[CRÍTICA] UMA NOITE DE CRIME - A FRONTEIRA

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

 


Adela (Ana de la Reguera, Cowboys & Aliens) e seu marido Juan (Tenoch Huerta, Days of Grace) vivem no Texas, onde Juan trabalha como ajudante de fazenda para a rica família Tucker. Juan impressiona o patriarca de Tucker, Caleb (Will Patton, Halloween), mas isso alimenta a raiva ciumenta do filho de Caleb, Dylan (Josh Lucas, Ford vs. Ferrari). Na manhã seguinte ao Expurgo, uma gangue mascarada de assassinos ataca a família Tucker, incluindo a esposa de Dylan (Cassidy Freeman, The Righteous Gemstones da HBO) e sua irmã (Leven Rambin, Jogos Vorazes), forçando as duas famílias a se unirem e lutarem enquanto o país se transforma em caos e os Estados Unidos começam a se desintegrar em torno deles.

2021 ‧ Terror/Ação ‧ 1h 43m

E chega aos cinemas de todo o país mais um filme da franquia Uma Noite de Crime. Depois de acompanharmos crime e anarquia, ano de eleição e vislumbrarmos a Primeira Noite de Crime. A franquia de filmes Purge que agora também conta com uma extensão em forma de série no Prime Video, retorna mais sangrenta e caótica do que nunca.

Neste novo filme acompanhamos mexicanos que entram ilegalmente nos EUA em busca do sonho americano. Porém em um país cada vez mais segregado, onde já há alguns anos a solução do governo é expurgar os mais pobres para garantir que a fatia dos mais ricos seja cada vez maior, após o feriado anual do Expurgo vemos o ódio e a violência ganhar vida própria e banhar as ruas de todo o país no sangue de um expurgo infinito.
As cenas de violência extrema que são a marca registrada desta franquia continuam presentes em A Fronteira, mas assim como no último filme que deveria descrever A Primeira Noite de Crime, foram perdidas grandes oportunidades com um roteiro raso de mais, tanto com as motivações, quanto com as interações entre os personagens, sejam eles principais ou não.

Os personagens não despertam empatia, e mesmo lutando juntos pela sobrevivência, permanecem completamente desconexos entre eles, mas principalmente com seus passados, o que poderia ter enriquecido muito a narrativa do filme.

Foi interessante ver os papéis se invertendo, mas sobre tudo esta franquia ainda nos convida a refletir sobre o nosso dia-a-dia governamental e os absurdos que vem ocorrendo não somente pelo mundo, mas aqui no Brasil também. 
Creio que o apelo mais assustador deste filme, ainda está na hipótese muito plausível de um levante pelo ódio destituir qualquer grau de humanidade em uma nação e que infelizmente do jeito que estamos, não estamos muito longe disto.

Se você ficou curioso, verifique a programação da sua cidade, siga todos os protocolos de segurança e bom divertimento!


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