[Resenha] Jogador Número 2 - Ernest Cline - Editora Intrínseca

quinta-feira, 29 de julho de 2021

 

JOGADOR NÚMERO 2
Autor: Ernest Cline
Editora: Intrínseca
Páginas: 504

Na aguardada sequência do best-seller Jogador Número Um, uma tecnologia revolucionária e inimigos poderosos põem em risco o destino da humanidade

Dias após o fim do concurso lançado pelo fundador do OASIS, Wade Watts faz uma descoberta bombástica. Escondida no cofre de James Halliday, há uma tecnologia capaz de alterar a natureza da existência humana para sempre — e talvez piorar ainda mais as coisas.


Chamado de Interface Neural OASIS, ou INO, o dispositivo permite que o usuário use os cinco sentidos no ambiente virtual e controle seu avatar apenas com o pensamento. Também é possível gravar suas experiências no mundo real e que outras pessoas consigam revivê-las. Ainda que revolucionário, o INO torna o OASIS mais viciante e perigoso do que nunca.


Começa assim uma nova missão, uma caça ao último Easter egg deixado por Halliday, com um misterioso prêmio em vista. Ao longo dessa jornada, Wade e seus amigos enfrentarão um inimigo inesperado e extremamente poderoso — disposto a matar milhões para conseguir o que quer —, revelações do passado conturbado de Halliday e até mesmo múltiplas versões do cantor Prince. A vida de Wade e o futuro do OASIS estão em risco outra vez, mas a humanidade pode ser a maior vítima dessa guerra cada vez mais real.


Com uma narrativa criativa e eletrizante, repleta de referências à cultura pop dos anos 1980 e ao universo nerd que consagraram o primeiro volume da série, Jogador Número Dois dá continuidade ao legado de sucesso de seu antecessor e lança os leitores em uma nova aventura futurista e surpreendente. O livro também ganhará uma adaptação cinematográfica, com roteiro do autor.



Jogador Número 1 ajudou a pavimentar uma estrada onde Ernest Cline conseguiu fazer seu nome e lançar outros títulos como Armada. Eis que ele lança finalmente a continuação de Jogador Número 1 e tentar se igualar a tão falada obra.

Tudo começa algum tempo após Wade virar o novo dono do OASIS, vencendo o concurso de James Halliday. Wade descobre no cofre uma nova tecnologia que permite ainda mais  imersão ao usuário do OASIS. Agora, todos os cinco sentidos serão usados e seu avatar fará coisas através do pensamento.
E agora junto de Shoto, Aech e Art3mis, os 3 vão embarcar numa nova aventura pra explorar o tal Easter egg final que Halliday deixou escondido.

O livro tem uma pegada legal, porém a levada parece menos de jogo e mais de filme. Enquanto que tínhamos uma espécie de evolução do personagem como algo saído de RPG, aqui a levada é mais para filme, um pouco mais corrida e até meio abrupta. Infelizmente, digo que Parzival/Wade caiu um tanto a bola. Existem vários momentos que ele não consegue desenvolver quase nada.
Além disso, ele toma decisões completamente equivocadas, parecendo não ser o mesmo garoto que foi Caça-Ovos durante anos de sua vida.
Quem segura a trama aqui para não deixar a peteca cair é Art3mis e Aech. Maravilhosas. Antes, a presença da questão socioeconômica que deixava o livro com o aspecto cyberpunk, que este que vos escreve ama, antes relativamente vital no começo do primeiro, aqui no segundo é quase inexistente. #chateadissimo.
Se no primeiro eu não reclamei de tantas referências a tudo quanto é aspecto da cultura pop, aqui também não posso reclamar. E este aspecto é muito 8 ou 80: ou você aceita e curte, ou você odeia e acha um saco.

Se antes a tecnologia do OASIS, era similar a um VR, aqui é um VR+. A descrição das sensações experimentadas no tal universo chegam a ser incrivelmente imersivas de tão detalhadas. E justamente, se antes a crítica se focava em nossa sociedade estar tão envolta do entretenimento para tentar de alguma forma amenizar e esquecer os problemas que lhe acercam, aqui é a questão é a obsolência programada, pois tudo isso só reforça o quanto uma nova tecnologia é rapidamente criada para dar lugar a antiga e ser substituída como se fosse algo completamente descartável, mesmo a tecnologia antiga já cobrindo várias áreas relativamente bem.

Cline realmente tem ideias maravilhosas nos livros, mesmo nem sempre acertando na crítica ou até em certo ponto diluindo o tal ponto que quer levantar.
Jogador Número 2 tem pontos muito bem acertados, só que existem certos pontos que deixaram a desejar. Se Cline pretende fazer uma trilogia, espero que decida ser mais assertivo quanto ao ponto que quer expressar.






Essa resenha é cortesia do nosso novo colunista especialista em HQs Rafael Da Fonte de Hires.
Rafa é formando em Cinema e também atua como crítico de cinema.

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