[Resenha] Malorie - Josh Malerman - Editora Intrínseca

sábado, 12 de dezembro de 2020

 

MALORIE
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Compre em promoção na Amazon: https://amzn.to/3oWaJeV

Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.

Ainda não há explicação. Nenhuma solução.

Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver... e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS.

Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas.

Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.

Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.



Caixa de Pássaros quando chegou, foi relativamente bem sucedido e criou uma tendência que as pessoas fizeram a exaustão em 2018, onde as pessoas tentavam fazer coisas cegas, algumas até tendo severas consequências. E este ano, Josh Malerman volta ao seu universo iniciado em 2014. Mas será que a coisa tem futuro?

2 anos depois de chegar à escola com seus filhos Olympia e Tom, mas logo as criaturas conseguem adentrar ao refúgio que eles tanto lutaram para conseguir chegar. Ela acaba vendo uma mulher cega enlouquecer e percebe que as criaturas mudaram e são mais perigosas que antes. 12 anos se passaram. Tom e Olympia são agora adolescentes que se irritam com as múltiplas restrições e expectativas que lhes são impostas. As coisas mudam de direção quando Malorie fica sabendo de outra comunidade de sobreviventes em outra área distante e que seus próprios pais podem estar entre os ocupantes do abrigo.
O livro foca nas relações entre Malorie e as crianças. Nos tempos em que estamos vivendo, a identificação é imediata. Um dos personagens mais irascíveis da trama é Tom, que está muito fatigado pela insistência da mãe em tentar sobreviver sempre se escondendo.

Se você está lendo essa crítica algum tempo depois, saiba que na realidade do lançamento, estávamos vivendo durante a pandemia do Coronavírus e portanto as ações de Tom de lutar, mesmo que seja complicado e possa significar a morte, mesmo podendo haver uma centelha de esperança de liberdade é totalmente justificável, visto que nas circunstâncias até a data de postagem a vacina só fora implementada no Reino Unido e, claro, será bastante identificável aos que insistiam que a vacina não salvaria e aqueles que decidiam sair das casas para irem a bares, parques e etc.

O maior problema da sequência é o ritmo bem menos acelerado. Apesar de dar às criaturas a possibilidade de infecção através do toque, parece que o senso de perigo imediato fora, de certa forma, diluído. Aqueles que estavam esperando algo mais aterrador e claustrofóbico de Malerman, podem acabar se decepcionando com a história.

Existe uma ou outra sequência bem interessante, mas nada de muito grandioso. As criaturas têm aquele estilo Lovecraft, onde quanto menos detalhes são dados, mais apavorantes elas são.

Malorie está longe de ser o pior livro de terror da história, mas era possível esperar mais sustos, momentos tensos e impactantes. Ainda assim, vale a pena a leitura.






Essa resenha é cortesia do nosso novo colunista especialista em HQs Rafael Da Fonte de Hires.
Rafa é formando em Cinema e também atua como crítico de cinema.

0 comentários

Postar um comentário

Deixe seu Comentário!