ver novos rostos ao lado de atores muito conhecidos mas que fazia tempo que eu não via atuando.

Mas embora a trama seja super interessante e nos proporcione alguns episódios muito bons e com cenas até meio que pesadas, achei o final um pouco simplório e previsível. Claro que todos nós esperávamos um "Happy End" para as agruras vividas pelos personagens, mas eu esperava um pouco mais de luta e controvérsias para o desfecho.

Mesmo assim, foi um final inspirador, e acabei gostando muito da minisérie.


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