[Resenha] Jogador Número 1 - Ernest Cline - Editora Intrínseca

sábado, 24 de julho de 2021

 

JOGADOR NÚMERO UM
Autor: Ernest Cline
Editora: Intrínseca
Páginas: 516

Uma aventura nostálgica e futurista sobre as fronteiras entre o real e o virtual, em nova edição de luxo O ano é 2045 e o mundo real é um lugar terrível. Para escapar, a humanidade passa a maior parte do tempo logada no OASIS, uma realidade virtual utópica com milhares de planetas onde as pessoas podem ser o que quiserem e coisas fantásticas acontecem ― magos duelam contra robôs japoneses gigantes, há planetas inteiros inspirados em Blade Runner e DeLoreans voadores podem atingir a velocidade da luz. Wade Watts cresceu dentro do OASIS, brincando com seus programas educativos, e, aos dezoito anos, a plataforma ainda é a melhor parte de sua vida. Mas está em risco, graças à Caçada. Quando o excêntrico criador do OASIS morreu, deixou para trás um concurso para definir seu herdeiro. O primeiro usuário que desvendar as pistas, vencer uma série de desafios e chegar ao Easter egg ganhará a vasta fortuna do bilionário e o controle total da plataforma. Milhões de pessoas entram na disputa ― inclusive Wade, que passa a estudar obsessivamente a cultura pop dos anos 1980 que o criador adorava ―, mas também funcionários de uma perigosa corporação, que pretende limitar o acesso à plataforma. Cinco anos se passam sem que ninguém consiga desvendar a primeira pista. Até que o nome de Wade sobe para o topo do placar. De repente, o mundo inteiro está assistindo, e novos rivais o alcançam: Art3mis, Aech, Daito, Shoto e, o pior de todos, Sorrento. Aos poucos, fica claro para Wade que a competição virtual tem riscos muito reais. E a única forma de sobreviver e salvar o OASIS é ganhando. Publicado originalmente em 2011, Jogador Número Um se tornou um best-seller, foi agraciado com diversos prêmios e deu origem ao filme de sucesso dirigido por Steven Spielberg, lançado em 2018. Unindo ficção científica a inúmeras referências à cultura pop dos anos 1980 e ao universo dos videogames, essa ópera espacial geek conquistou fãs em todo o mundo.


Quando Jogador Número 1 chegou aos cinemas, eu pouco sabia da complexidade da história. Vi e o filme e fique com uma sensação bacana de ver os anos 80 ganhando vida novamente.

Visto que a geração oitentista e noventista estão tendo cada vez mais produções voltadas a essas décadas, só é possível ter duas opiniões: ou amor ou ranço.

Eis que a Editora Intrínseca lança os dois livros de uma vez só em capa dura.

A história fala de Wade Watts, nascido e criado na “favela”, um lugar onde um montão de trailers estão amontoados verticalmente, nos deparamos com uma realidade onde as pessoas estão cada vez mais consumindo entretenimento para esquecer as frustrações do dia-a-dia.

O grande entretenimento é o OASIS. Uma super realidade virtual onde as pessoas fingem ser qualquer coisa. A realidade foi criada por James Halliday, grande inventor do mundo dos jogos, que faleceu e propôs um concurso a todos do jogo. Quem achasse as 3 Chaves escondidas dentro do jogo, teria a empresa dele.

Então, surgiu as pessoas dedicadas ao Halliday que estudavam sua vida inteira e seus gostos para ter uma ideia de onde as chaves estariam escondidas, porém ninguém chegou perto.

A competição levou até empresas magnatas como a IOI criar seus próprios cupinchas para achar as chaves.

O único que finalmente chega é Wade, cujo apelido é Parzival e logo ele vira o centro das atenções do tal mundo e o vilão Nolan Sorrento, dono da IOI, quer que ele se una para que Sorrento possa dominar o OASIS da maneira que quiser.

Nem preciso dizer que o livro possui uma quantidade absurda de referências a cultura pop. São jogos, filmes, músicas, artistas e personagens, a começar pelo nome de usuário de Wade, Parzival, que referência a um dos cavaleiros da Távola Redonda.

Alguns de vocês podem achar até que tantas referências são só mero fanservice, mas aqui tem um contexto bem bacana. Ajudam a explicar um pouco da excentricidade de Halliday e Wade, são orgânicas e não parece um amontoado de coisas só pra fazer as pessoas ficarem catando as mesmas durante a leitura.

A trama parece bem similar a outros tantos filmes já vistos antes, mas até que o elemento cyberpunk é algo bem legal que é explorado no livro.

Outro quesito são Aech e Art3mis. Não quero dar spoilers, mas ambos personagens são muito bons e bem construídos. Porém, o verdadeiro calcanhar de Aquiles está em Sorrento. Muito fraco, pouco construído e mais parece um vilão genérico e de objetivos genéricos.

Uma coisa que eu lhe aconselho durante a leitura é pegar a lista de músicas que são apresentadas e ir lendo enquanto ouve. Garanto que a imersão vai aumentar e você vai se divertir muito, até ter uma certa nostalgia, principalmente aos que viveram essa década.

Jogador Número 1 vale muito a pena ler e ver o filme. Ambos se complementam muito bem.






Essa resenha é cortesia do nosso novo colunista especialista em HQs Rafael Da Fonte de Hires.
Rafa é formando em Cinema e também atua como crítico de cinema.


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